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uma cepa muito resistente aos antibióticos que está na origem das epidemias no Líbano e em Mayotte
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Zimbabué, Iémen, Líbano, Quénia, depois Tanzânia, Comores e finalmente Mayotte… Desde 2016, a mesma estirpe de cólera tem sido a causa de numerosas epidemias que afectaram gravemente esta área, desde a África Oriental até ao Médio Oriente. Numa correspondência publicada em O Jornal de Medicina da Nova Inglaterra Quarta-feira, 11 de dezembro, pesquisadores do Instituto Pasteur traçam o curso desta cepa específica em um contexto de ressurgimento da cólera, causada pela bactéria Vibrio cholerae. “A estirpe AFR13 7PET (…) provavelmente contribuiu para o aumento das notificações de cólera nestes países”escrevem os autores.
Graças ao estudo dos dados dos sistemas de vigilância da cólera de vários países europeus e às suas análises genómicas, os investigadores conseguiram demonstrar que, após a sua introdução em África a partir do Sul da Ásia, onde o Golfo de Bengala serve de reservatório da doença, esta A cepa se estabeleceu no Iêmen de 2016 a 2021 e depois se espalhou para o Oriente Médio, causando uma epidemia no Líbano em 2022-2023, e para a África de Leste, fixando-se no Quénia em 2022-2023 e, desde o início do ano, na Tanzânia e nas ilhas das Comores e de Maiote.
Em Maiote, não foram notificados novos casos desde 8 de julho, onde a epidemia é agora considerada encerrada, com um saldo de 221 casos e sete mortes. No entanto, a bactéria voltou a circular na ilha das Grandes Comores, onde foram detectados mais de uma centena de casos, e assim “aumenta o risco de reintrodução da doença no território”, informou Public Health France em seu boletim de 14 de outubro.
“Risco de nova resistência”
A particularidade desta estirpe é ter desenvolvido, durante a vasta epidemia que causou dois milhões de casos no Iémen entre 2016 e 2021, uma resistência muito forte a vários antibióticos utilizados no combate à doença, graças à aquisição de um novo plasmídeo, ou seja, quer dizer, uma pequena molécula de DNA distinta do DNA cromossômico da bactéria, que pode sofrer mutação independentemente desta.
Especificamente, esta estirpe já não pode ser tratada com dois dos três antibióticos recomendados pela Organização Mundial de Saúde para o tratamento da cólera, azitromicina e ciprofloxacina. Apenas a tetraciclina permanece eficaz contra esta bactéria. “Esta estirpe está agora muito difundida e corre o risco de desenvolver novas resistências, especialmente se houver uma forte pressão exercida pelo uso massivo de tetraciclina”alerta François-Xavier Weill, chefe da unidade de bactérias entéricas patogênicas do Instituto Pasteur e autor sênior do estudo.
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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."
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6 de abril de 202609 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC






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