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Trump nomeia Musk e Ramaswamy para chefiar novo departamento de eficiência governamental | Notícias de Donald Trump
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Presidente eleito dos Estados Unidos Donald Trump nomeou magnata da tecnologia Elon Musk e ex-candidato presidencial republicano Vivek Ramaswamy como sua escolha para liderar o chamado Departamento de Eficiência Governamental, um novo órgão que ele planeja estabelecer quando retornar à Casa Branca.
“Juntos, estes dois maravilhosos americanos abrirão o caminho para a minha administração desmantelar a burocracia governamental, reduzir o excesso de regulamentações, cortar despesas desnecessárias e reestruturar as agências federais”, disse Trump num comunicado na terça-feira.
“É importante ressaltar que eliminaremos o enorme desperdício e fraude que existe em nossos gastos anuais de US$ 6,5 trilhões de dólares em gastos governamentais.”
Trump acrescentou que, segundo o seu plano, Musk e Ramaswamy concluiriam o seu trabalho até 4 de julho de 2026, o 250º aniversário da assinatura da Declaração de Independência dos EUA.
“Um governo mais pequeno, com mais eficiência e menos burocracia, será o presente perfeito para a América”, disse Trump.
Uma promessa de campanha
O departamento proposto parece ter sido inspirado por uma conversa que Trump teve durante a campanha com Musk, um de seus apoiadores mais proeminentes.
No dia 13 de agosto, os dois homens sentaram-se por duas horas transmissão ao vivo na plataforma de mídia social X de Musk, onde o bilionário apresentou a Trump a ideia de formar uma nova “comissão” para reprimir o desperdício governamental.
“Você é o melhor cortador”, respondeu Trump. “Eu preciso de um Elon Musk. Preciso de alguém que tenha muita força, coragem e inteligência.”
Trump mais tarde revisitei a ideia na campanha, inclusive em uma aparição em setembro perante o Clube Econômico de Nova York.
“Criarei uma comissão de eficiência governamental encarregada de realizar uma auditoria financeira e de desempenho completa de todo o governo federal e de fazer recomendações para reformas drásticas”, disse Trump na época.
Não está claro como o novo departamento funcionará depois de estabelecido. A declaração de terça-feira indicava que Ramaswamy e Musk “forneceriam conselhos e orientações de fora do governo”.
Os críticos observam que já existem órgãos de vigilância apartidários independentes dentro do governo para garantir a eficiência e realizar auditorias, incluindo o Gabinete de Prestação de Contas do Governo.
Recompensando os apoiadores de Trump
O anúncio de Trump na terça-feira, no entanto, parece destinado a recompensar dois dos seus mais proeminentes apoiantes do sector privado.
Musk, um bilionário originário da África do Sul, é o fundador da empresa de carros elétricos Tesla, proprietário da X e líder da SpaceX, uma empresa de construção de foguetes.
Enquanto isso, Ramaswamy é o fundador de uma empresa farmacêutica. No início deste ano, ele competiu contra Trump nas primárias republicanas, apenas para desistir depois de terminar em quarto lugar na convenção política de Iowa em janeiro. Ele imediatamente apoiou Trump após suspender sua campanha.
O endosso de Musk veio meses depois, depois que Trump enfrentou uma tentativa de assassinato em um comício em Butler, Pensilvânia, em julho.
Publicando um vídeo de um Trump manchado de sangue, Musk escreveu na sequência, “subscrevo totalmente o Presidente Trump e espero pela sua rápida recuperação”.
Desde então, Musk doou milhões de dólares para a campanha eleitoral de Trump e fez aparições públicas com ele, inclusive em um comício subsequente em Butler.
Desde que Trump venceu as eleições presidenciais de 5 de novembro, Musk também tem sido uma presença constante na propriedade do presidente eleito em Mar-a-Lago, em Palm Beach, Flórida.
DOGE, sigla do recém-criado departamento, também é o nome do criptomoeda que Musk promove.
Mudança drástica
Desde a sua primeira candidatura presidencial bem-sucedida em 2016, Trump prometeu reduzir o governo e “drenar o pântano” – a sua frase de efeito para livrar Washington, DC, da burocracia e da corrupção desnecessárias.
No anúncio de terça-feira, Trump provocou “mudanças drásticas” no seu segundo mandato. Ele já se comprometeu a encerrar o Departamento de Educação, que distribui ajuda federal, reprime a discriminação nas escolas e publica pesquisas sobre o nível de escolaridade.
Um futuro Departamento de Eficiência Governamental, explicou Trump, faria parceria com a Casa Branca para “impulsionar reformas estruturais em grande escala e criar uma abordagem empreendedora ao Governo nunca vista antes”.
