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URGENTE: Ex-presidente Michel Temer é preso pela Lava Jato; veja vídeo

Folha de São Paulo, via Acrenoticias.com - Da Amazônia para o Mundo!

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Veja o vídeo:

O ex-presidente da República Michel Temer foi preso preventivamente na manhã desta quinta-feira (21) em São Paulo após pedido do juiz Marcelo Bretas, da força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro. Michel Temer é o segundo presidente a ser preso após investigação na esfera penal —o primeiro foi Luiz Inácio Lula da Silva, em abril de 2018.

A prisão, sem prazo determinado, tem relação com delação de executivo da empreiteira Engevix, que envolveria propina para campanha eleitoral do emedebista. A instrumentalização do pagamento da propina da Engevix, segundo o Ministério Público Federal, contou com a participação do ex-ministro Moreira Franco, que também foi preso de forma preventiva nesta quinta-feira.

Ao ficar sem mandato, Temer perdeu a prerrogativa de foro perante o Supremo, e denúncias contra ele foram mandadas para a primeira instância da Justiça Federal.

Recentemente, o ministro Luís Roberto Barroso deferiu pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) para que se abram cinco novas investigações sobre o emedebista, que tramitarão na primeira instância.

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15h58 21.mar

Moreira Franco ajudou a pensar em formato de propina, diz delator

Brasília – O delator José Antunes Sobrinho, da Engevix, afirmou à Polícia Federal que o ex-ministro Moreira Franco ajudou a pensar em um formato para viabilizar repasses ilícitos para o MDB na campanha de 2014.

Segundo a delação premiada, Sobrinho fez uma engenharia com outra empresa e mandou R$ 1 milhão para o partido naquele ano.

De acordo com o executivo, o coronel João Batista Lima Filho, amigo de Michel Temer, e Moreira levaram a ele o assunto da necessidade de contribuição eleitoral.

Sobrinho disse que duas ideias foram formuladas para viabilizar o dinheiro, que para os investigadores é propina.

O delator afirmou que pensou em dois projetos que poderiam justificar internamente em sua empresa a necessidade de investimento. Ambos envolviam contratos com o poder público e licitações. Os processos chegaram a começar, mas não terminaram.

“Nessa situação, eu desenvolvi uma ideia, que o Lima era bastante ciente, e ele foi acompanhando. Eu disse: olha, Lima, desses contratos que temos aqui, não tenho como fazer, mas se você espera uma contribuição nossa, a gente tem ideias de novos serviços, que podem justificar internamente a gente fazer doações”, disse o executivo à PF.

“Pensamos, então, com Moreira Franco, em dois contratos que gerariam serviços para empresas do grupo. E pensamos também em uma ordem de grandeza de R$ 5 milhões a R$ 6 milhões para o MDB, quando ocorre o primeiro e o segundo turno das eleições”, completou.

O delegado Cleyber Malta, que tomou o depoimento do delator, reforçou a pergunta, então, de se essa engenharia estava sendo pensada para viabilizar o repasse e Sobrinho respondeu: “perfeitamente”.

O executivo ainda afirmou que o coronel amigo de Temer cobrava muito o andamento dos dois projetos, para que o dinheiro saísse logo.

“Ele cobrava muito. Acho que mandava alguns recados, do vice-presidente, para o Moreira Franco, de que os processos tinham que andar”.

As duas ideias, no entanto, não deram certo. De acordo com o colaborador, a solução, então, foi pedir a uma empresa envolvida em um projeto no aeroporto de Brasília para que fizesse o repasse de R$ 1 milhão, o que foi feito, segundo o delator.

Sobrinho afirmou que Lima e Moreira encabeçavam as discussões sobre o dinheiro para eleição.

“Ele [Lima] trás o assunto, mas o Moreira também [de ajudar na eleição]. Tanto que ele [Moreira] me levou para almoçar com o presidente, para falar de aeroportos, mas no fundo, era uma empresa que prestava importantes trabalhos em uma área que o MDB tinha o controle”, disse. (Camila Mattoso)

15h47 21.mar

Boulos diz esperar que prisão não fortaleça xerifes de toga

Pelas redes sociais, o líder do MTST Guilherme Boulos (PSOL) afirmou que Michel Temer é um bandido e que há provas contundentes contra ele.

“Temer é um bandido, que já deveria estar preso há tempos. Existem provas contundentes contra ele, não meras ‘convicções’. Esperamos apenas que sua prisão não sirva pra fortalecer xerifes de toga, que se consideram acima da lei, nem pra desviar da crise do desgoverno de Bolsonaro”, escreveu. (Carolina Linhares)

15h44 21.mar

Defesa de Moreira Franco manifesta inconformidade com prisão preventiva

A defesa de Moreira Franco, preso nesta quinta-feira (21), manifestou inconformidade com a prisão do ex-governador que, segundos defesa, está em local conhecido e manifestou estar à disposição nas investigações.

“Causa estranheza o decreto de prisão vir de juiz de direito cuja competência não se encontra ainda firmada, em procedimento desconhecido até aqui”, afirmaram.

