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um julgamento de recurso está previsto para o final de 2025, 17 réus recorreram da sentença

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Uma manifestação de apoio a Gisèle Pelicot, em frente ao tribunal de Avignon, em dezembro de 2024.

Um novo julgamento será realizado nos últimos meses de 2025 no contexto do caso de estupro de Mazan, anunciou o promotor público do Tribunal de Apelação de Nîmes na segunda-feira, 30 de dezembro. Dezessete dos cinquenta e um homens decidiram apelar da condenação.

Condenado em 19 de dezembro a vinte anos de prisão por ter, durante dez anos, drogado a mulher, Gisèle, para a violar e entregar a estranhos em Mazan, Dominique Pelicot não recorreu, informou a Agence France-Presse e Franceinfo sua advogada, Béatrice Zavarro, um pouco mais cedo na segunda-feira. Uma chamada “obrigaria Gisèle a uma nova provação, a novos confrontos, que Dominique Pelicot recusa”acrescentou ela, especificando que era «tempos» para seu cliente, de 72 anos, “ acabar com isso judicialmente”. «Mmeu Pelicot não é e nunca foi seu adversário”ela acrescentou.

Em seu julgamento, os juízes destacaram que Gisèle Pelicot foi “vítima de ter sido drogada, com desrespeito à sua saúde, (…) e vítima de ter sido abusada sexualmente, contaminada e humilhada durante quase dez anos para alimentar uma fantasia, a de Dominique Pelicot, (…) que teve prazer em estuprá-la e vê-la sendo abusada por outros homens, o que ele assume”. Condenado por violação agravada da sua mulher e de um co-arguido, também sob controlo químico, mas também por registar imagens de carácter sexual da sua filha e das suas duas noras, o Sr. pena de prisão – o máximo previsto na lei – acompanhada de medida de segurança de dois terços, que lhe foi imposta.

Seu advogado considerou que, em vez de “correr um risco desnecessário na apelação”os fatos poderiam ser reclassificados e fazer com que ele incorresse em uma sanção mais pesada, era melhor “estar preocupado com Dominique Pelicot e seu estado de saúde, sua idade” e possivelmente “tentar obter uma pena reduzida dos tribunais”.

Dominique Pelicot indiciado em outros dois casos

Tornou-se um ícone feminista, nomeadamente por ter recusado permitir que este julgamento fosse realizado à porta fechada para que o “A vergonha muda de lado” e não pesa mais nos ombros das vítimas, Gisèle Pelicot, também de 72 anos, “não tenho medo” de um novo julgamento, em caso de recurso, declarou um dos seus advogados, Stéphane Babonneau, na semana passada no France Inter. O tribunal criminal de Vaucluse, composto por cinco magistrados profissionais, considerou culpados em 19 de dezembro os cinquenta e um arguidos, com idades entre os 27 e os 74 anos, a maioria dos quais julgados por violação agravada de Gisèle Pelicot entre 2011 e 2020.

Ao final de quase quatro meses de um julgamento que se tornou um símbolo da luta contra a violência sexual contra as mulheres, o tribunal impôs penas que vão de vinte anos de prisão criminal, para Dominique Pelicot, a três anos, incluindo dois com pena suspensa, por um aposentado só foi julgado por agressão sexual. Dominique Pelicot conseguiu influenciar os seus co-réus, reconheceu o tribunal nas razões da sua sentença, mas eles, a quem entregou a sua mulher, atordoada com ansiolíticos e inconsciente, puderam todos “entender a situação” e entender que foi estupro, acrescentou ela.

Dominique Pelicot não acabou com a justiça. Indicado pelo poste « casos arquivados”, poderia ser julgado por uma tentativa de violação em 1999, em Seine-et-Marne, mas especialmente pela violação seguida do assassinato, em 1991, em Paris, de uma jovem agente imobiliária de 23 anos.

O mundo com AFP

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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre

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1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (2).png

O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.

Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.

A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.

As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

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Organização

A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (4).png



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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre

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Ufac no 76º Congresso Nacional de Botânica-2026 (2)x.png

A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.

Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.

Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.

Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.

Herbário

O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.

Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.

A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.



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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.

A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.

Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.

Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”

A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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