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Uma pequena cidade na Jamaica observa a campanha de Harris com orgulho – e cautela | Kamala Harris

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Natricia Duncan, and Anthony Lugg in Brown’s Town

Brown’s Town, na paróquia jamaicana de St Ann – onde, quando criança, Kamala Harris passou muitas férias com a família – tem a atmosfera inconfundível de uma comunidade rural caribenha muito unida.

Estradas estreitas, cercadas por árvores arqueadas e vegetação exuberante, passam por casas de concreto e pelas colinas da cordilheira de Dry Harbor.

Fica mais movimentado na própria cidade, onde os veículos buzinam enquanto passam por lojas pintadas de cores coloridas e pelo mercado local que uma jovem Kamala costumava visitar com seus pais.

A cidade de 6.000 habitantes leva o nome de um escravizador irlandês, Hamilton Brown, que se acredita ter sido ancestral da bisavó paterna de Harris, Christiana Brown, conhecida na família como Miss Chrishy.

Saindo da área do mercado, a estrada chega à propriedade da família Harris em Orange Hill, onde o pai de Harris, de 86 anos, o ilustre economista Donald Harris, nasceu em 1938.

A herdade conta hoje com uma pedreira e algumas casas de família. Mas já foi um lugar de aventura e prazer para Harris, lembrou seu primo Sherman Harris, enquanto apontava para as áreas onde costumavam brincar juntos.

Kamala Harris e sua irmã, Maya (extrema direita), passam um tempo com seus primos na Jamaica. Fotografia: Cortesia de Kamala Harris

Apenas alguns dias mais novo que o vice-presidente, Sherman lembra-se das férias de Natal que Harris e a sua irmã mais nova, Maya, passaram com a família nas Caraíbas.

“Maya estava um pouco quieta, mas Kamala parecia uma moleca, correndo, pulando e saltando pelas áreas montanhosas. A senhorita Chrishy teve que ligar para ela e dizer-lhe para ‘entrar agora, é hora do jantar – venha e pare de pular nesses lugares’”, disse ele.

“E ela faria isso para melhor porque seu pai a incentivou”, acrescentou.

Mesmo quando criança, disse Sherman, Kamala fazia perguntas que desmentiam sua idade e demonstrava “um profundo nível de inteligência e uma mentalidade muito acima do que estávamos acostumados quando crianças”.

Quando ela não conseguia obter respostas de seus colegas, ela recorria ao pai, disse ele.

Harris falou com carinho sobre os seus pais – Donald Harris e Shyamala Gopalan, um cientista biomédico que nasceu e cresceu na Índia – descrevendo “uma casa cheia de risos e música: Aretha, Coltrane e Miles”.

Ela prestou homenagem ao pai por acreditar nela, dizendo: “No parque, minha mãe dizia: ‘Fique perto’. Mas meu pai dizia, sorrindo: ‘Corra, Kamala, corra. Não tenha medo. Não deixe que nada o impeça. Desde os meus primeiros anos, ele me ensinou a ser destemido.”

O New York Times relatou este mês que as relações entre pai e filha ficaram tensas após o divórcio dos pais em 1972. O relacionamento piorou ao longo dos anos, de acordo com o artigo, que afirmava que Harris ficou chateado quando seu pai não compareceu ao funeral de Gopalan em 2009.

Sherman considerou a ruptura relatada como “lixo total”.

“Sabemos disso, mas não discutimos questões com as pessoas porque é uma batalha perdida. As pessoas têm todos os tipos de pontos de vista diferentes. Até vi (gente) nas redes sociais dizendo que o pai dela disse que não vai votar nela, mas não é verdade. Ele a apoia totalmente e está feliz por ela”, disse ele.

Após o divórcio de seus pais, a infância de Harris foi dividida principalmente entre Montreal, onde sua mãe lecionou na Universidade McGill, e Califórnia, onde seu pai lecionou na Universidade de Stanford.

“Meu pai, como tantos jamaicanos, tem imenso orgulho de nossa herança jamaicana e incutiu esse mesmo orgulho em minha irmã e em mim”, disse Harris ao Washington Post em 2021. “Nós amamos Jamaica. Ele nos ensinou a história de onde viemos, as lutas e a beleza do povo jamaicano e a riqueza da cultura.”