15h32 21.mar

Planalto tenta evitar que prisão de Temer tenha impactos em votações do governo

A prisão do ex-presidente Michel Temer não causou surpresa ao entorno do presidente Jair Bolsonaro, mas criou o receio de que, ao ocorrer neste momento, possa impactar na tramitação da reforma previdenciária e do pacote anticrime, considerados prioridades da atual gestão.

Nas palavras de um assessor presidencial, a prisão era uma “questão de tempo”, mas não favorece o Palácio do Planalto ao agravar o desgaste na relação entre o Judiciário e o Legislativo, que têm protagonizado uma queda de braço nas últimas semanas.

15h28 21.mar

Presidente do PSOL diz que partido não compactua com uso político do Judiciário

O presidente do PSOL, Juliano Medeiros, afirmou em nota que o partido não compactua com o uso político do Judiciário, mas chama Michel Temer (MDB) de inimigo do povo.

“Temer é um inimigo do povo. Mas a Lava Jato é prodiga em arbitrariedades e excessos”, diz

Medeiros afirma ainda que a prisão do ex-presidente não pode servir como distração para as medidas tomadas por Jair Bolsonaro (PSL).

“O episódio não pode servir para desviar a atenção da sociedade diante dos ataques do governo Bolsonaro, que radicaliza o programa de Temer e se ampara nas mesmas práticas fisiológicas de seu antecessor. O PSOL combate a corrupção, mas não compactua com o uso político das instituições do Judiciário.” (Carolina Linhares)

15h13 21.mar

Propina de Angra 3 custeou parte da reforma de Maristela Temer, diz Procuradoria

A propina oriunda do contrato de construção de Angra 3, segundo o Ministério Público Federal, custeou parte de reforma na casa de Maristela Temer, filha do ex-presidente Michel Temer.

O órgão afirma que coronel Lima, amigo de Temer, além de administrar as obras, empregou na reforma vantagens indevidas recebidas pelo grupo criminoso, em típico ato de lavagem de dinheiro. Foi identificado o uso do e-mail da Argeplan, empresa de Lima, na transmissão de recibos de pagamentos de materiais e serviços, além da atuação de funcionários da empresa na reforma.

Relatório policial indica que contratados da obra disseram que receberam a maior parte do pagamento em dinheiro vivo, em valores que podem ultrapassar R$ 1,5 milhão. (Ana Luiza Alquerque)

15h04 21.mar

Prisão de Temer é positiva para a imagem do Brasil, avaliam empresários

Uma rodada de breves conversas com grandes empresários brasileiros, de setores diversos, leva a uma conclusão consensual: a prisão preventiva do ex-presidente Michel Temer pela Lava Jato era algo esperado e veio até com atraso.

Apesar da queda na Bolsa, a prisão passa um sinal positivo importante: de que o Brasil é um país que persegue e investiga suspeitas de corrupção, bom para o ambiente de negócios e para a atração de investimentos.

Leia no Painel S.A.

15h03 21.mar

Veja o momento da prisão de Moreira Franco

Veja o momento da prisão de Moreira Franco

15h02 21.mar

Prisão de Temer é para evitar destruição de provas e garantir a ordem, diz juiz Bretas

O juiz Marcelo Bretas justificou a prisão preventiva do ex-presidente Michel Temer com quatro figuras que constam do Código de Processo Penal: para evitar a destruição de provas, garantir a ordem pública, por conveniência da instrução do processo penal e garantir a aplicação da lei.

Segundo a decisão, há “risco efetivo que os requeridos em liberdade possam criar à garantia da ordem pública, da conveniência da instrução criminal e à aplicação de lei penal (artigo 312) do Código de Processo Penal.

14h54 21.mar

PT diz esperar que prisão de Temer não seja por ‘especulações e delações sem provas’

Principal adversário de Michel Temer durante seu período na presidência, o PT afirmou nesta quinta-feira (21) esperar que a prisão do emedebista não seja baseada “penas por especulações e delações sem provas”.

“O Partido dos Trabalhadores espera que as prisões de Michel Temer e de Moreira Franco, entre outros, tenham sido decretadas com base em fatos consistentes, respeitando o processo legal, e não apenas por especulações e delações sem provas, como ocorreu no processo do ex-presidente Lula e em ações contra dirigentes do PT”, diz o texto assinado pela presidente nacional do partido, Gleisi Hoffmann (PR) e os líderes da sigla no Congresso, Humberto Costa (PE) e Paulo Pimenta (RS).

A nota afirma que Temer assumiu a presidência em “um golpe deplorável”, mas que é preciso que a Justiça seja feita “dentro da lei”. “Caso contrário, estaremos diante de mais um dos espetáculos pirotécnicos que a Lava Jato pratica sistematicamente, com objetivos políticos e seletivos”, afirmam.

Michel Temer assumiu a presidência em 2016 após o processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT).

