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Turismo é pressionado na Argentina com o fortalecimento do peso – 24/12/2024 – Mercado

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Ciara Nugent

A crise econômica da Argentina impulsionou um boom no turismo no ano passado, com carne barata, vinho e compras atraindo estrangeiros, mas a rápida valorização do peso sob o presidente libertário Javier Milei agora está afastando alguns visitantes e levando até mesmo os locais a buscar pechinchas no exterior.

O número de turistas que passaram pelo menos uma noite na Argentina caiu 20,2% nos seis meses até novembro em comparação com o mesmo período de 2023, enquanto o número de residentes argentinos saindo do país disparou 37,7%, de acordo com dados da agência nacional de estatísticas publicados na segunda-feira.

O turismo, uma das indústrias de crescimento mais rápido da Argentina, representou 8,8% do PIB em 2023.

O peso argentino se valorizou mais de 40% em relação às moedas de seus parceiros comerciais este ano em termos reais, à medida que a inflação de três dígitos do país elevou os preços em pesos e Milei manteve a taxa de câmbio oficial majoritariamente estável.

O peso também se fortaleceu acentuadamente no mercado negro, com o programa de estabilização macroeconômica de Milei aumentando a demanda por moeda local e reduzindo a procura por dólares.

Como resultado, a Argentina se tornou cada vez mais cara para os visitantes, revertendo a situação do ano passado, quando as políticas do governo anterior, de inclinação à esquerda, resultaram em uma rápida desvalorização do peso no mercado negro, dizimando o poder de compra dos argentinos, mas criando ofertas baratas para detentores de moeda estrangeira.

“Um ano somos caros, um ano somos baratos”, disse Amilcar Collante, professor de economia da Universidade Nacional de La Plata. “É a marca de uma economia que ainda não alcançou a estabilidade que nossos vizinhos têm, e o turismo é um dos setores mais reativos a essa volatilidade.”

Os latino-americanos foram muito mais afetados pelos aumentos de preços na Argentina do que pessoas de outras regiões, com visitas de residentes do Uruguai, Bolívia e Chile caindo 50,9%, 33,4% e 28,3%, respectivamente, em novembro de 2024 em comparação com novembro de 2023.

Em contraste, o número de residentes dos EUA e Canadá que chegaram caiu apenas 11,5% em novembro ano a ano, enquanto o número de residentes europeus visitando na verdade cresceu 3,5%.

Grande parte da queda nos visitantes latino-americanos veio de uma queda acentuada de 40% nos excursionistas entrando na Argentina ano a ano em novembro, à medida que bolivianos, chilenos, uruguaios e paraguaios pararam de vir para comprar combustível e mantimentos baratos. A tendência se inverteu este ano, com o número de argentinos fazendo excursões de um dia para países vizinhos mais que dobrando em novembro ano a ano.

Dados oficiais sobre ocupação hoteleira mostram uma queda de 16,2% nos seis meses até outubro em comparação com o mesmo período de 2023. Na região vinícola de Cuyo, popular entre argentinos e estrangeiros, a ocupação caiu 22,6% em outubro em comparação com o mesmo mês do ano passado.

Enquanto isso, o número de residentes argentinos visitando o vizinho Brasil aumentou 19,4% em novembro ano a ano, com os visitantes se beneficiando da desvalorização do real brasileiro, que perdeu mais de um quinto de seu valor em relação ao dólar este ano.

“Este é apenas o ciclo do turismo na Argentina”, disse Andrés Deyá, presidente da Federação de Associações de Agências de Viagens do país.

A queda na demanda já havia começado a moderar nos últimos meses, acrescentou, à medida que os argentinos sentiram o impacto da desaceleração da inflação mensal e as empresas ofereceram planos de parcelamento para impulsionar as vendas.

Mas economistas alertaram que a queda nas chegadas de estrangeiros e o aumento de argentinos indo para o exterior podem pressionar as escassas reservas de moeda forte do banco central nos próximos meses.

O think-tank Fundación Mediterránea estima que o déficit de turismo —a diferença entre a moeda forte gasta na Argentina por visitantes e o que os residentes argentinos gastam no exterior— foi de mais de US$ 3 bilhões (R$ 19 bilhões) em 2024, em comparação com US$ 1,8 bilhão (R$ 11 bilhões) em 2023, e que crescerá ainda mais em 2025.

Brenda Buchanan, gerente geral da Villa Vicuña, uma rede de hotéis boutique, disse que as reservas de janeiro em sua filial na região vinícola do norte de Cafayate sugeriam uma taxa de ocupação bem abaixo dos 85% do ano passado, mas ela esperava que atingisse 65% ou 70% com reservas de última hora.

“Nosso objetivo a longo prazo é encontrar turistas que estejam dispostos a pagar o que a Argentina vale, e não apenas uma Argentina tão desvalorizada que é praticamente dada, como no ano passado”, acrescentou.



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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre

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O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.

Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.

A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.

As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

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Organização

A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (4).png



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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre

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Ufac no 76º Congresso Nacional de Botânica-2026 (2)x.png

A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.

Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.

Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.

Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.

Herbário

O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.

Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.

A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.



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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.

A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.

Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.

Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”

A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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