Musk a certa altura sugeriu que poderia encontrar mais do que US$ 2 trilhões em economias se for dado o poder de rever as funções federais – uma soma equivalente a quase um terço da despesa anual total do governo.
Para ilustrar a escala e a importância do departamento proposto, Trump fez uma comparação entre o novo órgão e um programa da época da Segunda Guerra Mundial que desenvolveu a bomba atómica.
“Ele se tornará, potencialmente, o ‘Projeto Manhattan’ do nosso tempo”, disse Trump na terça-feira.
Musk foi citado no comunicado de imprensa de Trump celebrando a criação iminente do departamento.
“Isso enviará ondas de choque através do sistema e de qualquer pessoa envolvida no desperdício do governo, que é muita gente!” ele disse.
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Rede de trabalho franco-brasileira atua em propriedades amazônicas — Universidade Federal do Acre
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6 de março de 2026A Ufac integra uma rede de trabalho técnico-científico formada por pesquisadores do Brasil e da França, desenvolvendo trabalhos nas áreas de pecuária sustentável e produção integrada. Também compõem a rede profissionais das Universidades Federais do Paraná e de Viçosa, além do Instituto Agrícola de Dijon (França).
A rede foi construída a partir do projeto “Agropecuária Tropical e Subtropical e Desenvolvimento Regional: Cooperação entre Brasil e França”, aprovado em chamada nacional da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e do Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil. Esse programa iniciou na década de 1970 e, pela primeira vez, uma instituição do Acre teve um projeto aprovado.
Atualmente, alunas do doutorado em Agronomia da Ufac, Natalia Torres e Niqueli Sales, realizam parte do curso no Instituto Agrícola de Dijon, na modalidade doutorado sanduíche. Elas fazem estudos sobre sistemas que integram produção de bovinos, agricultura e a ecofisiologia de espécies forrageiras arbustivas/arbóreas.
Além disso, a equipe do projeto realiza entrevistas com criadores de gado (leite e corte), a fim de produzir informações para proposição de melhorias e multiplicação das experiências de sucesso. Há, ainda, um projeto em parceria com a equipe da Cooperativa Reca para fortalecer a pecuária integrada e sustentável.
Outra ação da rede é a proposta do sistema silvipastoril de alta densidade de plantas, com objetivo de auxiliar agricultores que possuem embargos ambientais na atividade de recomposição de reservas. No momento, a equipe discute um consórcio de plantas que atende à legislação ambiental. Da Ufac, fazem parte da rede os professores Almecina Balbino Ferreira, Vanderley Borges dos Santos, Eduardo Mitke Brandão Reis e Eduardo Pacca Luna Mattar, que trabalham nos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária e Engenharia Florestal.
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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre
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4 de março de 2026A professora Renata Duarte de O. Freitas, do curso de Direito do campus Floresta da Ufac, lança o livro “Aldeia Isã Vakevu, do Povo Originário Nukini: Um Sítio Natural Sagrado no Coração do Juruá” (Lumen Juris, 240 p.). O evento ocorre neste sábado, 7, às 19h, no teatro dos Nauas, em Cruzeiro do Sul. Resultado de investigação científica, a obra integra a cosmologia indígena aos marcos regulatórios da justiça ambiental.
A pesquisa é fundamentada na trajetória de resistência do povo Nukini. O livro presta homenagem à memória de Arlete Muniz (Ynesto Kumã), matriarca, parteira e liderança espiritual que preservou os conhecimentos milenares do Povo da Onça frente aos processos de aculturação e violência histórica.
O texto destaca a continuidade desse patrimônio imaterial, transmitido de geração para geração ao seu neto, o líder espiritual Txane Pistyani Nukini (Leonardo Muniz). Atualmente, esse legado sustenta a governança espiritual no Kupixawa Huhu Inesto, onde a aplicação das medicinas da floresta e a proteção territorial dialogam com a escrita acadêmica para materializar a visão de mundo Nukini perante a sociedade global.
Renata Duarte de O. Freitas introduz no cenário jurídico eixos teóricos que propõem um novo paradigma para a conservação ambiental: sítios naturais sagrados, que são locais de identidade cultural e espiritual; direito achado na aldeia, cuja proposta é que o ordenamento jurídico reconheça que a lei também emana da sacralidade desses locais; e direitos bioculturais, que demonstram que a biodiversidade da Serra do Divisor é preservada porque está ligada ao respeito pelos sítios naturais sagrados.
Ao analisar a sobreposição de uma parte do território Nukini com o Parque Nacional da Serra do Divisor, a obra oferece uma solução científica: o reconhecimento de que áreas protegidas pelo Estado devem ser geridas em conjunto com os povos originários, respeitando seus territórios sagrados.
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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre
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25 de fevereiro de 2026A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.
Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.
Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.
Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.
Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.
Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).
A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.
Laboratório de Paleontologia
Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.
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