O PT também acusa o ministro Sergio Moro (Justiça) de travar uma “luta encarniçada” por poder. “O que fica evidente é que, cumpridos os objetivos do golpe do impeachment de 2016 e da proibição ilegal a Lulade concorrer as eleições de 2018, seus principais artífices estão sendo descartados pelos que realmente movimentaram os cordéis: o sistema financeiro, os representantes dos interesses estrangeiros no país, com o apoio da mídia conservadora”, diz a nota. “Isso vale para a própria Lava Jato e seu comandante, Sergio Moro, que travam hoje uma encarniçada luta pelo poder contra o Congresso, o Supremo Tribunal Federal e a cúpula da PGR.” (Angela Boldrini)

14h54 21.mar

PT diz esperar que prisão de Temer não seja por ‘especulações e delações sem provas’

Principal adversário de Michel Temer durante seu período na presidência, o PT afirmou nesta quinta-feira (21) esperar que a prisão do emedebista não seja baseada “penas por especulações e delações sem provas”.

“O Partido dos Trabalhadores espera que as prisões de Michel Temer e de Moreira Franco, entre outros, tenham sido decretadas com base em fatos consistentes, respeitando o processo legal, e não apenas por especulações e delações sem provas, como ocorreu no processo do ex-presidente Lula e em ações contra dirigentes do PT”, diz o texto assinado pela presidente nacional do partido, Gleisi Hoffmann (PR) e os líderes da sigla no Congresso, Humberto Costa (PE) e Paulo Pimenta (RS).

A nota afirma que Temer assumiu a presidência em “um golpe deplorável”, mas que é preciso que a Justiça seja feita “dentro da lei”. “Caso contrário, estaremos diante de mais um dos espetáculos pirotécnicos que a Lava Jato pratica sistematicamente, com objetivos políticos e seletivos”, afirmam.

Michel Temer assumiu a presidência em 2016 após o processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT).

O PT também acusa o ministro Sergio Moro (Justiça) de travar uma “luta encarniçada” por poder. “O que fica evidente é que, cumpridos os objetivos do golpe do impeachment de 2016 e da proibição ilegal a Lulade concorrer as eleições de 2018, seus principais artífices estão sendo descartados pelos que realmente movimentaram os cordéis: o sistema financeiro, os representantes dos interesses estrangeiros no país, com o apoio da mídia conservadora”, diz a nota. “Isso vale para a própria Lava Jato e seu comandante, Sergio Moro, que travam hoje uma encarniçada luta pelo poder contra o Congresso, o Supremo Tribunal Federal e a cúpula da PGR.” (Angela Boldrini)

 

 

14h49 21.mar

Amigo de Temer propôs devolver propina por medo da Lava Jato, diz delator

O executivo da Engevix José Antunes Sobrinho afirmou em delação premiada que o coronel João Baptista Lima Filho, amigo de Michel Temer, chegou a propor devolver o valor pago de R$ 1 milhão de propina, usando como justificativa o andamento da operação Lava Jato.

O dinheiro, segundo a colaboração do empresário, foi a pedido do ex-presidente Temer e do ex-ministro Moreira Franco para o MDB na eleição de 2014.

 

 

14h31 21.mar

Leia a íntegra da decisão pela prisão de Michel Temer

Leia o documento completo

Reprodução
Decisão de prisão preventiva de Michel Temer
Decisão de prisão preventiva de Michel Temer

 

 

14h31 21.mar

Bretas autoriza Temer a ficar em unidade da PM em Niterói

Em despacho na tarde desta quinta-feira (21), o juiz Marcelo Bretas determinou que Michel Temer, “na qualidade de ex-presidente da República”, fique detido na unidade prisional da Polícia Militar do Rio em Niterói. Bretas diz ter atendido argumentos do Ministério Público Federal.

O ex-ministro Moreira Franco e o coronel João Baptista Lima Filho, amigo de Temer, terão a mesma prerrogativa, segundo o despacho.

 

 

14h24 21.mar

‘Gato Angorá’, Moreira Franco tem histórico de escândalos e intrigas palacianas; leia perfil

Novo cacique do MDB a cair na Lava Jato, o ex-ministro Wellington Moreira Franco (MDB-RJ) não é calouro em escândalos políticos.

Até esta quarta (21), quando foi preso pela força-tarefa da operação, Moreira Franco era o único governador eleito e ainda vivo do Rio sem passagem pela prisão.

Piauiense radicado no Rio, Moreira Franco governou o estado de 1987 a 1991, e de seu antecessor, Leonel Brizola (1922-2004), ganhou o apelido que o acompanha até hoje: Gato Angorá, seja pelas madeixas esbranquiçadas que ostentava já nos anos 1980, seja pela manha de passar de colo em colo.

Leia o perfil de Moreira Franco.

 

 

14h13 21.mar

Maia recebeu notícia da prisão do sogro com serenidade, dizem aliados

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), recebeu a notícia de que seu sogro —o ex-ministro Moreira Franco— havia sido preso enquanto recebia deputados na residência oficial da Casa.

Aliados dizem que ele agiu de forma serena com a novidade, leu algumas notícias sobre a prisão do ex-presidente Michel Temer (MDB) e terminou de despachar com parlamentares de partidos como DEM, PP e PRB antes de começar a fazer ligações para discutir as prisões.

É comum que às quintas-feiras, Maia permaneça na residência oficial recebendo autoridades, uma vez que não há sessão deliberativa na Câmara.

O presidente recebeu visitas de parlamentares, como Efraim Filho (DEM-PB) e do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes após a reunião.