A casa onde morava o tio-avô de Kamala Harris, Newton Harris, em Orange Hill, St Ann, Jamaica. Fotografia: Sharlene Hendricks/AP

Donald Trump procurou questionar a herança mista de Harris, alegando falsamente que ela só se identificou com a etnia de sua mãe. “Ela era indiana o tempo todo e, de repente, fez uma curva e foi – ela se tornou uma pessoa negra”, disse ele.

Mas Sherman Harris disse que a ligação entre a sua prima e a Jamaica sempre foi forte: “Os jamaicanos estão realmente orgulhosos dela, e os jamaicanos deveriam estar orgulhosos dela”, disse ele.

Certamente, na paróquia de St Ann, tem havido um forte apoio ao candidato democrata. O prefeito Michael Belnavis disse à CNN: “É preciso reconhecer indivíduos que vêm de residências humildes e que realmente se destacam… Vir de Brown’s Town é o mais humilde possível”.

Conquistas de Harris – como promotor distrital de São Francisco, senador da Califórnia, vice-presidente e candidato presidencial democrata – inspiraram os jamaicanos em toda a ilha.

“Isso me diz que não importa sua raça ou origem. Contanto que você mantenha a cabeça erguida, saiba o que quer e vá em frente, você pode ser o que quiser”, disse Alexcia White, estudante de jornalismo em Kingston. “Ela só me deixa orgulhoso de saber que ela é descendente de jamaicanos e está causando grande sucesso nos EUA.”

Outros questionam se uma presidência de Harris traria realmente quaisquer benefícios concretos para o país.

“Ela fará alguma coisa que melhore nossa economia? Não vejo como o fato de ela se tornar presidente afetará os jamaicanos”, disse a estudante de arquitetura Dana McCallum, que expressou esperança de que Harris pudesse tornar os vistos dos EUA mais acessíveis para os jamaicanos se ganhasse.

Kamala Harris com sua avó paterna, Beryl, na Jamaica. Fotografia: Cortesia de Kamala Harris

Marlon Hill, um advogado jamaicano-americano que serviu como eleitor da Flórida para Barack Obama em 2008, alertou sobre o exagero da conexão de Harris com a Jamaica, acrescentando que “a história de imigrante de Kamala é única, e não devemos traçar uma linha reta para que seja exatamente o mesmo que a nossa própria experiência”.

Ele disse: “Os jamaicanos querem que ela diga coisas mais visíveis e visíveis sobre sua conexão. E não sei se conseguiremos isso nesta campanha porque ela está concorrendo à presidência de todos os Estados Unidos da América, e não apenas dos americanos de ascendência jamaicana.

“O que eu diria, porém, é que quando ela vencer, caberá a nós, como jamaicano-americanos, responsabilizá-la por ter um grande interesse em sua herança e em como essa experiência pode ser aproveitada para o benefício de Jamaica e o resto do Caribe.”

Nem todos os jamaicano-americanos são democratas: o medalhista de ouro dos Jogos da Commonwealth, Claston Bernard, que concorreu à Câmara dos Representantes dos Estados Unidos como republicano em 2021, disse que, apesar das raízes jamaicanas de Harris, ele não poderia apoiar as políticas dela, citando suas opiniões sobre a liberdade religiosa , aborto e impostos sobre a riqueza. “Os jamaicanos devem ser muito cautelosos ao apoiar políticas socialistas que não apoiam a construção de riqueza, são uma ameaça ao culto religioso ou atacam os direitos das pessoas de portar armas para protegerem a si mesmas e às suas propriedades”, disse ele.

Quaisquer que sejam as suas opiniões, espera-se que as eleições de 5 de Novembro sejam um momento histórico para os jamaicanos no país, nos EUA e em todo o mundo. Na pequena comunidade de Brown’s Town, Sherman e outros residentes estarão ansiosos pelo momento em que Kamala for declarada presidente dos EUA.

