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UE insta a investigação das “irregularidades” eleitorais na Geórgia; PM rejeita acusações | Notícias Eleitorais

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A União Europeia apelou a uma investigação sobre as “irregularidades” eleitorais na Geórgia eleições parlamentares disputadase a presidente pró-Ocidente, Salome Zourabichvili, recusou-se a reconhecer o resultado que levou o governante Georgian Dream a vencer a votação.

Os grupos de oposição pró-Ocidente, que afirmam que as eleições foram roubadas, temem que o partido no poder mova o país para a órbita da Rússia, criando um obstáculo no seu processo de adesão à UE.

Depois de se reunir com líderes da oposição em Tbilisi, Zurabishvili disse que houve uma “falsificação total das eleições”.

“Foi uma falsificação total das eleições… Não reconheço estas eleições. Apelo às pessoas para que se unam e digam que não reconhecemos estas eleições”, disse Zourabichvili num discurso televisionado no domingo.

O ex-presidente preso Mikheil Saakashvili também convocou protestos em massa.

“Certamente, ninguém deveria entrar no parlamento! Agora é a hora de protestos em massa. Devemos mostrar ao mundo que lutamos pela liberdade e que somos um povo que não tolerará a injustiça”, disse ele no Facebook.

O chefe do Conselho da UE, Charles Michel, escreveu no X que as autoridades deveriam “investigar e julgar de forma rápida, transparente e independente as irregularidades eleitorais e as respectivas alegações.

“Essas supostas irregularidades devem ser seriamente esclarecidas e abordadas”, disse ele no domingo.

Observadores internacionais disseram que as eleições de sábado foram “marcadas por condições desiguais, pressão e tensão”.

Uma missão do Parlamento Europeu também expressou preocupação com o “retrocesso democrático”, dizendo ter visto casos de “enchimento de urnas” e “agressão física” de observadores.

Mas o actual primeiro-ministro, Irakli Kobakhidze, rejeitou as acusações de fraude eleitoral numa entrevista à BBC, depois do seu partido Georgian Dream ter vencido as eleições com mais de 54 por cento dos votos. Kobakhidze foi acusado de mover o país em direção à Rússia.

‘Hora de protestos em massa’

O resultado de sábado preparou o terreno para um confronto político.

Zourabichvili, o atual presidente, também acusou a Rússia de estar por trás da alegada fraude eleitoral.

“Somos testemunhas e vítimas de uma operação especial russa, uma forma moderna de guerra híbrida contra o povo georgiano”, disse ela.

Mas o primeiro-ministro Kobakhidze insiste que a vitória do seu partido “é impressionante”.

Num comunicado, acusou também a oposição de “minar a ordem constitucional do país” ao questionar a vitória do seu partido.

No poder desde 2012, o Georgian Dream perseguiu inicialmente uma agenda política liberal pró-Ocidente.

Mas inverteu o curso nos últimos dois anos.

A sua campanha centrou-se numa teoria da conspiração sobre um “partido de guerra global” que controla as instituições ocidentais e que tem tentado arrastar a Geórgia para a guerra Rússia-Ucrânia.

Num país marcado pela invasão russa em 2008, o partido também ofereceu aos eleitores histórias de bicho-papão sobre uma ameaça iminente de guerra, que só o Georgian Dream poderia evitar.

Além disso, a controversa lei de “influência estrangeira” do Georgian Dream, que visava a sociedade civil, desencadeou semanas de protestos de rua e foi criticada como uma medida ao estilo do Kremlin para silenciar a dissidência. A medida levou Bruxelas a congelar o processo de adesão da Geórgia à UE, enquanto Washington impôs sanções a dezenas de autoridades georgianas.

O partido no poder também montou uma campanha contra as minorias sexuais. Adotou medidas que proíbem a “propaganda LGBTQ”, anulam os casamentos entre pessoas do mesmo sexo realizados no estrangeiro e proíbem a mudança de género.

Os sonhos da UE estão a desaparecer?

A UE alertou que a votação de sábado determinará as chances de Tbilisi aderir ao bloco de 27 membros.

Tina Bokuchava, líder do Movimento Nacional Unido (UNM) de Saakashvili, que fez campanha numa plataforma pró-europeia, disse que os resultados foram “falsificados” e as eleições “roubadas”.

“Esta é uma tentativa de roubar o futuro da Geórgia”, disse ela, declarando que a UNM não aceitou os resultados.

Em meio a temores de que o sonho de adesão da Geórgia à UE se esvaísse, o governo georgiano anunciou no domingo que o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, um forte aliado do partido no poder e atual titular da presidência rotativa da UE, visitaria o país na segunda-feira.

Orbán apressou-se em felicitar o Georgian Dream pela “vitória esmagadora” no sábado, depois de uma sondagem à boca-de-urna ter mostrado o governo na liderança.



Leia Mais: Aljazeera

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose-interna.jpg

A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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