Ele não deve ir ao Rio de Janeiro, onde Moreira Franco e Temer estão detidos. (Angela Boldrini e Ricardo Della Coletta)

 

 

14h11 21.mar

Expectativa de procuradores é que Fachin seja relator de eventual habeas corpus no STF

A expectativa entre membros do Ministério Público Federal é que o relator no STF (Supremo Tribunal Federal) de um eventual pedido de soltura do ex-presidente Michel Temer (MDB) seja o ministro Edson Fachin.

O ministro é relator dos processos decorrentes da Operação Radioatividade, que já apurou, na Justiça Federal do Rio, desvios na Eletronuclear. Fachin herdou essa relatoria do ministro Teori Zavascki, que o antecedeu na condução da Lava Jato na corte. Já o ministro Gilmar Mendes, no entendimento de procuradores, é relator no Supremo de processos relativos à Operação Calicute, também deflagrada no Rio.

Conforme a Polícia Federal informou, Temer foi preso preventivamente nesta quinta (21) devido a investigações que utilizaram elementos descobertos na Operação Radioatividade.

Nos bastidores, espera-se que haja uma discussão sobre quem será o relator no Supremo. No páreo também está o ministro Luís Roberto Barroso, que, a pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República), abriu o inquérito sobre Temer e a Eletronuclear e o remeteu à primeira instância no Rio, em janeiro.

O caminho mais comum para um habeas corpus chegar ao STF é passando antes pelo Tribunal Regional Federal e pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça). A defesa, porém, pode acionar o STF em paralelo com as demais instâncias sob o argumento de que uma prisão foi flagrantemente ilegal ou abusiva.

No despacho que ordenou a prisão dos envolvidos, o juiz Marcelo Bretas defendeu, indiretamente, que Gilmar não seja o relator de um eventual pedido de soltura de Temer. Ele ressaltou que a investigação não tem relação com as Operações Saqueador e Calicute, das quais Gilmar foi o relator no STF.

“Apenas para evitar confusões a respeito da competência para eventual impugnação desta decisão, repito que estes autos guardam relação de conexão e continência com a ação penal derivada da denominada operação Radioatividade e seus vários desdobramentos. Não há relação entre este procedimento e as ações penais derivadas das denominadas operações Saqueador e Calicute e seus desdobramentos”, escreveu.

(Reynaldo Turollo Jr. e Ana Luiza Albuquerque)

 

 

14h10 21.mar

Juiz Marcelo Bretas aceita pedido da PF para que presos fiquem na unidade de triagem até sexta (22)

Em despacho assinado nesta quarta (20), o juiz Marcelo Bretas aceitou pedido da Polícia Federal para que os presos fiquem na unidade de triagem, em Benfica, zona norte do Rio, até sexta-feira (22). Ele também autorizou a retirada e deslocamento dos presos, no mesmo dia, para a realização de oitivas.

Também na quarta, Bretas determinou a interceptação telefônica de números vinculados a Michel Temer, para viabilizar a deflagração da fase ostensiva da operação. (Catia Seabra)

 

 

14h05 21.mar

‘É muito ruim para o país’, diz Mourão sobre prisão de Temer

O presidente interino Hamilton Mourão avaliou nesta quinta-feira (21) que a prisão do ex-presidente Michel Temer, assim como a de Luiz Inácio Lula da Silva, é “muito ruim para o país”.

Para ele, agora é necessário aguardar as investigações da Polícia Federal, que apura se a empreiteira Engevix pagou propina para campanha eleitoral do MDB.

“Eu já falei sobre a mesma situação do presidente Lula. É muito ruim para o país você ter um ex-presidente preso. Agora, seguem as investigações”, disse.
Na opinião do general, a situação não deve atrapalhar a pauta de votações no Congresso Nacional, mas deixa todo mundo, segundo definiu, como “cachorro em canoa”. “Querendo se equilibrar”, definiu.

Mourão assumiu o cargo de maneira interina nesta quinta-feira (21), após viagem de Jair Bolsonaro ao Chile. A expectativa é de que fique no posto até sábado (23), quando o presidente retorna ao Brasil. (Gustavo Uribe)

 

14h00 21.mar

Promotora Fabiana Schneider e agentes federais deixam apartamento de Moreira Franco

A promotora Fabiana Schneider acaba de deixar o apartamento do ex-ministro Moreira Franco, alvo de operação de busca e apreensão.

Três agentes federais também deixaram o prédio, na Praia de São Conrado, carregando uma bolsa. (Catia Seabra)

 

13h42 21.mar

Todos os governadores eleitos no Rio de Janeiro desde 1998 já foram presos

Todos os governadores eleitos no Rio de Janeiro desde 1998 foram presos a certa altura, por diferentes operações: Sérgio Cabral, Luiz Fernando Pezão e o casal Anthony e Rosinha Garotinho (os dois primeiros ainda estão detidos).

Moreira Franco, detido na manhã desta quinta (21) por agentes da PF no meio de uma avenida carioca, governou o estado de 1987 a 1991.

 

13h40 21.mar

Após prisão, senadores querem votar projetos contra abuso de autoridade

A prisão do ex-presidente Michel Temer reacendeu entre senadores a intenção de votar os projetos que tratam de abuso de autoridade e estão parados tanto na Câmara como no Senado.

