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‘Um Completo Desconhecido’: Experts em Bob Dylan opinam – 04/01/2025 – Cinema e Séries

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Marc Tracy


The New York Times

O filme “Um Completo Desconhecido“, de James Mangold, chega aos cinemas brasileiros em fevereiro como o primeiro (ou pelo menos o mais direto) filme biográfico já feito sobre uma das figuras mais duradouras e enigmáticas da cultura pop americana: Bob Dylan, interpretado por Timothée Chalamet.

O filme traça os dramáticos primeiros anos da carreira de Dylan, quando ele surgiu nos anos 1960 como uma estrela da cena de revival folk centrada em Nova York e depois (citando o próprio) jogou tudo fora ao fazer rock ‘n’ roll elétrico —mais ostensivamente no palco do Newport Folk Festival de 1965, uma performance que fornece o clímax do filme.

Os pontos dessa história são bem conhecidos por alguns —e extremamente bem conhecidos por aqueles tão versados nas complexidades da vida e carreira do vencedor do Prêmio Nobel que são conhecidos como “Dylanólogos”.

Dois desses fãs apaixonados por Dylan discutiram “Um Completo Desconhecido” por videochamada: Lucy Sante, autora de “Six Sermons for Bob Dylan” e cujo próprio livro de memórias, “I Heard Her Call My Name”, foi publicado em fevereiro passado; e Ian Grant, apresentador de “Jokermen“, um podcast fundado para elevar a produção musical de Dylan após o período celebrado coberto pelo filme, e “Never Ending Stories“, um podcast sobre concertos de Dylan.

“Se eu fosse fazer ou financiar o filme de Bob Dylan, me concentraria em literalmente qualquer outro período da carreira de Bob Dylan”, disse Grant.

“A carreira de Dylan continua e se multiplica exponencialmente. Mas este é um filme”, respondeu Sante. “Acho que qualquer cineasta escolheria este período, porque para fins cinematográficos e também para informar o público sobre esse grande enigma na cultura americana, é preciso estabelecer as premissas primeiro.”

Confira abaixo trechos editados da conversa.

Vocês gostaram do filme?

SANTE: Fiquei agradavelmente surpresa. Sou muito desconfiada de filmes biográficos em geral, mas este funciona brilhantemente. Não é Dylan, mas são realmente boas versões cover. Monica Barbaro, que interpreta Joan Baez, é maravilhosa. Sei que tiveram que fazer isso por razões de enredo, mas fiquei desapontada com a forma como reduziram Suze Rotolo, namorada de Dylan, a essa personagem de capacho [Sylvie Russo, interpretada por Elle Fanning]. Suze Rotolo é a única personagem deste filme que eu realmente conheci. Eu tinha uma queda por ela, francamente. Ela era muito, muito inteligente, muito engraçada. Não acho que seja um filme muito profundo. Ainda enviaria as pessoas para ver “Dont Look Back” e “Eat the Document” em vez deste. Mas para os espectadores mais jovens, em particular, para que eles entendam como eram as coisas no início dos anos 60, é bastante bom para isso.

GRANT: Acho que Elle Fanning faz o melhor que pode com o material que lhe foi dado —ela está lá para atormentar Bob Dylan e repreendê-lo no início e, no final, ela está lá para chorar quando ele parece estar se apaixonando por Joan Baez. Não fiquei particularmente impressionado com a profundidade dessa personagem, especialmente quando Suze Rotolo na vida real foi quem apresentou Dylan a toda a valência política da composição. O que se destaca é a omissão de Sara Lownds —Sara Dylan. Ela acaba se tornando a esposa de Bob, mãe de vários de seus filhos, uma parceira romântica mais significativa do que Baez ou Rotolo. Ela foi uma parte fundamental da vida do homem neste momento e certamente no futuro. O problema que tenho com qualquer peça sobre Dylan que se concentra nesta era é fingir que isso é tudo que há na história. Não há indício ou gesto em direção aos 60 anos da vida deste homem desde então, o que, para mim —por mais que essas coisas sejam ótimas no início e meados dos anos 60— a verdadeira história é tudo o que vem depois. E Sara é a maneira mais clara e forte de reconhecer que há uma vida inteira para este homem além deste momento de flash.

