ACRE
Turismo e empreendedorismo realçam identidades plurais em destinos verdes e negócios sustentáveis no Acre
PUBLICADO
1 ano atrásem
Karolini Oliveira
O verde da floresta, o artesanato sustentável, a gastronomia acreana e as identidades e culturas tradicionais dos povos indígenas e comunidades ribeirinhas são partes integrantes que realçaram diversas ações desempenhadas pela Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete), ao longo do ano de 2024.

Segundo dados da secretaria, o turismo movimenta mais de 50 segmentos e fortalece as culturas locais pela sua floresta, história, culinária e artesanato, permeando desde o turismo de observação de aves, de aventura, ecológico, religioso, negócios, etnoturismo e turismo de experiência, entre tantas outras possibilidades do setor, atraindo visitantes de todos os lugares.
Para a turista Conceição Alves, que veio da Paraíba conhecer Rio Branco, fazer o city tour foi surpreendente. “A viagem foi maravilhosa. Eu não imaginava que tinha tanta coisa bonita para ver no Acre”, disse.

Em 2024, o destino Acre, o artesanato e o empreendedorismo acreano foram amplamente divulgados, por meio da Sete, em importantes eventos do turismo do Brasil e do mundo, como o Salão do Turismo, no Rio de Janeiro (RJ), a 51ª Expo Abav, em Brasília (DF), e a 6ª Edição da Feira Nacional de Artesanato e Cultura Artesanais (Fenacce), entre outros.
Com produção a partir do látex extraído da árvore seringueira, sapatos, bolsas, colares e até copos para bebidas ganham forma nas mãos do artesão José Rodrigues de Araújo, mais conhecido como Dr. da Borracha: “Aqui tem de tudo, até uma bolinha para as crianças brincar e você fazer exercício e massagem nas mãos, tudo tem de borracha”, diz o artesão durante a participação no Salão do Turismo, no Rio de Janeiro (RJ).
Presente em feiras e eventos desde 2008, José explica que aproveita todas as oportunidades para apresentar os produtos do látex e fazer uma renda extra: “É um orgulho estar aqui participando do evento porque vir expor no Rio de Janeiro, para mim, é um privilégio. Então a expectativa é que a gente possa divulgar mais os produtos e vender. Cada momento que a gente está aqui mostrando, é muito bom para o reconhecimento, tanto nacional como internacional”, disse o Dr. da Borracha.
Etnoturismo
Neste ano, o governo do Acre, por meio da Sete, incluiu 23 festivais indígenas no calendário oficial de eventos do estado, um ato de respeito aos povos originários e de fortalecimento cultural, em que cada etnia pode expor sua cultura e movimentar economicamente a região que ocupa. Em parceria com a Secretaria Extraordinária de Povos Indígenas (Sepi), a Sete contribuiu para a realização de festivais ao longo do ano, com artes gráficas, camisetas, materiais impressos e outros insumos, além da cobertura jornalística, a exemplo dos festivais das etnias Huni Kuin, Puyanawa e Yawanawa.

Durante o Festival Atsa Puayanawa, o secretário de Turismo e Empreendedorismo, Marcelo Messias, ressaltou que uma das metas estabelecidas pelo governo é avançar ainda mais no setor do etnoturismo: “Já iniciamos um diálogo com a Secretaria de Povos Indígenas para estruturar as aldeias que recebem esses 23 festivais. O objetivo do governo é construir redários, banheiros e restaurantes para receber os turistas de forma confortável, sem interferir em sua experiência com a natureza”, disse.

Com ações afirmativas intensificadas a partir da criação da Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas (Sepi), a titular da pasta, Francisca Arara, detalha que o etnoturismo e as vivências indígenas beneficiam os povos originários no estado: “Quem vai ao festival acaba movimentando a economia do local ao ter a vivência. Temos a venda do artesanato, as pinturas, a compra da alimentação e, no final, você deixa esse recurso na própria terra indígena”, pontua.

Em janeiro, o governador do Acre, Gladson Cameli, esteve na terra indígena do Povo Arara do Igarapé Humaitá, durante a abertura do Festival do Povo Shawãdawa, que ocorreu na Aldeia Foz do Nilo, em Porto Walter. Para o chefe do poder Executivo estadual, é essencial respeitar e fortalecer as culturas dos povos indígenas.