“Vejo com muita preocupação [a prisão de Temer]. Não vejo nenhuma razão objetiva para a prisão do[ex-]presidente Temer. Posso falar isso porque sempre fui oposição a ele. Mas ele não está fugindo, que eu saiba, tem endereço conhecido. Acho que isso é um processo de abuso de autoridade que está acontecendo com alguma frequência”, disse o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Ele disse que “está na hora” de se votar uma proposta que puna o abuso de autoridade que, segundo ele, “está passando de todos os limites” e traz reflexos.

“O reflexo é esta desmoralização da politica cada vez maior e de uma classe que é fundamental para a democracia”, afirmou.

O senador pelo MDB Marcio Bittar (AC) disse não ver abuso autoridade na prisão de Temer e de alguns de seus ministros, mas defendeu a votação do projeto.

“Tem abuso no Judiciário? Tem abuso no Ministério Público? Se você tiver uma visão cristã, vai dizer que sim, são feitos por homens e mulheres. Então, cabe a aprovação da lei que coíbe abuso de autoridade”, afirmou.

Para o líder da Minoria, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), não houve abuso e a prisão de Temer se justifica.

“É um dia histórico no combate à corrupção no Brasil. É uma demonstração de que ninguém está acima da lei. Os elementos para a prisão do senhor Michel Temer e do senhor Moreira Franco estão colocados há muito tempo”, afirmou. (Daniel Carvalho)

 

13h38 21.mar

PF prende coronel amigo de Temer

A Polícia Federal prendeu o coronel João Baptista Lima Filho e sua mulher, Maria Rita Fratezi.

O coronel é tido pelos investigadores como intermediário de propina do ex-presidente Michel Temer, também preso nesta quinta-feira.

A PF informou há pouco até agora foram seis pessoas presas. Há ainda quatro mandados a serem cumpridos.

Os presos são: Michel Temer, Moreira Franco, Carlos José Zimmermann, Maria Rita Fratezi, Carlos Alberto Costa e coronel Lima.

A PF chegou a informar que o advogado Rodrigo Neves havia sido preso, mas se corrigiu. O mandado contra ele ainda está pendente de ser cumprido. (Camila Mattoso)

 

13h35 21.mar

Imprensa internacional repercute prisão de Michel Temer

Jornais internacionais repercutem a notícia da prisão do ex-presidente Michel Temer e do ex-ministro Moreira Franco, que ocupou diferentes cargos no governo do emedebista.

O Washington Post noticiou a prisão como “breaking news” (notícia urgente): “Ex-presidente do Brasil é preso devido a acusações de corrupção”, diz o título.

Veja a repercussão.

Reprodução
Reprodução do site do jornal americano Washington Post
Reprodução do site do jornal americano Washington Post

 

13h34 21.mar

PF faz operação de busca e apreensão na casa de Moreira Franco, no Rio

Agentes da Polícia Federal fazem uma operação de busca e apreensão na casa do ex-ministro Moreira Franco (MDB), em São Conrado, na zona sul do Rio de Janeiro, acompanhados pela promotora Fabiana Schneider. O apartamento estava desocupado quando a polícia chegou.

Moreira foi preso pela PF às 11h58 desta quinta (21) na saída do Aeroporto do Galeão, na zona norte do Rio, voltando de Brasília. Ele falava ao telefone, a bordo de um Volvo, quando foi abordado no meio de uma avenida, conforme mostrou uma equipe da Record. (Catia Seabra)

 

13h33 21.mar

‘Cão de guarda’ de Temer classifica prisão como ‘exibicionismo do Judiciário’

O ex-ministro da Secretaria de Governo Carlos Marun chamou nesta quinta-feira (21) de “exibicionismo do Poder Judiciário” a prisão do ex-presidente Michel Temer.

Segundo o aliado, que foi apelidado durante o mandato do emedebista como “cão de guarda”, trata-se de uma medida “desnecessária”, “ilegal”, “açodada”, “inconveniente” e “inexplicável”.

“Vejo aí, sinceramente, uma prática de exibicionismo do Poder Judiciário, que nada contribui neste momento para o país”, disse.

No final do ano passado, nos últimos dias de Temer no cargo, Marun foi nomeado para a função de conselheiro de Itaipu Binacional, função mantida pelo presidente Jair Bolsonaro. (Gustavo Uribe)

 

13h28 21.mar

Expectativa de procuradores é que Fachin seja relator de eventual habeas corpus no STF

A expectativa entre membros do Ministério Público Federal é que o relator no STF (Supremo Tribunal Federal) de um eventual pedido de soltura do ex-presidente Michel Temer (MDB) seja o ministro Edson Fachin.

O ministro é relator dos processos decorrentes da Operação Radioatividade, que já apurou, na Justiça Federal do Rio, desvios na Eletronuclear. Já o ministro Gilmar Mendes, no entendimento de procuradores, é relator no Supremo de processos relativos à Operação Calicute, também deflagrada no Rio.

Conforme a Polícia Federal informou, Temer foi preso preventivamente nesta quinta (21) devido a investigações que utilizaram elementos descobertos na Operação Radioatividade. (Reynaldo Turollo Jr.)

 

13h28 21.mar

Procuradoria diz que Engevix foi contratada em troca de propina para Temer

O Ministério Público afirma que as empresas contratadas pela Eletronuclear, a AF Consult do Brasil e a Argeplan (ligada a Michel Temer e ao Coronel Lima), não tinham pessoal ou expertise suficientes para a realização do projeto de engenharia da usina de Angra 3. Por isso, subcontrataram a Engevix, em troca do pagamento de propina em benefício do ex-presidente Michel Temer.

“As investigações demonstraram que os pagamentos feitos à empresa AF Consult do Brasil ensejaram o desvio de R$ 10 milhões e 859 mil reais, tendo em vista que a referida empresa não possuía capacidade técnica, nem pessoal para a prestação dos serviços para os quais foi contratada”, diz nota do órgão. (Ana Luiza Albuquerque)

 

13h25 21.mar

PF faz busca e apreensão na casa de Temer

Agentes da Polícia Federal fazem busca e apreensão na casa do ex-presidente Michel Temer, em São Paulo, na tarde desta quinta (21).

Entraram no local um delegado e agentes da corporação no fim da manhã, segundo vizinhos que estavam no local.

O presidente já havia sido preso quando os agentes que cumprem a busca chegaram.

Às 13h15, ainda não haviam saído do local. Dois carros da PF estão em frente à residencia. (José Marques)

José Marques/Folhapress
Polícia Federal em frente à casa de Temer, no Alto de Pinheiros
Polícia Federal em frente à casa de Temer, no Alto de Pinheiros

13h18 21.mar

Delação que levou Temer à prisão foi rejeitada pela Lava Jato em Curitiba

As informações de que o ex-presidente Michel Temer recebeu R$ 1,1 milhão de propina da Engevix, e foram usadas para prendê-lo nesta quinta (21), faziam parte de uma tentativa de acordo de delação dos executivos da empreiteira feita em 2016. Quem não aceitou as informações foi a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba. Joaquim Antunes, um dos sócios da Engevix, contou nessa proposta que teve de pagar o suborno de R$ 1,1 milhão para ficar com o contrato que a Argeplan havia ganho para fazer parte das obras da usina nuclear Angra 3. A Argeplan pertence a um antigo amigo de Temer, o coronel reformado João Baptista Lima Filho.

Com a recusa de Curitiba, o acordo de delação foi fechado em 2018 com a Polícia Federal e homologado pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal.

O sócio da Engevix diz que fez o repasse da propina à Argeplan por meio de uma subsidiária da Engevix, uma empresa chamada Alúmi, que tinha um contrato de prestação de serviços de mídia com o aeroporto de Brasília. A Alúmi diz ter feito um contrato de R$ 1 milhão com outra empresa do amigo de Temer, a PDA Projeto, por serviços que nunca foram executados. A defesa do coronel Lima diz que ele prestou os serviços pelos quais a Alúmi pagou R$ 1 milhão.

A força-tarefa da Lava Jato nunca explicou por que rejeitou a proposta de delação da Engevix. (Mario Cesar Carvalho)

13h16 21.mar

Prisão de Temer e Moreira Franco aprofunda queda na Bolsa e alta no dólar

A manhã foi tensa para a Bolsa brasileira. O mercado, que já abrira azedo com a proposta de reforma na aposentadoria dos militares apresentada pelo governo, desandou de vez com a prisão do ex-presidente Michel Temer e do ex-ministro Moreira Franco, por volta de 11h.

O Ibovespa, índice das ações mais negociadas, abriu em queda de 0,19%. Entre 11h13 e 11h18, quando foram noticiadas as prisões, passou de 97.372,06 pontos para 96.762,88. Às 12h30 (horário de Brasília), recuava mais de 2%, a 95.956 pontos.

O dólar, que rondava a estabilidade pela manhã, agora cai com força, 1,35%, cotado a R$ 3,818. No exterior, a tendência é de desvalorização da moeda americana.

13h16 21.mar

Gilmar se reúne com Maia após prisão de Temer e Moreira

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, se reuniu com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), nesta quinta-feira (21), mesmo dia em que a Polícia Federal prendeu o ex-presidente Michel Temer e o ex-ministro Moreira Franco.

Moreira Franco é sogro de Maia.

Mendes deixou a residência oficial da presidência da Câmara, em Brasília, no início da tarde desta quinta.

Maia também se reuniu nesta quinta com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. (Ricardo Della Coletta)

13h15 21.mar

PF prende mais um em Brasília

A PF realizou agora a prisão de mais um alvo, Carlos Jorge Zimmermann, no Paraná.

A PF havia informado a prisão de Rodrigo Neves, em Brasília, mas depois corrigiu. Há mandado para prender o advogado, mas ainda não cumprido.

Neves e Zimermmann são alvos de prisão temporária.

No caso de Temer e Moreira, as prisões são preventivas. (Camila Mattoso)

13h13 21.mar

Procuradoria diz que fatos apontam existência de organização criminosa liderada por Temer

O Ministério Público Federal afirmou, em nota, que requereu a prisão preventiva de alguns dos investigados porque todos os fatos somados apontam para a existência de uma organização criminosa em plena operação, envolvida em atos concretos de clara gravidade.

