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Uma morte por Covid-19 é registrada no Acre e nº de vítima fatais pela doença sobe para 1.852
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4 anos atrásem
O Acre voltou a não registrar casos novos de Covid-19 nesta terça-feira (4), porém registrou uma morte pela doença. Segundo o boletim da Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) os casos da doença permanecem em 88.395 e o número de vítima fatais subiu para 1.852.
A morte registrada no boletim é de um homem de 42 anos, que era morador de Porto Walter. Segundo a Saúde, ele deu entrada no Hospital do Juruá no dia 29 de dezembro, quando morreu.
É importante destacar que no último dia 31, quando o governo estendeu a obrigatoriedade da máscara no estado, o Comitê de Acompanhamento Especial da Covid-19 alertou que existe uma subnotificação de casos devido à instabilidade nos sistemas Sivep-Gripe, Conecte-SUS, e E-SUS Notifica, que ocasionou a indisponibilidade das bases de dados do Ministério da Saúde.
Ainda na nota, o governo diz que existe a possibilidade de aumento de casos no início de 2022.
“Devido a estes e demais fatores de risco, a previsão é de que haja aumento de novos casos no período de janeiro a março, por isso a importância da continuidade de prevenção à doença com a manutenção das medidas sanitárias que determinam: evitar aglomeração e manter distanciamento de 2 metros entre as pessoas; evitar compartilhar objetos e equipamentos nos espaços públicos; uso obrigatório de máscara em todos os ambientes, entre outras.”
O número de exames que estão à espera de análise do Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen) ou do Centro de Infectologia Charles Mérieux é de seis. Ao todo, 86.374 pessoas já receberam alta médica desde o inicio da pandemia.
Em todo o estado há oito pessoas internadas, sendo seis com teste positivo. A taxa de ocupação da UTI nas unidades de saúde é de 15%. Dos 20 leitos existentes, três estão ocupados. São 10 leitos de UTI em Rio Branco e 10 em Cruzeiro do Sul.
O Acre está em contaminação comunitária desde o dia 9 de abril, com uma taxa de incidência de 9.881,4 casos para cada 100 mil habitantes. A taxa de mortalidade em cada 100 mil habitantes é de 206,9 já a de letalidade – quantidade de mortos dentro dos números confirmados da doença – é de 2,1%.
Mais de 46,7 mil casos
O mês de dezembro fechou com 171 casos novos de Covid-19 registrados nos 31 dias, além de três mortes pela doença. Com isso, de janeiro a dezembro deste ano, foram contabilizados 46.764 registros da doença, o que equivale a 53% de todos os casos registrados desde o início da pandemia em março de 2020.
O número de casos novos voltou a ter aumento, o que já tinha ocorrido em novembro. O levantamento do g1 é feito de acordo com os boletins diários da Sesacre.
Uso obrigatório da máscara segue
O Comitê de Acompanhamento Especial da Covid-19 emitiu recomendação técnica à Casa Civil, orientando o governo para que determinasse a manutenção das medidas sanitárias referentes à pandemia da Covid-19. A preocupação agora é com a variante ômicron, mesmo sem ter casos confirmados no estado.
Então, o governador Gladson Cameli determinou a obrigatoriedade do uso de máscaras em ambientes internos e externos até o dia 15 de janeiro de 2022, data em que as autoridades em saúde do Estado farão outra avaliação do cenário epidemiológico para que o governador determine as próximas medidas.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário