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um autorretrato sério e sutilmente poético
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ARTE.TV – SOB DEMANDA – DOCUMENTÁRIO
“Durante muito tempo fui assediado por uma pequena voz interior. Você é feio com sua boca torta, seus ombros deformados, vai piorar, você não vai conseguir ser feliz com isso, não vai conseguir fazer o que quer, não vai ter emprego você quiser… Um dia você não poderá mais desenhar, não poderá mais dançar… Você vai acabar em uma cadeira de rodas…”
É assim que Marion Sellenet, artista visual, apresenta em voz off este belíssimo filme sobre sua doença degenerativa, co-escrito e dirigido por Laëtitia Moreau.
Marion tinha 15 anos quando soube que tinha FSH (distrofia fácio-escápulo-umeral), que afeta principalmente os músculos da face, ombros e braços. Vinte anos depois, ela se propõe a voltar no tempo para compreender o processo daquilo que a está destruindo lentamente, para dissecar o mecanismo na tentativa de sublimá-lo através da palavra e da arte.
Séria e sutilmente poética, esta história pessoal conduzida como uma investigação excêntrica sobre FSH, nomeadamente com a especialista belga Alexandra Belayew, é pontuada por uma série de verbos, “anunciar, transmitir, degenerar, ocultar”. Eles são os motores das diferentes sequências durante as quais Marion Sellenet recorda e confidencia. Mergulhamos na sua infância com os seus pais, a sua irmã, as suas sobrinhas, que encontramos nas margens de um rio na sua região natal de Cévennes ou na cozinha da família.
Silhueta de papel
Aquela que às vezes interpreta “Mulher Maravilha” diz tudo. Nós o ouvimos falar sobre seu relacionamento com um homem que o lembra “que ele se apaixonou por Marion, não por uma garota doente”nós a seguimos até o café ou até um curandeiro que arrota (cujos arrotos supostamente curam). Participamos de suas sessões de fortalecimento muscular na fisioterapeuta. “Devemos ser sempre criativos e encontrar novos exercícios, porque o que posso fazer hoje, não necessariamente poderei fazer amanhã”ela especifica.
O tom intimista do documentário nunca transborda para a imodéstia. Quer Marion Sellenet fale sobre o facto de, desde os 3 anos, não conseguir apagar as velas, quer descubra que os seus membros inferiores podem ser afetados mesmo sem saber, ela mantém uma delicada distância. Esta contenção alimenta o encanto profundo deste autorretrato singular que se baseia no seu talento plástico. No seu atelier em Bruxelas, a jovem fotografa e recorta as futuras colagens que ilustram e pontuam o filme.
Esse viés estético revela-se tão criterioso quanto mágico. Incessantemente, ela compõe e recompõe com humor sua silhueta de papel, trabalhando seu medo com uma tesoura. ” de (com) degradar »perder o uso dos braços, das pernas… Como ela bem resume: “A arte da colagem é unir as peças em coerência, e a FSH faz justamente o contrário, me fragmenta…” E é entre os dois que se revela um magnífico caminho de reparação.
Embora por muito tempo tenha se recusado a ver pessoas da FSH, Marion Sellenet conheceu Vincent, que está em uma cadeira de rodas: “Meu remédio para o drama, para a autopiedade. » Juntos, eles visitam uma exposição de Giacometti e comparam seus corpos FSH com as estátuas do artista suíço. “Eles representam exatamente o que permanece ancorado profundamente dentro de mimdeclara Vicente. O desejo de se levantar e caminhar. Mas, na minha cabeça, ainda sou um homem que caminha. »
Marion ou a metamorfosede Laëtitia Moreau e Marion Sellenet (Fr., 2023, 52 min).
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.
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