Os envolvidos são suspeitos de terem praticado crimes de corrupção, peculato e lavagem de dinheiro

Segundo o Ministério Público, o grupo criminoso liderado por Michel Temer praticou diversos crimes envolvendo órgãos públicos e empresas estatais. De acordo com o órgão, foi prometido, pago ou desviado para a organização mais de R$ 1 bilhão e 800 milhões de reais.

A investigação, de acordo com o MPF, mostrou que diversas pessoas físicas e jurídicas usadas de maneira interposta na rede de lavagem de ativos de Michel Temer continuam recebendo, movimentando e ocultando valores ilícitos, inclusive no exterior. Segundo o órgão, muitos dos valores prometidos como propina seguem pendentes de pagamento ao longo dos próximos anos.

As apurações, segundo o Ministério Público, também revelaram uma espécie de braço da organização especializado em atos de contrainteligência, com o objetivo de dificultar as investigações. Entre tais atos, estariam o monitoramento das investigações e dos investigadores, a combinação de versões entre os investigados e seus subordinados, e a produção de documentos forjados.

Um dos contratos investigados foi firmado entre a Eletronuclear e as empresas Argeplan (ligada a Michel Temer e ao Coronel Lima), AF Consult Ltd e Engevix, para a execução de um projeto de engenharia da usina nuclear de Angra 3.

O Ministério Público afirma que as empresas contratadas não tinham pessoal ou expertise suficientes para a realização do projeto de engenharia da usina de Angra 3. Por isso, subcontrataram a Engevix, em troca do pagamento de propina de cerca de R$ 1 milhão em benefício do ex-presidente.

“As investigações demonstraram que os pagamentos feitos à empresa AF Consult do Brasil ensejaram o desvio de R$ 10 milhões e 859 mil reais, tendo em vista que a referida empresa não possuía capacidade técnica, nem pessoal para a prestação dos serviços para os quais foi contratada”, diz a nota.

Segundo o Ministério Público Federal, a propina foi paga pela Engevix ao final de 2014, por meio de transferências que totalizaram R$ 1 milhão e 91 mil, da empresa da Alumi Publicidades para a empresa PDA Projeto e Direção Arquitetônica, controlada pelo Coronel Lima. Para justificar as transferências, foram simulados contratos de prestação de serviços. (Ana Luiza Albuquerque)

Evaristo Sá/AFP
O então presidente da República Michel Tmer
O então presidente da República Michel Tmer
13h10 21.mar

O nome dela é Marcela e encontrei ela no Tinder; os memes da prisão de Temer

21 de março é aniversário do presidente Jair Bolsonaro. O assunto movimentava as redes sociais desde a noite de quarta (20), mas acabou sendo completamente ofuscado pela prisão do ex-presidente Michel Temer.

Nesta quinta (21), em poucos minutos, “Temer” se tornou o assunto mais popular no Twitter, com mais de 100 mil postagens.

Veja algumas das melhores reações no blog Hashtag.

Pedro Ladeira/Folhapress
Momento em que, segundo os memes, Temer liga para Gilmar Mendes
Momento em que, segundo os memes, Temer liga para Gilmar Mendes
13h05 21.mar

Parlamentares dizem que prisão azeda clima no Congresso

Reservadamente, parlamentares dizem que a prisão do ex-presidente Michel Temer azeda ainda mais o clima no Congresso em relação à reforma da Previdência e ao Judiciário.

Deputados e senadores afirmam que a criminalização da política torna o ambiente ainda mais difícil para a aprovação da reforma.

Eles também dizem que, com a decisão pela prisão, aumenta a pressão pela instalação da CPI para investigar membros do Judiciário, a CPI da Lava Toga. (Daniel Carvalho)

13h02 21.mar

Veja a lista dos presos pela operação da Lava Jato no Rio

Mandados de prisão preventiva
Michel Temer (MDB), ex-presidente
João Baptista Lima Filho (Coronel Lima), amigo de Temer e dono da Argeplan
Moreira Franco (MDB), ex-ministro de Minas e Energia
Maria Rita Fratezi, mulher do Coronel Lima
Carlos Alberto Costa, sócio do Coronel Lima
Carlos Alberto Costa Filho, filho de Carlos Alberto Costa e diretor da Argeplan
Vanderlei de Natale, dono da empreiteira Construbase
Carlos Alberto Montenegro Gallo, dono da CG Consultoria

Mandados de prisão temporária
Rodrigo Castro Alves Neves, sócio-administrador da EPS, empresa
de engenharia e serviços
Carlos Jorge Zimmermann, procurador e administrador da consultoria AF Consult

Alvos de busca e apreensão
Maristela Temer, filha do ex-presidente
Othon Luiz Pinheiro da Silva, ex-presidente da Eletronuclear
Ana Cristina da Silva Toniolo, filha de Othon
Nara de Deus Vieira, ex-chefe de gabinete de Temer

(Ana Luiza Albuquerque)

12h59 21.mar

‘É uma barbaridade’, disse Temer a jornalista sobre prisão

O ex-presidente Michel Temer (MDB) disse se tratar de “uma barbaridade” o cumprimento do mandado de prisão expedido contra ele pelo juiz federal Marcelo Bretas, da força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira (21).