No festival, o governador declarou: “Estou emocionado. Aqui tem uma energia, e me proponho a vivenciar essa experiência para que eles [indígenas] saibam que são o termômetro do mundo. Eu não vou decepcionar os povos da floresta, os povos indígenas, e vamos fazer tudo aquilo que pudermos para que a gente possa cuidar das pessoas. Nós somos iguais”, disse Cameli.
Além disso, a Sete promoveu oficinas para subsidiar a elaboração do plano de visitação em terras indígenas, TI Campina-Katukinas, em Cruzeiro do Sul, e a prospecção de viabilidade para o desenvolvimento do turismo indígena na aldeia Boa União, em Feijó, além de apoiar a promoção e divulgação dos festivais dos povos originários.
Rainha do rodeio
Com meses de preparação, as torcidas organizadas fizeram a festa na eleição da Rainha do Rodeio da Expoacre 2024, na Esplanada do Palácio Rio Branco, em agosto. A disputa foi acirrada entre as 12 concorrentes que disputaram o concurso, organizado pela Associação dos Colunistas do Acre (Acos) e governo do Acre, por meio da Sete, com o apoio de empresas e fazendas parceiras.

A Rainha do Rodeio da Expoacre 2023, Lohana Martins, passou a faixa para a realeza liderada pela nova Rainha Hilary Katryne; a Princesa do Laço, Sarah Cristinny; e a Madrinha dos Peões, Eduarda Freitas, de Senador Guiomard. As vencedoras receberam premiações em dinheiro, procedimento estético e participações especiais durante a Cavalgada e a Expoacre 2024.
Cavalgada 2024
A tradicional festa da Cavalgada garantiu a abertura da Expoacre, a maior feira de agronegócios do estado, com a presença do governador do Acre, Gladson Cameli, que liderou o percurso pela Via Chico Mendes até o parque de exposições. Este ano, a Cavalgada contou com a inscrição de 216 quadriciclos, 252 cavalos e 7 jipes.

A festa garante, em todos os anos, a oportunidade de movimentar a economia, conforme destaca o secretário de Turismo e Empreendedorismo, Marcelo Messias: “É uma festa que movimenta, não só a Expoacre, mas a Cavalgada também movimenta o turismo, a economia e o nosso estado”, garantiu.
Expoacre 2024
Na Expoacre Juruá 2024, a Sete se destacou pela diversidade de atrações e pela promoção do turismo local. Um dos principais atrativos dos visitantes foram os óculos de realidade virtual, que mostram imagens do Parque Nacional da Serra do Divisor, uma das áreas de conservação mais importantes da Amazônia. O espaço foi projetado para proporcionar uma experiência imersiva nas belezas naturais e culturais do Juruá aos visitantes.
Na Expoacre Rio Branco, a Sete atuou em quatro frentes com a Casa do Artesanato Acreano, Galpão do Empreendedorismo, Oca Indígena, em parceria com a Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas (Sepi) e o estande institucional com experiências imersivas nos pontos turísticos do estado.

Outro destaque da Sete foi o apoio ao jovem de 13 anos, Henry Gabriel, de Sena Madureira, que realizou o sonho de cantar para um grande público, na abertura do show da banda Limão com Mel, na Arena de Rodeios da Expoacre. A apresentação foi organizada em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri) e, ainda, com a Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), com apresentações nos palcos alternativos.

“Só tenho a agradecer a todos. Estou muito feliz por estar me apresentando hoje na Expoacre e fico muito agradecido pelo povo acreano estar me recebendo, e à banda Limão com Mel, que me acompanhou nas músicas. É um sonho que realizei. Mando um abraço para todos os meus amigos lá de Sena Madureira, meu irmãozinho Rodolfo e meu tio Marcio”, disse Henry Gabriel.
Casa do Artesanato Acreano
A Secretaria de Turismo e Empreendedorismo, em parceria com a Fundação Elias Mansour (FEM), também foi a responsável por inaugurar a nova Casa do Artesanato Acreano, em outubro, em frente ao Calçadão da Gameleira, em Rio Branco. De acordo com o governador Gladson Cameli, o artesanato acreano é um patrimônio do estado, e mostra a riqueza da cultura do Acre.

