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Uma vida entre citações: David Lynch | David Lynch
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Adrian Horton
Dávido Lynch, o enigmático cineasta que revolucionou o cinema e a televisão americanos através de sua visão sombria e surrealista, morreu aos 78 anos, menos de um ano depois de o fumante de longa data ter publicamente revelado dele luta contra enfisema.
Lynch forjou uma carreira idiossincrática que uniu as franjas experimentais e o mainstream. Depois de uma educação peripatética de classe média no oeste montanhoso americano, ele estudou pintura e fez vários curtas-metragens experimentais antes de seu sucesso cult, Eraserhead. Sua carreira – incluindo os premiados filmes Blue Velvet, Wild at Heart e Estrada Mulhollandbem como o programa de TV Twin Peaks – rendeu-lhe um Oscar honorário pelo conjunto de sua obra em 2019.
Artista consumado e prolífico, Lynch trabalhou furiosamente em vários meios – produziu pinturas, álbuns lançados (incluindo colaborações com Lykke Li e Karen O), criou um boletim meteorológico de longa duração no YouTube, aberto uma boate parisiense e foi coautor de um livro de memórias. Seu último longa-metragem, Inland Empire, foi lançado em 2006. Aqui estão algumas de suas citações mais memoráveis:
Sobre ideias:
Eles são como peixes. Se você tiver uma ideia que seja emocionante para você, concentre sua atenção nela e esses outros peixes nadarão até ela. É como uma isca. Eles se agarrarão a isso e você terá mais ideias. E você simplesmente os puxa.
– para o Guardião2018
Sobre traduzir ideias para a tela:
É um sentimento, mais uma intuição. É a ideia pela qual você se apaixonou e tenta permanecer fiel a ela. Você vê como o cinema pode transmitir essa ideia, e isso é emocionante para você.
– para o Guardião, 2018
Sobre mistério:
Não sei por que as pessoas esperam que a arte faça sentido quando aceitam o facto de que a vida não faz sentido.
– para o Los Angeles Times1989
O grande mistério é a vida como ser humano… A vida é cheia de mistérios, simplesmente cheia. Seres humanos, somos como detetives. Gostamos de pensar sobre essas coisas, ou eu gosto mesmo, e queremos respostas. O segredo é: as respostas estão aí e também estão dentro de nós. Está tudo aí para nós. Se quisermos conseguir, podemos conseguir.
– para o Guardião2024
Certas coisas são tão lindas para mim e não sei por quê. Certas coisas fazem muito sentido e são difíceis de explicar.
– para Chris Rodley por Lynch em Lynch1997
Sobre absurdo e humor:
O absurdo é o que mais gosto na vida, e há humor em lutar contra a ignorância. Se você visse um homem correndo repetidamente contra uma parede até virar uma polpa sangrenta, depois de um tempo isso faria você rir porque se torna um absurdo. Mas não encontro humor apenas na infelicidade – considero extremamente heróica a maneira como as pessoas seguem em frente, apesar do desespero que muitas vezes sentem.
– para o Los Angeles Times1989
Em caso de falha:
De certa forma, o fracasso é uma coisa linda, porque quando a poeira baixa não há outro lugar para ir além de subir, e é uma liberdade. Você não pode perder mais, mas pode ganhar.
– de Room to Dream, 2018
Sobre o sucesso:
O sucesso pode ferrar você porque você começa a se preocupar em cair e não consegue mais ficar no mesmo lugar. É assim que as coisas são. Você deveria ser grato pelos sucessos, porque as pessoas realmente adoraram algo que você fez, mas é tudo uma questão de trabalho.
– de Room to Dream, 2018
Na linguagem visual:
Um filme ou uma pintura – cada coisa tem a sua linguagem e não é certo tentar dizer a mesma coisa por palavras. As palavras não estão lá. A linguagem do filme, do cinema, é a linguagem em que foi colocado, e a língua inglesa – não vai ser traduzida. Vai perder.
– para o Guardião, 2018
Sobre o potencial humano:
O amor sublime e eterno é uma possibilidade para os seres humanos, e todo ser humano deveria saber disso – ele existe dentro de cada um de nós.
– para o Guardião, 2024
Sobre assistir filmes:
Não sou um verdadeiro cinéfilo. Infelizmente não tenho tempo. Eu simplesmente não vou. E fico muito nervoso quando vou ver um filme porque me preocupo muito com o diretor e tenho dificuldade em digerir minha pipoca.
— Conferência de imprensa do Festival de Cinema de Cannes para Fire Walk With Me, 1992
Nas avaliações:
Os bons não são bons o suficiente e os ruins irão deprimi-lo.
– para o Guardião, 2018
Sobre a vida de um artista:
Você tem que ser egoísta. E é uma coisa terrível. Eu nunca quis realmente me casar, nunca quis realmente ter filhos. Uma coisa leva à outra e aí está… Fiz o que tinha que fazer. Poderia ter havido mais trabalho feito. Sempre há tantas interrupções.
– para o Guardião, 2018
A vida de um artista é muito egoísta. Mas é emocionante criar algo e você precisa de uma certa configuração para que o processo aconteça. Você não pode ter muitas obrigações.
– em Quarto para Sonhar, 2018
Sobre seu estilo de vida recluso:
Eu gosto de fazer filmes. Eu gosto de trabalhar. Eu realmente não gosto de sair.
– para o Guardião, 2018
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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