“Não tenho dúvidas de que o povo americano irá favorecê-la porque ela está a receber um bom apoio”, disse Sherman, acrescentando: “Ela vai fazer história, e o nome da Jamaica, a sua bandeira, vai voar alto mais uma vez!”



Leia Mais: The Guardian

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Gestão superior cumpre agenda institucional no campus Floresta — Universidade Federal do Acre

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A Reitoria da Ufac cumpriu agenda institucional no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. De segunda-feira, 26, até esta quarta-feira, 28, o reitor Josimar Ferreira e integrantes da administração superior se reuniram com a comunidade universitária para tratar de demandas e apresentar projetos da nova gestão.

“Foi uma reunião de apresentação das equipes, das pró-reitorias, mas também de escuta, uma escuta permanente, de um diálogo muito próximo da nossa comunidade”, disse Josimar. Ele entregou a portaria de nomeação do diretor-geral do campus Floresta, Hugo Mota Ferreira Leite.

“A visita da Reitoria e toda a equipe dos pró-reitores foi muito importante para promover esse primeiro contato da nova gestão com a comunidade acadêmica, ouvir as demandas, apresentar as realizações ao longo desses 70 dias de gestão, o que já foi feito e o que ainda será feito”, pontuou Ferreira Leite.

Uma das principais atividades ocorreu na terça-feira, 27, com a entrega de equipamentos destinados aos programas de pós-graduação de Cruzeiro do Sul. A iniciativa, realizada por meio da Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, tem como objetivo melhorar as condições de ensino e pesquisa.

Atualmente, o campus Floresta conta com três programas de mestrado, e a agenda também incluiu discussões sobre a proposta de doutorado. Josimar destacou a necessidade de avançar na estruturação dos laboratórios e na formação de pesquisadores, considerando a biodiversidade regional, os saberes tradicionais e as possibilidades de internacionalização.

Também participaram da entrega o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; o diretor de Pós-Graduação, Genilvado Moreira; e o diretor de Inovação, Paulo Trazzi.

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Orçamento

Durante a programação, a Reitoria e a Pró-Reitoria de Planejamento se reuniram com diretores de centros e representantes da Direção-Geral do campus para tratar de questões relacionadas ao orçamento institucional, demandas administrativas, fluxos de processos e sistemas de gestão. O encontro contou com a participação do pró-reitor Edcarlos Miranda de Souza.

As atividades também envolveram discussões sobre projetos de extensão e possibilidades de captação de recursos. Em reunião com diretores de centros e coordenadores de cursos, o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, abordou demandas acadêmicas e mecanismos de fomento às ações extensionistas desenvolvidas no campus.
Entre os projetos apresentados à Reitoria, esteve a proposta de criação de uma trilha agroecológica no campus Floresta, apresentada pela professora Sonaira Souza da Silva. A iniciativa pretende utilizar a natureza como espaço educativo, com previsão de visitação pública, construção de um quiosque para exposição de produtos desenvolvidos em experimentos e projetos universitários e instalação de uma torre de aproximadamente 30 metros para observação do dossel da floresta.

Prática jurídica e inclusão

A agenda contemplou ainda uma reunião com o professor Daniel de Faria Galvão, do curso de Direito, que apresentou demandas relacionadas ao funcionamento do curso, especialmente às necessidades do Núcleo de Prática Jurídica. Ele manifestou satisfação com a receptividade da nova gestão e a abertura para discutir as questões apresentadas.

As políticas de inclusão e representatividade estudantil também fizeram parte das atividades. A pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, reuniu-se com representantes do Núcleo de Apoio à Inclusão para conhecer demandas relacionadas ao atendimento da comunidade acadêmica.

Em outro encontro, o estudante Samuel Lima Pereira Arara, representante do coletivo indígena da Ufac, apresentou questões relacionadas à representatividade, à participação em eventos e à proposta de criação de uma comissão para acompanhar as demandas dos estudantes indígenas.

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Clube do Livro Amaro comemora 3 anos de leituras e discussões — Universidade Federal do Acre

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O projeto de extensão Clube do Livro Amaro, da Ufac, completa, neste mês de outubro, três anos de atividades dedicadas à leitura e à discussão de obras da literatura brasileira e mundial, reunindo participantes com diferentes formações, trajetórias e experiências de leitura. Criado em outubro de 2023, o projeto é coordenado pelos professores Carlisson de Oliveira e Maysa Dourado.

Segundo os coordenadores, a celebração do terceiro aniversário representa um momento de reconhecimento da trajetória construída coletivamente e, sobretudo, da importância dos participantes para a continuidade do projeto.

“Ao longo desse período, o clube tornou-se um espaço em que diferentes olhares sobre uma mesma obra se encontram, se complementam e, muitas vezes, se contrapõem, fazendo da leitura uma experiência de troca e descoberta”, ponderaram. “Ao completar três anos, o Clube do Livro Amaro reafirma seu compromisso com a valorização da literatura, a formação de leitores e o fortalecimento dos vínculos entre a universidade e a sociedade.”

Trajetória

O clube iniciou suas atividades com a leitura de “Medeia”, de Eurípides. Na sequência, foram discutidas as obras “Gota d’Água”, de Chico Buarque e Paulo Pontes, e “Mata Teu Pai”, de Grace Passô, estabelecendo, desde os primeiros encontros, um diálogo entre obras de diferentes períodos históricos e tradições literárias.

Ao longo desses três anos, o grupo percorreu um repertório diversificado, que inclui clássicos como “Odisseia”, de Homero; “Orgulho e Preconceito”, de Jane Austen; “Hamlet”, de William Shakespeare; e “O Velho e o Mar”, de Ernest Hemingway. A literatura brasileira também ocupa lugar de destaque, com obras de Machado de Assis, Conceição Evaristo, Milton Hatoum, Rachel de Queiroz, Maria Firmina dos Reis, José Lins do Rego, entre outros.

O percurso de leituras contempla ainda diferentes vozes e perspectivas culturais, com obras de autoras como Toni Morrison, Paulina Chiziane, Isabel Allende e Marguerite Yourcenar, ampliando as discussões sobre identidade, memória, relações humanas, desigualdades sociais e questões históricas e culturais.

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Ufac celebra o Dia do Servidor Público no campus Floresta — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a comemoração do Dia do Servidor Público no campus Floresta. O evento ocorreu nessa terça-feira, 27, reunindo professores, técnico-administrativos, integrantes da administração superior e de sindicatos. A programação contou com a cerimônia de entrega das portarias para a nova diretoria da universidade em Cruzeiro do Sul (AC) e a entrega de crachás aos servidores.

O reitor Josimar Ferreira entregou as portarias que designam o professor Hugo Mota Ferreira Leite como diretor-geral do campus e o servidor técnico-administrativo Anselmo de Jesus Damasceno como diretor de Administração, Manutenção e Infraestrutura.

Ele também fez a entrega simbólica de crachás a quatro servidores, sendo que cada um contabiliza 20 anos de trabalho na Ufac: os técnicos em assuntos educacionais Alexon de Lima Moura Barros e Fernanda Cristina Jucá de Lima; os professores Francisco Ricardo Negri e Maria Aldecy Rodrigues de Lima.

Além disso, houve uma apresentação institucional ministrada pelo coordenador da área de saúde dos Serviços Social do Transporte (Sest) e Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat) de Cruzeiro do Sul, Francisco da Silva Souza, destacando os benefícios da parceria firmada com a universidade. Para celebrar a data, a administração realizou, ainda, sorteios comemorativos conduzidos pelo reitor.

Também compuseram a mesa de solenidade a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Antonio Amaro; o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; o pró-reitor de Planejamento, Edcarlos Miranda; o pró-reitor de Administração, Tony Eli da Silva Roca; a vice-diretora do CEL, no exercício da direção, Francisca Adma de Oliveira Martins; o diretor do CMulti, Antonio William Flores de Melo; o coordenador de Gestão de Recursos Humanos, Jason de Oliveira Gomes; a representante da Adufac, Suerda Mara Monteiro Vital; e o representante do Sintest, Bruno César Mota Brandão.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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