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Uma criança, um estudante, uma família de nove pessoas: quem foram as vítimas do voo 7C2216 da Jeju Air? | Queda de avião na Coreia do Sul

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Justin McCurry in Osaka and Kate Lamb

Tele 181 pessoas que embarcaram Voo Jeju Air 7C2216 em Banguecoque no domingo não foram diferentes dos milhões que voam em aviões comerciais todos os dias: crianças na sua primeira viagem ao estrangeiro, colegas celebrando promoções, turistas que regressam de pacotes turísticos – todos ansiosos por se reunirem com familiares e amigos na Coreia do Sul.

Agora, porém, ficarão para sempre associados ao pior desastre aéreo doméstico da história do país.

Como autoridades correram para estabelecer a causa Após o acidente de domingo, no qual todos os passageiros e tripulantes do Boeing 737-800, exceto dois, morreram, histórias e homenagens comoventes surgiram enquanto famílias e amigos enlutados compartilhavam a dor de sua perda.

Um membro da família enlutada presta homenagem em um altar memorial conjunto para as vítimas. Fotografia: Xinhua/Rex/Shutterstock

As 179 pessoas que morreram tinham entre três e 78 anos, embora a maioria estivesse na faixa dos 40, 50 e 60 anos. Cinco eram crianças com menos de 10 anos. Dois cidadãos tailandeses estavam entre os mortos e os restantes eram sul-coreanos.

Eles incluíam um menino de três anos que morreu no acidente ao lado de seus pais, que compartilharam uma imagem no Instagram de seu filho olhando pela janela do avião a caminho da Tailândia. A legenda dizia: “Meu filho vai para o exterior pela primeira vez em um voo noturno e seu primeiro passaporte não tem carimbo”.

Kang Ko, 43 anos, sua esposa, Jin Lee-seon, 37, e seu filho estavam voltando das primeiras férias com a família no exterior quando morreram.

Ko, que trabalhou como relações públicas para o time profissional de beisebol Kia Tigers, foi descrito por amigos como simpático e trabalhador. “Ele era ótimo em seu trabalho e toda a equipe de transmissão de beisebol gostou dele”, escreveu o locutor esportivo Jeong Woo-yeong da SBS no Instagram.

As vítimas incluíam nove pessoas de três gerações da mesma família, segundo a agência de notícias Yonhap. Entre eles estava o mais velho, um homem de 79 anos, que voltava de férias com a esposa, as duas filhas e um dos genros, a neta e três netos.

Quarenta e um dos passageiros do voo estavam no trajeto de volta de um pacote turístico que partiu de Muan na noite de Natal.

Um homem carrega uma coroa de flores para as vítimas. Fotografia: Chung Sung-Jun/Getty Images

Um dos dois cidadãos tailandeses que morreram foi Sirithon Chaue, um estudante de 22 anos que ganhou uma bolsa para estudar gestão de empresas aéreas na Universidade de Bangkok e tinha apenas três meses para se formar. Ela estava viajando para Jeju para visitar sua mãe e talvez buscar oportunidades de emprego.

“Ela sempre sonhou em trabalhar lá como aeromoça”, disse seu tio à Yonhap, descrevendo-a como o “orgulho da família”.

Semanas atrás, Sirithon, conhecida pelo apelido de Mei, posava alegremente para selfies com suas amigas em Bangkok, em uma área famosa por sua comida de rua. Suas páginas nas redes sociais mostraram que ela gostava de K-pop e gatinhos, aulas de arte e tingir a franja de azul brilhante.

“A mãe dela estava esperando no aeroporto e a princípio ela pensou que o defeito do avião era menor”, ​​disse seu tio. “Mas aí ela viu os vídeos do que aconteceu nas redes sociais. Ela estava em choque e em pânico.”

Uma prima da outra vítima tailandesa, Jongluk Doungmanee, disse à BBC Thai que ficou “chocada” quando ouviu a notícia. “Eu tive arrepios. Eu não conseguia acreditar”, disse Pornphichaya Chalermsin.

Jongluk mora na Coreia do Sul há cinco anos, trabalhando na indústria agrícola. Ela geralmente viajava para a Tailândia duas vezes por ano durante as férias para visitar o pai doente e dois filhos, de 7 e 15 anos, de um casamento anterior. Seu pai, que sofre de doença cardíaca, ficou “arrasado” quando soube de sua morte, disse Pornphichaya.