Em um local histórico, o novo endereço traz benefícios para artesãos, moradores locais e turistas, com modelos de negócios sustentáveis, explicou o titular da Sete, Marcelo Messias: “Temos espaço para mais artesãos. Nosso objetivo foi justamente agregar esse espaço [Casa do Artesão] em um ambiente turístico, potencializando o empreendedorismo”.
O artesão Francisco Ramalho explica que o novo local é uma conquista concretizada por meio da Sete e da FEM, que tem dado apoio para a categoria.
“A expectativa de venda é enorme. O novo espaço valoriza a nós, artesãos, que precisávamos expor nossos produtos”, frisou.
Cadastramento de artesãos no interior
Neste ano, a Sete também promoveu o cadastramento de artesãos acreanos no Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro (Sicab), nos municípios de Epitaciolândia, Brasileia e Assis Brasil, além de Feijó, Tarauacá, Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Rodrigues Alves.

O cadastro possibilita que o artesão possa emitir a Carteira Nacional do Artesão e, dessa forma, tenha acesso às políticas públicas do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB) e coordenação estadual de artesanato, como a participação em feiras de artesanato nacionais e internacionais; oficinas e cursos; acesso a incentivos fiscais (benefício dado somente em alguns estados) e isenção do ICMS na comercialização dos produtos. Além disso, a Carteira Nacional do Artesão possibilita a facilidade de acesso ao microcrédito (empréstimo de pequeno valor a microempreendedores formais e informais); acesso à nota fiscal avulsa de Emissão Eletrônica (e-NFA); e a possibilidade de ser contribuinte autônomo para fins previdenciários.
Capacitação profissional
O governo do Acre, por meio da Sete, em parceria com o Instituto Estadual de Educação Profissional e Tecnológica (Ieptec), ofertou 330 vagas em nove cursos profissionalizantes, em Rio Branco, com recursos de R$ 500 mil em emenda parlamentar da deputada federal Socorro Neri. Foram ofertadas vagas para os cursos de gestão financeira, marketing digital, atendimento ao público, precificação e cabeleireiro, além de cursos de corte e costura, colorimetria para profissionais de salões de beleza e barbearia, manicure e pedicure, e cursos de oratória.

“Nós consideramos fundamentais essas qualificações técnicas, pois elas possibilitam um aumento e melhoria na oferta dos serviços e um aumento também da demanda, visto que nós temos mais novidades no mercado”, destacou a diretora de Empreendedorismo da Sete, Bianca Muniz Marques.
Entre as ações desenvolvidas em comunidades e municípios do interior do estado, destacam-se a promoção das oficinas de Atualização do Mapa do Turismo 2024 Acre, os benefícios do Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur) e sobre o Mapa do Turismo Brasileiro.
Economia Solidária
Uma das primeiras grandes festas do ano, o Carnaval da Família foi um dos eventos que mais movimentou a economia no estado – do pequeno, médio e grande empreendedor. A Secretaria de Turismo e Empreendedorismo garantiu o festejo com participação de empreendedores dos segmentos de alimentação, brinquedos, artesanato e jardinagem.

A Festa do Trabalhador em Rio Branco e Cruzeiro do Sul também teve a presença da Economia Solidária, com o apoio da Sete, além das comidas típicas e arte indígena serem destaques na Praça dos Seringueiros e, ainda, na Feira do Amor, Feira EcoFlores e o tradicional Arraial Cultural, no Calçadão da Gameleira, no Segundo Distrito da capital.

A diretora de Empreendedorismo da Sete, Bianca Marques, avaliou a contribuição das feiras da Economia Solidária para o fomento da economia local. Para a diretora, estas feiras “são oportunidades de geração de renda para nossos empreendedores que se preparam para ofertar as melhores opções aos consumidores”, ressaltou.

Também neste ano, entre representantes do poder público, de empreendimentos locais e da sociedade civil, foram eleitos 24 delegados para representarem o Acre na 4ª Conferência Nacional de Economia Popular e Solidária em 2025. A eleição foi realizada durante a Conferência Estadual de Economia Popular e Solidária, promovida pelo governo do Estado, por meio da Secretaria de Turismo e Empreendedorismo (Sete) e parceiros.
Participação em eventos
O artesanato acreano foi um dos atrativos de grande potencial econômico no 27º Fórum de Governadores da Amazônia Legal, realizado em abril, em Rio Branco. Com o apoio da Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete), artesãos locais expuseram peças de marchetaria, joias de sementes, folhas de látex, entre outros produtos do artesanato local.

