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Ucrânia diz-se pronta para substituir a Hungria na UE e na NATO | Notícias da OTAN

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No meio do apoio contínuo da Hungria às narrativas de Moscovo, Kiev diz que irá substituir caso Budapeste opte por aderir aos blocos liderados pela Rússia em vez dos organismos ocidentais.

A Ucrânia declarou que está pronta para substituir a Hungria na União Europeia (UE) e na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), caso Budapeste prefira aderir aos blocos liderados pela Rússia.

A declaração foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia na quarta-feira. Embora claramente irónico, também reflecte a grave tensão que se acumulou entre a Ucrânia e a Hungria, com Budapeste a oferecer apoio às narrativas de Moscovo sobre a guerra na Ucrânia e a obstruir os esforços dos organismos ocidentais para apoiar Kiev.

A declaração de Kiev, que também foi publicada no X, foi feita em resposta às “últimas declarações manipuladoras da liderança da Hungria sobre a decisão da Ucrânia de não prorrogar o acordo de trânsito com o estado agressor, a Rússia, a partir de 2025”. disse.

Kiev disse que “estaria pronto para preencher qualquer espaço vago na UE e na OTAN se a Hungria decidir desocupa-lo” em favor da sua adesão à Comunidade de Estados Independentes (CEI) ou à Organização do Tratado de Segurança Coletiva (CSTO).

Tanto a CEI como a OTSC são alianças e blocos políticos estreitamente identificados com a Rússia.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro, Peter Szijjarto, já tinha acusado a Ucrânia de exacerbar os desafios económicos da Europa com a sua recusa em renovar um acordo de trânsito de gás de cinco anos com a Rússia. Budapeste afirma que a medida levou a um aumento de 20% nos preços do gás natural no mercado europeu.

Em contraste com outros países da UE, a Hungria expandiu as suas importações de gás russo desde a invasão da Ucrânia por Moscovo em Fevereiro de 2022.

No entanto, Budapeste recebe gás russo através de gasodutos que passam sob o Mar Negro e através de Turkiye e, portanto, o seu abastecimento não é afectado pela interrupção da rota ucraniana.

A declaração classifica a afirmação da Hungria relativamente aos preços como “parte de uma campanha de informação com motivação política destinada ao consumo interno”.

Desde que a guerra em grande escala entre a Rússia e a Ucrânia eclodiu há quase três anos, a UE tem tentado reduzir a sua dependência dos combustíveis fósseis russos. Contudo, a Hungria, a Eslováquia e a Áustria continuam altamente dependentes.

A Hungria é vista como o membro da UE mais amigo de Moscovoe opôs-se repetidamente à ajuda militar e financeira da Europa à Ucrânia. Também obstruiu ou atrasou algumas sanções da UE contra a Rússia.

Entretanto, a Ucrânia continua a pressionar pela adesão à UE e à NATO e conta com um apoio significativo em ambos os blocos.

“Se a Hungria deseja genuinamente contribuir para o fim da guerra, deveria começar por não minar a unidade dentro da UE e, em vez disso, trabalhar para reforçar a segurança energética e a independência do seu próprio país e dos seus cidadãos, juntamente com o resto da Europa e os Estados Unidos”, disse a Ucrânia. declaração disse.

Em meio à guerra, os militares ucranianos anunciaram na quarta-feira que lançaram um ataque noturno nas profundezas da Rússia, que incendiou um depósito de petróleo na cidade de Engels, onde estão baseados os bombardeiros nucleares russos.

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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