“É insuportável para ele. Esta era a filha mais nova dele”, disse ela, acrescentando que todos os três filhos trabalhavam no exterior.

Shin Gyu-ho, cujos dois netos e genro morreram, estava entre os parentes que expressaram frustração com o tempo que as autoridades levaram para identificar formalmente as vítimas. Shin, de 64 anos, disse à BBC que a certa altura ficou tão furioso que considerou destruir o sistema de alto-falantes usado para instruções policiais.

Embora todos os corpos já tivessem sido identificados, Shin foi inicialmente informado de que seus dois netos – ambos estudantes do ensino médio – estavam “muito dispersos para serem reconhecidos”.

Um menino e seu pai colocam uma flor em um memorial em Muan. Fotografia: Yonhap/EPA

No aeroporto de Muan, post-its mostram que parentes e moradores locais depositam alimentos e flores. “Querida, estou com muita saudade de você”, disse um deles. Outro leu: “Minha querida irmã, você é a pessoa mais atenciosa que conheço. Eu não vou ficar bem. Sempre me lembrarei de você. Desculpe. Eu te amo.”

Uma nota manuscrita, supostamente escrita pelo irmão do piloto, foi colocada ao lado gimbap – um prato popular coreano de arroz cozido, vegetais e carne enrolada em folhas de algas secas – e um copo de bebida perto do local do acidente. “Fico com o coração partido quando penso nas lutas que você enfrentou sozinho (em seus últimos momentos)”, dizia. “Você foi realmente incrível e se saiu muito bem, então espero que agora possa encontrar a felicidade em um lugar acolhedor. Obrigado e sinto muito.

Para o sobrinho de Maeng Gi-su e os dois filhos de seu sobrinho, uma viagem comemorativa à Tailândia para marcar o fim do vestibular terminou em tragédia. “Não posso acreditar que toda a família simplesmente desapareceu”, disse Maeng, 78 anos, à BBC. “Meu coração dói muito.”

Jeon Je-young, 71 anos, disse à Reuters que sua filha Mi-Sook, identificada por suas impressões digitais, estava voltando para casa depois de viajar com amigos a Bangkok para as festividades. “A minha filha, que tem apenas 40 e poucos anos, acabou assim”, disse ele, acrescentando que a viu pela última vez no dia 21 de dezembro, quando ela trouxe alguma comida e o calendário do próximo ano para sua casa – que se tornaria o seu último momento juntos.

Mi-Sook deixa marido e filha adolescente. “Isso é inacreditável”, disse Jeon.

Até quarta-feira, apenas alguns corpos haviam sido entregues às suas famílias, enquanto o restante permanecia em um necrotério temporário no aeroporto.

Eles incluíam um homem de 64 anos chamado Kim, cujo irmão havia feito uma reserva na funerária para a próxima segunda-feira, apenas para ser informado de que os restos mortais de seu irmão seriam reexaminados, possivelmente porque estavam decompostos e poderiam ser misturados com aqueles. pertencentes a outras vítimas.

Kim, que trabalhava por conta própria, voltava da Tailândia com oito amigos quando eles morreram. Seu irmão não conseguiu dar a notícia à mãe de 96 anos, temendo o que o choque poderia causar à saúde dela.

As pessoas prestam homenagem com flores no memorial de Muan. Fotografia: Xinhua/Rex/Shutterstock

“Ela fará 97 anos em um ou dois dias e pensamos que ela não deveria saber disso, por isso estamos mantendo silêncio”, disse ele ao jornal JoongAng Ilbo.

As secretárias outrora utilizadas por cinco mulheres que trabalhavam juntas num gabinete de educação pública carregam agora ramos de crisântemos colocados pelos seus colegas devastados, alguns dos quais choraram enquanto tentavam aceitar a notícia.

Os cinco planejaram férias na Tailândia para comemorar as promoções, segundo um funcionário que trabalhava no mesmo departamento que uma das mulheres. “Não parece real”, disse Lee Dae-keun, funcionário do escritório de educação de Jeollanamdo, à Reuters. “Ela ainda está em meus olhos. Sempre que vejo as flores naquela mesa vazia… a tristeza toma conta.”



Leia Mais: The Guardian

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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