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um último domingo de campanha marcado pela superação de Donald Trump… acompanhe nossa live
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A questão da votação na Califórnia
A Califórnia não tem o status de estado de balançoestados onde a diferença entre os dois candidatos era inferior a 3 pontos em 2020. Ela tem se inclinado solidamente para a esquerda há mais de vinte anos. Em 2020, Joe Biden registou cerca de 5 milhões de votos a mais que Trump (ou 63,5%). E em 2016, Hillary Clinton obteve 8,8 milhões dos 65,8 milhões de votos que lhe permitiram ganhar o voto popular (mas não a eleição, que foi tomada por Trump embora estivesse à frente por 2,87 milhões de votos).
Os californianos (39 milhões de pessoas) criticam um sistema de sufrágio universal indireto que os coloca no mesmo peso que Dakota do Norte (770 mil habitantes) ou mesmo Dakota do Sul (900 mil). Só o condado de Los Angeles (10 milhões de habitantes) é mais populoso que Michigan ou Wisconsin, dois estados oscilantes.
Mas o Golden State não deixa de ter importância eleitoral. Com 52 eleitos para a Câmara dos Representantes, a delegação californiana é a maior da União no Congresso. E em termos de evolução da sociedade, a Califórnia dá frequentemente o tom, com uma multiplicidade de referendos locais, abrindo caminho para medidas semelhantes no resto do país (como em 1996 com a adopção da Proposição 215, que permitiu o uso médico de maconha, que agora é legal para uso recreativo em 23 estados).
Durante a votação de 5 de novembro, diversas consultas são de âmbito nacional: seis cadeiras para a Câmara dos Deputados são consideradas indecisas. Em São Francisco, o presidente da Câmara, London Breed, poderia pagar o preço pelos cidadãos fartos da presença dos sem-abrigo. Ela é ameaçada por Daniel Lurie, o bilionário e herdeiro da fortuna da Levi Strauss.
Numa campanha em que os republicanos atacaram os seus oponentes “insegurança”a consulta mais seguida diz respeito ao proposição 36 (proposta 36), um referendo que reforça as penas contra pequenos crimes e tráfico de drogas. O resultado dará a medida da reorientação do Estado – e do Partido Democrata – em questões de segurança e justiça criminal.
A Proposição 36 endurece as penas para roubo e crimes relacionados com drogas. Ela retorna à Proposição 47 adotada em 2014 no entusiasmo de anos de progresso tecnológico. Na época, tratava-se de aliviar o congestionamento penitenciário, conforme liminar do Supremo Tribunal Federal. Quase 60% (59,6%) dos eleitores aprovaram o aumento do limite para infrações. Os roubos abaixo de US$ 950 foram reduzidos de classificados como crimes para contravenções.
A Proposição 36 planeja reclassificar os roubos abaixo de US$ 950 como crimes se o acusado já tiver sido condenado duas vezes. Estipula que os consumidores de drogas como fentanil, heroína ou metanfetamina podem ser condenados a “pena de tratamento compulsório” desintoxicação. Os tribunais terão de informar os réus de que correm o risco de serem processados por homicídio se os seus produtos causarem a morte de um consumidor.
A Proposição 36 foi lançada por um grupo que reúne grandes empresas retalhistas (Walmart, Target, Home Depot), funcionários eleitos de ambos os lados, bem como a associação de procuradores distritais. Ela responde aos ataques dos republicanos, que fizeram de espantalho ” modelo “ Departamento de Justiça Criminal da Califórnia. Mesmo antes de Kamala Harris, ex-procuradora-geral da Califórnia, entrar na campanha, a base « MAGA » continuou transmitindo clipes de « esmagar e agarrar » : a irrupção nas lojas de ladrões mascarados que levam sacolas inteiras de produtos.
A “Proposta 36” deveria ser amplamente adoptada (as sondagens chegam a 70% a favor). Uma perspectiva embaraçosa para Gavin Newsom, o governador, que foi um dos principais opositores, alegando que a luta contra as drogas merece uma abordagem global na Assembleia do Estado e não um movimento de humor de cidadãos exasperados. Sob a sua liderança, os parlamentares até tentaram reduzir o apoio ao referendo apresentando um pacote de projetos de lei sobre crimes, mas sem sucesso.
Kamala Harris, eleitora da Califórnia, não revelou como planejava votar a Proposição 36. Ela, que prontamente destaca sua firmeza na aplicação da lei quando era promotora, recusou-se a comentar um texto que equivale ao cancelamento da Proposição 47, adotado em 2014 no âmbito do seu mandato. Na época, ela observou o mesmo silêncio. Uma atitude que mostra que A abordagem cautelosa de ‘Harris remonta bem antes de sua candidatura presidencial’comentou Los Angeles Times.
Corine Lesnes (São Francisco, correspondente)
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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