SANTE: Eu continuava esperando que ele a conhecesse, se mudasse para o Chelsea Hotel e começasse a escrever “Sad-Eyed Lady of the Lowlands“. Entendo o que você está dizendo, e é completamente válido. Mas como você faz isso? Exceto ter alguma montagem dos próximos 40 ou 50 ou 60 anos? Eles tiveram que decidir um ponto final. E porque ela é a presença dominante nos 10 anos seguintes da vida dele, isso só complicaria as coisas.

É defensável, se vai haver um filme sobre Dylan, que ele retrate precisamente seu período mais famoso —ele chega a Nova York, é uma estrela em ascensão no Village, ele se conecta em Newport?

SANTE: Acho que sim, em parte porque é o menos documentado. Quero dizer, é muito bem documentado. Mas há quase nenhuma filmagem de qualquer coisa anterior a 1965, exceto pela Marcha sobre Washington.

GRANT: Entendo o que você quer dizer sobre este período de tempo ser literalmente menos documentado —não ter quase tantas fontes primárias para se basear. Mas, ao mesmo tempo, é tão debatido e mitologizado e explorado, geração após geração. E isso faz sentido, porque a razão pela qual este é o momento que continua a fascinar as pessoas é porque o próprio Bob Dylan, a arte que ele está fazendo, as decisões que ele está tomando, estão tão centralmente ligadas a um fio particular da cultura americana neste momento. Dylan se torna um símbolo para uma geração, para dinâmicas políticas. Então você conta uma história maior —a história da América em meados do século 20— contando a história de Dylan dos anos 1961 a 1965. Mas estou mais interessado em Dylan como artista, em vez de Dylan como símbolo. Toda a música que ele fez, todos os filmes estranhos e terríveis que ele fez, todos os milhares de concertos — alguns incríveis, alguns horríveis — que ele deu ao longo dos anos e décadas. Qualquer uma dessas eras é mais interessante para mim porque não foram debatidas, mitologizadas, fundidas em bronze como este momento maior que a vida do Grande Artista Americano.

SANTE: Aceito o que você diz. Mas a maior parte do mundo não é composta por “Dylanólogos”. E, se você vai fazer um filme sobre [o álbum de Dylan de 1989] “Oh Mercy” ou qualquer outra coisa, ainda precisa explicar as origens.

Como você acha que o filme se saiu ao retratar como Dylan se tornou um artista? É possível retratar isso em um filme?

SANTE: Você não pode retratar o ato de criação. Simplesmente não vai funcionar. A coisa que posso dizer sobre este filme é que ele evita o constrangimento. Um dos benefícios da estrutura de montagem rápida do filme é que ele não te dá tempo para pensar: “Espere, ele acabou de escrever x, e agora ele acabou de escrever y”. Simplesmente acontece. A menos que você tenha um filme de arte europeu onde tudo é sobre Dylan escrevendo uma música —isso seria meio interessante, na verdade, ele está fumando e pensando, e várias pessoas entram e saem dessa vida, e ele ainda está tentando escrever “Obviously Five Believers.”

GRANT: Esse é um elemento da história que é simplesmente não cinematográfico. É um processo interno que acontece em sonhos ou quando ele está sentado em uma cafeteria e estudando a forma como a luz está caindo pela janela. É muito difícil colocar isso em qualquer tipo de formato audiovisual que faça sentido para o público, e não seja, como você acabou de dizer, Lucy, embaraçoso, cringe, muito óbvio.

“Um Completo Desconhecido” foi fiel ao lado mais espinhoso da personalidade de Dylan?

GRANT: A grande coisa sobre “Dont Look Back” é que ele é [um palavrão] naquele filme e não há esforço para esconder isso. É infinitamente delicioso para mim, mesmo que eu possa reconhecer que provavelmente teria odiado estar perto desse cara se eu estivesse naquele quarto de hotel quando ele está gritando sobre quem jogou o copo.

SANTE: No novo filme, isso é feito sutilmente. É feito negativamente, você poderia dizer. É tudo sobre ele encolhendo os ombros e ignorando todos à esquerda e à direita. Isso meio que funciona sem martelar o ponto.

