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Um raio de sol para os rebeldes feridos de Mianmar à medida que a Guerra Civil faz uma raiva | Notícias de conflito
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12 meses atrásem
Mae Sot, Tailândia – Dentro de uma antiga casa de madeira na cidade fronteiriça de Mae Sot, os combatentes revolucionários feridos ficam lado a lado.
Muitos são amputados que faltavam pernas, mãos e braços. Alguns têm ferimentos graves e outros sofreram lesões na coluna vertebral. Alguns são cegos e outros não conseguem andar.
Esses jovens lutadores foram feridos por minas terrestres, granadas de foguetes (RPG) e fogo de atirador de elite, queimadas pelas chamas de bombas que foram lançadas por aviões de guerra e marcadas por estilhaços.
Eles viajaram para esta cidade fronteiriça pelas selvas de Mianmar, buscando atenção médica por ferimentos sofridos em um conflito civil intensificador que é um dos mais longos e cruéis globalmente.
No entanto, seu local de recuperação – Sunshine Care Center – não possui o ambiente elegante e estéril de um hospital de paredes brancas equipado com equipamentos médicos sofisticados e com equipe de cirurgiões qualificados.
Em vez disso, os estimados 140 combatentes de arremesso de guerra neste centro estão se recuperando em condições rudimentares, principalmente descansando em madeira e berços de aço dispostos sob uma casa tradicional tailandesa.
Eles são cuidados por voluntários, que fugiram de Mianmar.
Incapaz de continuar lutando, a maioria não pode voltar para casa por medo de represálias violentas pelos militares de Mianmar, cujo golpe eles estão resistindo por quatro anos.
Em 1º de fevereiro de 2021, o Exército removeu o governo eleito democraticamente de Aung San Suu Kyi, que provocou uma revolta sem precedentes contra o domínio militar no país de 54 milhões de pessoas.
Diz -se que o golpe – e a violenta repressão aos protestos pacíficos que se seguiram – impulsionaram a geração Z de Mianmar, a demografia dos jovens nascidos entre 1997 e 2012, a pegar em armas.
Esta geração entrou nas selvas e nas terras altas para se juntar a grupos armados étnicos e as milícias de defesa civil recém -formadas – conhecidas como Forças de Defesa do Povo (PDF) – além de participar de funções de apoio, como combatentes feridos de enfermagem.
Um dos que se juntaram à luta foi Ko Khant, 23 anos, que tinha a mão soprada no pulso e perdeu de vista no olho esquerdo quando um foguete de RPG não explodido disparou por forças militares detonadas em suas mãos.
Os combatentes da resistência costumam coletar bombas e foguetes que não detoneam, pois suas forças carecem de armas e munições adequadas, Ko Khant disse à Al Jazeera, embora nesta ocasião o foguete explodisse, causando ferimentos graves.
“Quando o RPG caiu do lado (militar), fui buscá -lo e explodiu”, disse ele. “Às vezes, quando o RPG cai, eles não explodem. Meu pulso ficou ferido e meu olho foi ferido com pólvora”.
Antes da aquisição militar, Ko Khant era um chef da maior cidade de Mianmar, Yangon, especializada em cozinha européia. Depois de ingressar nos protestos pró-democracia da rua e experimentar a violenta repressão militar, ele fugiu para o estado de Karen, na fronteira com a Tailândia, para se juntar aos combatentes do PDF.
Ele recebeu algum treinamento e logo se viu na linha de frente, onde, em janeiro de 2022, sofreu ferimentos, ficando parcialmente incapacitados.
Contrabandeado pela fronteira e tratado nos hospitais tailandeses, Ko Khant então veio ao Sunshine Care Center para se recuperar, e agora ele ajuda a administrar as atividades diárias do centro.
Ele recebeu uma mão protética enquanto estava em recuperação, mas recusou, dizendo a Al Jazeera que havia outros amputados em maior necessidade.
“Há pessoas que precisam, muito mais do que eu”, disse ele.
“Não parece que eu não tenho mão.”
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Exame Nacional de Acesso ENA/Profmat em 2026 — Universidade Federal do Acre
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1 dia atrásem
13 de janeiro de 2026A Coordenação Institucional do Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (PROFMAT/UFAC) divulga a lista de pedidos de matrícula deferidos pela Coordenação, no âmbito do Exame Nacional de Acesso 2026.
