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U20, sherpas; entenda termos do G20, que começa no Rio – 11/11/2024 – Mundo

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Gabriel Barnabé

Os líderes das 19 maiores economias do mundo, bem como da União Europeia e da União Africana, vão se reunir no Rio de Janeiro na próxima semana. Os negociadores e dirigentes do G20 devem debater temáticas relacionadas ao combate à fome, pobreza, desigualdade, desenvolvimento sustentável e governança global.

Sob presidência brasileira desde o final de 2023, o grupo reúne os oito países mais ricos do mundo, além de 11 países em desenvolvimento (sem contar os dois blocos econômicos regionais). São eles: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia.

Confira abaixo os termos mais comuns da reunião.

G20 Social

O G20 Social é uma iniciativa criada durante a presidência do governo brasileiro no G20, que iniciou em novembro de 2023. O projeto visa promover a participação da sociedade civil em políticas públicas e nas decisões do grupo. O G20 Social abrange 13 grupos de engajamento, como o C20 (sociedade civil), T20 (think tanks) e Y20 (juventude), que trabalham em conjunto para promover pesquisas, produzir relatórios e, consequentemente, influenciar políticas internacionais.

Às vésperas da Cúpula de Líderes, o G20 Social terá seu ponto alto na Cúpula Social —de quinta (14) a sábado (16)—, que tem organizações não governamentais em seu comitê organizador. Entre elas estão a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), a Marcha Mundial das Mulheres (MMM), a Central Única das Favelas (Cufa) e o Movimento de Trabalhadores Rurais sem Terra (MST).

U20

O U20 é um dos grupos de engajamento do G20 Social e consiste em uma iniciativa que agrupa cidades dos países membros do G20. O objetivo é promover uma diplomacia entre os territórios, com debates e articulações nas pautas de economia, clima e desenvolvimento.

T20

Assim como o U20, o T20 também compõe um dos grupos de engajamento do G20 Social. Nesse caso, o objetivo é promover encontros, debates entre think tanks —centros de pesquisa, pensamento e reflexão— e institutos de pesquisa dos países membros e convidados. Estes são encorajados a discutir e pensar formatos sobre políticas públicas e orientações a serem tomadas pelo G20.

Sherpas

No G20, os sherpas são líderes diplomáticos responsáveis por encaminhar as discussões e negociações de seus países até a cúpula final, com a presença dos chefes de Estado e de governo. Pelo Brasil, o sherpa indicado neste ciclo é o embaixador Mauricio Lyrio, secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty.

Em linguagem tibetana, sherpa significa “povo do leste”. Eles são uma etnia da região montanhosa do Nepal e são responsáveis por guiar os alpinistas que escalam o Monte Everest. Os escaladores chegam ao cume da montanha com a ajuda das habilidades desse povo.

MAM

O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro será a sede para a cúpula do G20 deste ano. Criada em 1948, fica no Aterro do Flamengo, próximo ao Aeroporto Santos Dumont — que fechará nos dias 18 e 19— e ao centro histórico da cidade. O museu é conhecido por sua arquitetura modernista, assinada por Affonso Eduardo Reidy, e seus jardins, idealizados por Roberto Burle Marx. O edifício foi recentemente reformado e abrigará as reuniões dos líderes.



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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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Seminário enfermagem obstétrica (2).jpg

A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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