GRANT: Concordo que ele é mostrado como um personagem não particularmente simpático, certamente quando você chega à segunda metade deste filme. Você vê Dylan e seu amigo Bobby Neuwirth andando por aí com seus óculos escuros, agindo como se fossem legais demais para a escola. Isso está na medida certa. Mas não é contrabalançado com “Quero olhar além desses defeitos porque ele ainda é Bob Dylan”. Chalamet realmente se esforça, mas às vezes se aproxima do exagero.

SANTE: E você não obtém o humor de Dylan. O tipo de conversa que ele era capaz de ter. Você gostaria que houvesse um pouco mais de coisas não direcionadas para preencher a personalidade, porque a personalidade, você está aceitando muito dela com base na fé ou no conhecimento prévio. Não há nada onde você pense: “Lá está”. Chalamet é um ator interessante e ele transmite algo negativamente. Você obtém uma visão de um performer obstinado, compositor, amante de muitas mulheres; arrogante, mesmo que venha do nada. Mas você não obtém muito do senso daquela mente.

GRANT: Se você ouvir algumas dessas fitas piratas de Bob, há uma onde ele está contando uma piada sobre estar em East Orange, New Jersey, e é a mais brega —um tipo de comédia de borscht belt. Mas é realmente engraçado. E é o Bob Dylan de 21 anos entregando isso. Esse elemento de sua personalidade não está presente aqui. E esse é o homem que eu amo.

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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac — Universidade Federal do Acre

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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac-reitor-e-vice.jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com os novos pró-reitores da administração superior para marcar o início da gestão do quadriênio 2026-2030 e tratar das primeiras ações e prioridades a serem tomadas na universidade. O encontro ocorreu nesta quarta-feira, 12, na Reitoria, campus-sede. A sessão solene pública de transmissão de cargo da Reitoria será realizada na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.

Josimar afirmou que a eficiência na aplicação dos recursos e a austeridade estarão entre os princípios da gestão. Hoje ele também se reúne com as equipes das áreas de planejamento e administração para avaliar o orçamento disponível para execução das atividades até o fim do ano. “Esse é um princípio que adotamos desde o primeiro dia”, afirmou.

Entre as primeiras medidas anunciadas está a retomada das reuniões presenciais dos conselhos universitários. Segundo o reitor, a mudança será implementada já nesta primeira semana de gestão.

Outra ação prevista é a criação de uma nova pró-reitoria, voltada a ações afirmativas, equidade, gênero e inclusão. De acordo com Josimar, a proposta é colocar essas políticas no centro da estrutura administrativa da universidade e ampliar sua atuação nas políticas acadêmicas.

A nova gestão também dará continuidade ao processo de realização do vestibular do curso de Medicina. O reitor informou que a Ufac já garantiu recursos e iniciará a fase de contratação da empresa responsável pelo certame. A previsão é que as provas sejam aplicadas nas cinco regionais do Acre, com manutenção do bônus regional.

A interiorização também está entre as prioridades apresentadas. A gestão pretende iniciar discussões sobre a ampliação da presença permanente da universidade no interior, incluindo a regional do Purus, em Sena Madureira, e a região de Tarauacá e Envira.

Josimar destacou ainda a intenção de ampliar a aproximação da Ufac com diferentes setores da sociedade. “Queremos aproximar a relação com a sociedade, com o serviço, com o comércio, com a indústria, e com isso fortalecer o nosso tripé, o ensino, a pesquisa e a extensão.”

Integram a nova administração superior a vice-reitora Almecina Balbino; a pró-reitora de Graduação, Danila Torres; o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro; a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Aline Nicolli; o pró-reitor de Planejamento, Edcarlos Souza; o pró-reitor de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Thiago Lima; e o pró-reitor de Administração, Tone Roca.

 



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Proaes lança plataforma para cadastro da assistência estudantil — Universidade Federal do Acre

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A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes), da Ufac, oficializou o lançamento do Cadastro da Assistência Estudantil (Caes) nessa terça-feira, 11. A nova plataforma digital foi desenvolvida para reformular o processo de seleção de bolsas e auxílios financeiros da instituição, com o objetivo de reduzir a burocracia, otimizar o fluxo socioeconômico e ampliar o acesso dos acadêmicos aos programas de permanência universitária.

A plataforma já está disponível para acesso e o preenchimento do cadastro poderá ser realizado ao longo do ano de 2026. A transição completa do fluxo de seleção para o novo ambiente digital será concluída para ter validade nos editais previstos para o ano letivo de 2027.

O sistema apresenta interface que se adapta, permitindo o preenchimento e acompanhamento das etapas diretamente por dispositivos móveis, como celulares e tablets. Outra mudança estrutural do Caes é a otimização do formulário socioeconômico, que teve sua extensão reduzida de 14 para 9 páginas. O documento passa a ser pré-preenchido de forma automática com dados cadastrais já existentes nas bases de dados integradas da Ufac, evitando a inserção repetitiva de informações pessoais pelos discentes.

O modelo operacional introduz a aprovação prévia do cadastro socioeconômico, que terá validade mínima de dois anos. Com a homologação efetuada pela equipe de assistentes sociais da Proaes, o estudante integrará um banco de dados unificado, ficando apto a diferentes modalidades de auxílios e bolsas por meio de uma manifestação de interesse digital, sem a necessidade de reapresentar a documentação completa a cada novo edital lançado. Apenas modalidades específicas que demandem comprovações complementares, como o auxílio-creche, exigirão anexos pontuais.

O desenvolvimento da ferramenta durou aproximadamente dez meses e foi viabilizado por uma cooperação técnica entre a Proaes, o projeto WebAcademy, sob coordenação do professor Daricélio Moreira, o Núcleo de Tecnologia da Informação e o corpo de assistentes sociais da universidade, que atuaram na especificação das regras de negócio do software. Três acadêmicos selecionados via edital atuaram diretamente na programação e construção do sistema.

“O Cadastro da Assistência Estudantil vai trazer uma redução na burocracia e a possibilidade de melhorar o acesso dos estudantes aos benefícios da Proaes”, disse o pró-reitor de Assuntos Estudantis, Isaac Dayan. “Temos vários aspectos que ajudam o estudante a ter uma melhor experiência na hora de concorrer, como uma interface intuitiva e a redução da quantidade de páginas do formulário. Acreditamos que será um grande avanço na política de assistência estudantil.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Brinquedoteca da Ufac oferece atividades lúdico-pedagógicas — Universidade Federal do Acre

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Brinquedoteca da Ufac oferece atividades lúdico-pedagógicas-c.jpg

A Brinquedoteca da Ufac, inaugurada em 11 de fevereiro de 2016, localizada no Bloco Multidisciplinar, campus-sede, funciona como um Laboratório Pedagógico de Ensino, Pesquisa e Extensão para os cursos de licenciatura da instituição, tendo o jogo e as brincadeiras como elementos centrais do desenvolvimento infantil.

Atendendo crianças de 3 a 10 anos, o espaço contempla as comunidades interna e externa. O horário de funcionamento regular é de segunda a sexta-feira, no turno vespertino, das 13h30 às 17h30. No período matutino, o funcionamento depende da programação, que é divulgada previamente.

Entre as atividades desenvolvidas, estão: desenho e pintura (com tinta, lápis de cor e giz de cera); jogos teatrais e de tabuleiro; dança e confecção de brinquedos; contação de histórias e sessões de cinema com pipoca. Durante os eventos, o uso de smartphones é proibido.

Desde 2025, o espaço conta com o projeto de extensão Brincarte, coordenado pela professora Giane Lucélia Grotti, visando desenvolver, no Laboratório da Brinquedoteca, um ambiente de interação e socialização, estimulando habilidades sociais e culturais por meio de atividades lúdicas, e contribuir para o desenvolvimento integral da criança.

O campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, também conta com uma brinquedoteca, inaugurada em 2025 e coordenada pela professora Adma de Oliveira Martins, com funcionamento de manhã e à tarde, atendendo crianças de 4 a 11 anos.

Confira mais informações sobre a Brinquedoteca da Ufac

 



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