LISTA DE PEDIDO DE MATRÍCULA DEFERIDOS
1 ALEXANDRE SANTA CATARINA
2 CARLOS KEVEN DE MORAIS MAIA
3 FELIPE VALENTIM DA SILVA
4 LUCAS NASCIMENTO DA SILVA
5 CARLOS FERREIRA DE ALMEIDA
6 ISRAEL FARAZ DE SOUZA
7 MARCUS WILLIAM MACIEL OLIVEIRA
8 WESLEY BEZERRA
9 SÉRGIO MELO DE SOUZA BATALHA SALES
10 NARCIZO CORREIA DE AMORIM JÚNIOR
Informamos aos candidatos que as aulas terão início a partir do dia 6 de março de 2026, no Bloco dos Mestrados da Universidade Federal do Acre. O horário das aulas será informado oportunamente.
Esclarecemos, ainda, que os pedidos de matrícula serão encaminhados ao Núcleo de Registro e Controle Acadêmico da UFAC, que poderá solicitar documentação complementar.
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Linguagem e Identidade — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
12 de janeiro de 2026O programa de pós-graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI) da Ufac chega aos 20 anos com um legado consolidado na formação de profissionais da educação na Amazônia. Criado em 2005 e com sua primeira turma de mestrado iniciada em 2006, o PPGLI passou a ofertar curso de doutorado a partir de 2019. Em 2026, o programa contabiliza 330 mestres e doutores titulados, muitos deles com inserção em instituições de ensino e pesquisa na região.
Os dados mais recentes apontam que 41% dos egressos do PPGLI atuam como docentes na própria Ufac e no Instituto Federal do Acre (Ifac), enquanto 39,4% contribuem com a educação básica. Com conceito 5 na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) no quadriênio 2017-2020, o PPGLI figura entre os melhores da região Norte.
“Ao longo dessas duas décadas, o programa de pós-graduação em Linguagem e Identidade destaca-se pela excelência acadêmica e pela forte relevância social”, disse a reitora Guida Aquino. “Sua trajetória tem contribuído de forma decisiva para a produção científica e cultural, especialmente no campo dos estudos sobre linguagens e identidades, fortalecendo o compromisso da Ufac com formação qualificada, pesquisa e transformação social.”
O coordenador do programa, Gerson Albuquerque, destacou que, apesar de recente no contexto da pós-graduação brasileira, o PPGLI promove uma transformação na educação superior da Amazônia acreana. “Nesses 20 anos, o PPGLI foi responsável não apenas pela formação de centenas de profissionais altamente qualificados, mas por inúmeras outras iniciativas e realizações que impactam diretamente a sociedade.”
Entre essas ações, Gerson citou a implementação de uma política linguística pioneira que possibilitou o ingresso e permanência de estudantes indígenas e de outras minorias linguísticas, além do protagonismo de pesquisadores indígenas em projetos voltados ao fortalecimento de suas culturas e línguas. “As ações do PPGLI transcenderam os limites acadêmicos, gerando impactos sociais, culturais e econômicos significativos”, opinou. “O programa contribui para a construção de uma sociedade mais inclusiva e consciente de sua riqueza linguística e cultural.”
Educação básica, pesquisa e projetos
Sobre a inserção dos egressos na educação básica, Gerson considerou que, embora a formação stricto sensu seja voltada prioritariamente ao ensino superior e à pesquisa, o alcance do PPGLI vai além. “Se analisarmos o perfil de nossos mestres e doutores, 72% atuam em instituições de ensino superior, técnico, tecnológico ou na educação básica. Isso atesta a importância do programa para a Amazônia e para a área de linguística e literatura, uma das que mais forma mestres e doutores no país.”
O professor também destacou a trajetória de 15 egressos que hoje se destacam em instituições de ensino, projetos de extensão e pesquisa, tanto no Brasil quanto no exterior. Para ele, esses exemplos ilustram a diversidade de atuações do corpo formado pelo programa, que inclui professores indígenas, pesquisadores em literatura comparada, especialistas em língua brasileira de sinais (Libras), artistas da palavra, autores de livros, lideranças educacionais e docentes em universidades peruanas.
