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um ex-primeiro-ministro foi atacado, seu partido acusa o governo

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Guiorgui Gakharia, ex-primeiro-ministro da Geórgia, de 2019 a 2021, nas instalações do seu partido político em Tbilisi, 22 de maio de 2024.

Ex-primeiro-ministro georgiano Giorgi Gakhariaagora líder de um partido da oposição, foi atacado em Batumi, no oeste do país, informou o seu partido, Pela Geórgia, na quarta-feira, 15 de janeiro. Embora o Ministério do Interior da Geórgia tenha anunciado que abriu uma investigação, o partido do Sr. Gakharia acusa o poder em vez de ser responsável por este ataque.

“Um ataque organizado foi lançado contra Guiorgui Gakharia no lobby e fora do Hotel Sheraton”na cidade costeira de Batumi, disse Berdia Sitchinava, membro do partido Pela Geórgia, em conferência de imprensa.

Guiorgui Gakharia, primeiro-ministro de 2019 a 2021, estava sozinho e foi atacado por um grupo de cerca de dez pessoas às 2h, segundo seu partido. Nas imagens do ataque transmitidas pela televisão georgiana, ele aparece no chão, consciente, mas visivelmente desorientado.

Berdia Sitchinava acusada Bidzina Ivanishvili, bilionária que controla de fato o partido Georgian Dream no poder desde 2012, ter “orquestrou um ataque covarde contra Guiorgui Gakharia”. “Nossa luta contra este regime violento continua”ele disse.

Fratura de nariz

Ex-primeiro-ministro Guiorgui Gakharia, após seu ataque em 15 de janeiro de 2025, na Geórgia. Ex-primeiro-ministro Guiorgui Gakharia, após seu ataque em 15 de janeiro de 2025, na Geórgia.

Guiorgui Gakharia escreveu no Facebook na quarta-feira que seu estado de saúde era ” normal “agradecendo aos seus apoiadores. Ele quebrou o nariz e sofreu uma concussão, segundo a mídia georgiana.

Na rede social “firmemente condenado” essa agressão. “Isso não pode e não deve ser tolerado”ela disse. Em conflito com o governo, Mmeu Zourabichvili deixou a presidência em dezembro e deixou o lugar para um defensor do poder.

Na quarta-feira, a embaixada americana na Geórgia denunciou “Violência do Georgian Dream Party contra cidadãos georgianos – incluindo líderes da oposição, jornalistas, membros da sociedade civil e manifestantes”. Esses atos “parece ter como objetivo intimidar os georgianos”disse ela, sem no entanto mencionar diretamente Guiorgui Gakharia.

Leia também | Artigo reservado para nossos assinantes Salomé Zourabichvili, a presidente georgiana que desafia o poder russo

Protestos diários

A Geórgia está passando por turbulência política desde as eleições legislativas de 26 de outubrovencido por Georgian Dream, mas denunciado como fraudado pela oposição pró-Ocidenteque pede uma nova votação.

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As tensões pioraram em 28 de novembro quando o primeiro-ministro Irakli Kobakhidze anunciou o adiamento para 2028 da questão da integração na União Europeia, desencadeando um movimento de protesto pró-europeu que ainda está em curso.

As manifestações diárias continuam no país, embora a sua dimensão seja muito menor do que no início do movimento no final de novembro. Um movimento de greve em grande escala, raro na Geórgia, foi organizado durante três horas na quarta-feira para exigir novas eleições. Os grevistas reuniram-se na capital, Tbilisi, acompanhados por Salomé Zourabichvili.

O mundo com AFP

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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