Em 2024, o Acre esteve presente no retorno de um dos eventos mais importantes do setor, o Salão do Turismo, promovido pelo governo federal, no Rio de Janeiro (RJ), a 51ª Expo Abav, em Brasília (DF), 6ª Feira Internacional de Turismo de Gramado (Festuris), Expo Turismo de Rondônia, em Porto Velho (RO), e a Feira Internacional de Turismo da Amazônia (Fita), em Santarém (PA), Seminário dos Interlocutores Estaduais do PRT, em Fortaleza (CE), a Expo Amazônica Madre de Dios 2024, no Peru.

O Acre também esteve presente no World Travel Market – WTM Latin America 2024, 17º Salão do Artesanato em Brasília (DF), além de representar o Estado no Fórum Internacional IMBRICS+ Brasil, em Maceió (AL), e o Congresso Brasileiro de Trilhas, entre outros.
Parcerias essenciais
Alinhar estratégias de fomento e desenvolvimento do turismo e empreendedorismo no Acre também foi o tema de encontro promovido pela Sete com instituições representativas do trade turístico do estado, em Rio Branco.
Com chapéu na cabeça, óculos de sol e tênis esportivo, e estava completo o look do 1º City Tour do Servidor, composto por um público de diversas secretarias de Estado. O evento, realizado em novembro, aconteceu em alusão ao Dia do Servidor, em parceria com as secretarias de Administração (Sead), de Planejamento (Seplan), de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e a Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), além do Sindicato de Guias de Turismo do Acre (Singtur).

Durante todo o ano, as parcerias foram fundamentais para a realização das ações da Sete, entre elas as secretarias de Estado de Comunicação (Secom), dos Povos Indígenas (Sepi), de Obras Públicas (Seop), de Educação e Cultura (SEE) e Representação do Acre em Brasília (Repac), além da Casa Civil, Instituto Estadual de Educação Profissional e Tecnológica (Ieptec), Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre) e o Programa REM (REDD+ Early Movers).

A lista de parceiros só aumenta com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-AC); Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-AC); Federação da Indústria do Acre (Fieac), Sindicato de Produtos Alimentares do Acre (Sinpal); Conselho Estadual de Turismo (CET), Fórum Empresarial de Desenvolvimento do Acre, por meio da Câmara Técnica de Turismo; Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-AC); Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih-AC); Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), e demais instituições representativas do trade turístico e dos municípios acreanos que estão no Mapa do Turismo Brasileiro.

A Universidade Federal do Acre (Ufac) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) também foram grandes parceiras na realização de evento que destacou a importância histórica, cultural e turística de sítios arqueológicos no workshop “Conexão Geoglifos na Amazônia: explore o mistério, conheça a história”.
Outras ações e participações
Em apoio ao desenvolvimento de empresas do segmento turístico do estado, a Secretaria de Turismo e Empreendedorismo prestigiou a apresentação do Paradiso G8 1800 DD da Marcopolo, o ônibus de turismo mais moderno do Brasil, em Rio Branco.

“Esse é o nosso maior investimento e apostamos nele num momento de reestruturação no pós-pandemia, buscando sempre expandir o nosso potencial, sem esquecer das nossas raízes acreanas”, disse Saionara Damasceno, diretora da Yes Turismo.

Também em 2024, a empresa Trans Acreana entrou para a história ao promover a viagem de ônibus mais longa do mundo, partindo do Rio de Janeiro (RJ), atravessando seis estados brasileiros e seis departamentos peruanos, até chegar a Lima (PE), conectando o oceano Atlântico ao Pacífico.

“A presença de uma empresa acreana na operação da maior linha terrestre do mundo é de grande relevância para o nosso estado. Esta rota coloca o Acre em posição estratégica, nessa ligação do Brasil com o Peru, traz benefícios para a nossa região, como a oferta de transporte para a população, e contribui com a geração de emprego e renda”, destaca Marcelo Messias.
Visualizações: 3
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR

Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
ACRE
Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
3 dias atrásem
22 de maio de 2026Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.
A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.
O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.
Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.
A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.
A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.
Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.
Relacionado
ACRE
Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
4 dias atrásem
21 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.
A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.
O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.
Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.
A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.
A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.
O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.
Relacionado
ACRE
Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
6 dias atrásem
19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
Relacionado
PESQUISE AQUI
MAIS LIDAS
ACRE6 dias agoUfac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
ACRE4 dias agoUfac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre
ACRE3 dias agoUfac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login