A produção científica do PPGLI também foi ressaltada pelo coordenador, que apontou os avanços no quadriênio 2021-2024 como reflexo de um projeto acadêmico articulado com os desafios amazônicos. “Promovemos ações de ensino, pesquisa e extensão com foco na diversidade étnica, linguística e cultural. Nossas parcerias internacionais ampliam o alcance do programa sem perder o vínculo com as realidades locais, especialmente as regiões de fronteira com Peru e Bolívia.”
Entre os destaques estão as políticas afirmativas, a produção de material didático bilíngue para escolas indígenas, a inserção em redes de pesquisa e eventos científicos, a publicação de livros e dossiês temáticos e a atuação dos docentes e discentes em comunidades ribeirinhas e florestais.
Para os próximos anos, o desafio, segundo Gerson, é manter e ampliar essas ações. “Nosso foco está no aprimoramento das estratégias de educação inclusiva e no fortalecimento do impacto social do Programa”, afirmou. Para marcar a data, o PPGLI irá realizar um seminário comemorativo no início de fevereiro de 2026, além de uma série de homenagens e atividades acadêmico-culturais ao longo do ano.
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Ufac lança nova versão do SEI com melhorias e interface moderna — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
12 de janeiro de 2026A Ufac realizou a solenidade de lançamento da nova versão do Sistema Eletrônico de Informações (SEI), que passa a operar na versão 5.0.3. A atualização oferece interface mais moderna, melhorias de desempenho, maior segurança e avanços significativos na gestão de documentos eletrônicos. O evento ocorreu nesta segunda-feira, 12, no auditório da Pró-Reitoria de Graduação.
A reitora Guida Aquino destacou a importância da modernização para a eficiência institucional. Ela lembrou que a primeira implantação do SEI ocorreu em 2020, antes mesmo do início da pandemia, permitindo à universidade manter suas atividades administrativas durante o período de restrições sanitárias. “Esse sistema coroou um momento importante da nossa história. Agora, com a versão 5.0, damos mais um passo na economia de papel, na praticidade e na sustentabilidade. Não tenho dúvida de que teremos mais celeridade e eficiência no nosso dia a dia.”
Ela também pontuou que a universidade está entre as primeiras do país a operar com a versão mais atual do sistema e reforçou o compromisso da gestão em concluir o mandato com entregas concretas. “Trabalharei até o último dia para garantir que a Ufac continue avançando. Não fiz da Reitoria trampolim político. Fizemos obras, sim, mas também implementamos políticas. Digitalizamos assentamentos, reorganizamos processos, criamos oportunidades para estudantes e servidores. E tudo isso se comunica diretamente com o que estamos lançando hoje.”
Guida reforçou que a credibilidade institucional conquistada ao longo dos anos é resultado de um esforço coletivo. “Tudo o que fiz na Reitoria foi com compromisso com esta universidade. E farei até o último dia. Continuamos avançando porque a Ufac merece.”
Mudanças e gestão documental
Responsável técnico pela atualização, o diretor do Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI), Jerbisclei de Souza Silva, explicou que a nova versão exigiu mudanças profundas na infraestrutura de servidores e bancos de dados, devido ao crescimento exponencial de documentos armazenados.
“São milhões de arquivos em PDF e externos que exigem processamento, armazenamento e desempenho. A atualização envolveu um trabalho complexo e minucioso da nossa equipe, que fez tudo com o máximo cuidado para garantir segurança e estabilidade”, explicou. Ele ressaltou ainda que o novo SEI já conta com recursos de inteligência artificial e apresentou melhora perceptível na velocidade de navegação.

O coordenador de Documentos Eletrônicos e gestor do SEI, Márcio Pontes, reforçou que a nova versão transforma o sistema em uma ferramenta de gestão documental mais ampla, com funcionalidades como classificação, eliminação e descrição de documentos conforme tabela de temporalidade. “Passamos a ter um controle mais efetivo sobre o ciclo de vida dos documentos. Isso representa um avanço muito importante para a universidade.” Ele informou ainda que nesta quinta-feira, 15, será realizada uma live, às 10h, no canal UfacTV no YouTube, para apresentar todas as novidades do sistema e tirar dúvidas dos usuários.
A coordenação do SEI passou a funcionar em novo endereço: saiu do pavimento superior e agora está localizada no térreo do prédio do Nurca/Arquivo Central, com acesso facilitado ao público. Os canais de atendimento seguem ativos pelo WhatsApp (68) 99257-9587 e e-mail sei@ufac.br.
Também participaram da solenidade o pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; e a pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino.
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