Credito:Reprodução/TV Globo
O ex-presidente Michel Temer é conduzido por policiais até o carro em frente a sua casa em São Paulo na manhã desta quinta-feira (21)
O ex-presidente Michel Temer é conduzido por policiais até o carro em frente a sua casa em São Paulo na manhã desta quinta-feira (21)
12h50 21.mar

Moreira Franco foi interceptado por agentes da PF em avenida do Rio

O ex-ministro Moreira Franco (MDB-RJ) foi interceptado no meio de uma avenida do Rio de Janeiro. Ele falava ao telefone, a bordo de um Volvo, quando foi detido por agentes da Polícia Federal, conforme mostrou uma equipe da Record.

Com a prisão de Moreira, que é sogro do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o Rio de Janeiro computa a prisão de cinco chefes do Executivo estadual desde a redemocratização.

Todos os governadores eleitos no Rio desde 1998 foram presos a certa altura, por diferentes operações: Luiz Fernando Pezão, Sérgio Cabral (que ainda estão detidos) e o casal Anthony e Rosinha Garotinho (por ações sem relação com a Lava Jato, mas com a Justiça eleitoral). Moreira Franco governou o estado de 1987 a 1991. (Anna Virginia Balloussier)

12h50 21.mar

Oposição questiona momento de prisão de Temer e diz que motivação é política

Líderes da oposição na Câmara questionaram o momento escolhido para a prisão do ex-presidente Michel Temer e do ex-ministro Moreira Franco, ambos do MDB.

“Nós defendemos o tempo todo o ‘fora Temer’, ele apoiou golpe, e eu acho que tem que ser feita justiça, mantido o devido processo legal”, afirmou o líder do PSOL, Ivan Valente (SP).

“Mas a coincidência da crise do governo Bolsonaro, com a briga do ministro Sergio Moro com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a necessidade de esconder o laranjal do PSL, e na nossa opinião a necessidade de levantar a Lava Jato, é estranho que tudo isso tenha acontecido de repente.”

Para o líder do PT, é preciso que o juiz Marcelo Bretas fundamente a prisão do ex-presidente e de Moreira Franco. “Se não houver justificativa, ele vai alimentar especulação de que é uma retaliação”, afirmou Paulo Pimenta (RS). “Eu espero que existam motivos jurídicos, porque se não existir e for mais uma operação com motivos políticos, vai ter consequências”, afirmou ele.

Nesta quarta-feira (20), Rodrigo Maia (DEM-RJ) ironizou o ministro da Justiça, Sergio Moro, que chamou de “funcionário de Bolsonaro”. O presidente da Câmara é genro de Moreira Franco, preso nesta quinta.

Já o líder da oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ), comemorou a prisão. “Por duas vezes, tentamos, na Câmara, que Michel Temer respondesse por seus delitos durante o exercício da Presidência da República, mas ele usou a força de seu cargo para impedir que essas denúncias avançassem. Felizmente, agora ele começa a responder perante a Justiça”, afirmou. (Angela Boldrini)

 

 

12h42 21.mar

PF cumpre 10 mandados de prisão e 26 de busca

Na operação desta quinta-feira (21), que prendeu o ex-presidente Michel Temer (MDB) e o ex-ministro Moreira Franco, a Polícia Federal cumpre oito mandados de prisão preventiva e dois mandados de prisão temporária, além de 26 mandados de busca e apreensão.

A operação foi batizada de Descontaminação e as ações ocorrem no Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e no DF.

Segundo nota da PF, “a investigação decorre de elementos colhidos nas Operações Radioatividade, Pripyat e Irmandade deflagradas pela PF anteriormente e, notadamente, em razão de colaboração premiada firmada pela Polícia Federal”.

Haverá uma entrevista sobre o caso mais tarde, às 16h, no Rio. (Camila Mattoso)

 

 

12h42 21.mar

Minutos antes da prisão, Temer perguntou por que ‘havia tanto jornalista’ na porta de sua casa

Minutos antes de ser preso, o ex-presidente Michel Temer ligou para um assessor de sua confiança e perguntou se ele sabia o motivo de ter “tantos jornalistas na porta da minha casa”.

Leia no Painel

 

 

12h36 21.mar

Nenhuma surpresa. Isso é um fato previsto, diz petista

O senador Paulo Paim (PT-RS) disse que a prisão do ex-presidente Michel Temer não traz nenhum surpresa.

“Isso é um fato previsto por todos aqueles que estão na vida pública. Quando afastam a Dilma [Rousseff, alvo de impeachment em 2016] e quiseram chegar ao poder da forma que chegaram, a gente tem um efeito dominó. A vida é assim. Inúmeras denúncias surgiram. O efeito dominó que atingiu tantos outros, ele, sem foro privilegiado, seria também atingido”, afirmou ao saber da prisão.

Paim disse que o impeachment de Dilma e as prisões dos ex-presidentes Lula e Temer são ruins para a imagem do Brasil e que o episódio desta manhã contribui para a criminalização da política.

“Avança muito esta questão, mas, doa a quem doer, as investigações são feitas. Inocente, inocente. