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Um adoçante natural que reduz os níveis de glicose? – DW – 23/12/2024
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A alulose é uma forma mais rara de açúcar identificada pela primeira vez nas folhas de trigo na década de 1940. Desde então, permaneceu raramente usado e pouco pesquisado.
Isso foi até a década de 1990, quando Ken Izumori, professor da Faculdade de Agricultura da Universidade de Kagawa, no Japão, apareceu. Izumori descobriu um microrganismo no solo próximo à universidade que convertia frutose em alulose, com a ajuda de uma enzima.
Foram necessários mais 20-30 anos de pesquisa, mas a alulose está agora lentamente ganhando popularidade como adoçante, ou alternativa ao açúcar, nos EUA e na Coreia do Sul, onde foi aprovada para uso comercial.
A alulose (também conhecida como D-alulose e D-psicose) ainda é descrita como rara porque é encontrada apenas em pequenas quantidades em figos, passas, kiwis, trigo, xarope de bordo e melaço.
Diz-se que é cerca de 70% tão doce quanto açúcar convencional (sacarose) mas tem apenas 10% das calorias. Na verdade, você pode vê-lo anunciado como sem calorias, bom para controle de pesoou benéfico para pessoas com diabetes tipo 2.
As alegações são apoiadas por evidências científicas? Nós damos uma olhada.
A alulose é um adoçante sem calorias?
O órgão regulador dos EUA, Food and Drug Administration (FDA), aprovou o uso de alulose em alimentos como “geralmente reconhecido como seguro”.
Mas a União Europeia, o Canadá e outros países consideram a alulose um novo alimento que ainda não foi suficientemente avaliado quanto à sua segurança.
É por isso que os cientistas ainda estão avaliando os efeitos da alulose em nossos corpos.
Estudos recentes mostram que o corpo absorve alulose, mas não a metaboliza, o que significa que pode muito bem ser isenta de glicose e calorias.
Em outras palavras, o corpo não reconhece que a alulose contém energia na forma de calorias e é, portanto, “enganado” para excretar a maioria das calorias.
Isso pode tornar a alulose útil para pessoas que desejam perder peso, mas que ainda desejam desfrutar de um doce ocasional. É a mesma razão pela qual a alulose também pode ser útil para quem segue uma dieta cetogênica – uma dieta com o mínimo de carboidratos possível (o açúcar é um carboidrato).
Também há evidências de que a alulose não causa cáries dentárias, como o açúcar.
Adoçantes em vez de açúcar?
Índice glicêmico: como a alulose se compara ao açúcar?
Também há alegações de que a alulose não aumenta os níveis de açúcar no sangue.
O índice glicêmico (IG) classifica os alimentos com base na rapidez com que são digeridos e aumentam os níveis de glicose no sangue.
O açúcar puro aumenta os níveis de glicose no sangue em 65, numa escala de 0 a 100.
O pão branco tem um IG de 100 – leva muito tempo para digerir o pão branco e aumenta muito os níveis de glicose no sangue.
No entanto, as evidências mostram que a alulose não aumenta em nada os níveis de glicose no sangue.
A alulose é boa para pessoas com risco de diabetes tipo 2?
Como a alulose parece ter pouco ou nenhum impacto na glicemia, pode ser uma alternativa ideal de açúcar para pessoas com, ou em risco de, diabetes tipo 2.
Estudos descobriram que mesmo altas doses de alulose não causaram flutuações nos níveis de glicose em pessoas com diabetes ou saudáveis.
Alguns estudos descobriram que comer alulose reduz os níveis de glicose e insulina nas pessoas após as refeições, além de diminuir a quantidade de glicose e flutuação de insulina no sangue.
Isto pode ser uma boa notícia para pessoas com diabetes, que têm sistemas de insulina menos eficazes e não conseguem regular eficazmente os níveis de açúcar no sangue.
No entanto, são necessárias mais evidências de estudos clínicos maiores, do tipo ensaio clínico, que apoiem a afirmação de que a alulose é benéfica para pessoas com diabetes.
Os perigos ocultos do açúcar
Natural sempre significa saudável?
A alulose não tem sabor forte, o que significa que é um adoçante útil para alimentos comerciais como o chocolate.
“Reduzimos as calorias (do nosso chocolate) em até 40%, substituindo o açúcar por algo quase isento de calorias”, disse Michelle Oten, fundadora da GOALZ, uma empresa que só utiliza alulose para adoçar os seus produtos.
Oten disse que eles queriam “algo que fosse encontrado na natureza, e não criado em laboratório brincando com moléculas”. Mas o rótulo da alulose de que é natural e saudável pode ser enganoso.
Por exemplo, há indicações de que o consumo de grandes quantidades de alulose pode causar dor de estômago, diarreia, distensão abdominal ou gases.
O açúcar de mesa é natural, assim como a alulose. Vem de plantas de beterraba sacarina ou cana-de-açúcar. Na verdade, é possível produzir alulose a partir da frutose (açúcar da fruta), alterando sua forma química com enzimas.
A lista de preocupações com a saúde decorrentes da ingestão de açúcar são longas. Para citar apenas alguns: diabetes, doenças cardíacas, depressão, cáries, problemas de pele, câncer. Natural nem sempre é saudável, então.
E a alulose como alternativa ao açúcar? Muitos reguladores dizem que comer não é prejudicial, especialmente se comparado ao açúcar. Mas são necessários mais estudos para saber se a alulose tem um impacto benéfico na saúde.
Este artigo foi escrito por Lilia Breytenbach durante um estágio no departamento de ciências da DW, com apoio de Zulfikar Abbany e Fred Schwaller.
Fontes:
Efeitos da D-alulose na tolerância à glicose e na resposta à insulina a uma carga oral padrão de sacarose: Resultados de um estudo prospectivo, randomizado e cruzado, publicado por Franchi, F., et al. na revista BMJ Open Diabetes Research & Care (2021) https://doi.org/10.1136/bmjdrc-2020-001939
Alulose na dieta humana: o conhecido e o desconhecido, publicado por Daniel H., Hauner H., Hornef M., Clavel T. no British Journal of Nutrition (2022). doi: 10.1017/S0007114521003172.
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22 de maio de 2026Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.
A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.
O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.
Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.
A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.
A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.
Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.
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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre
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21 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.
A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.
O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.
Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.
A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.
A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.
O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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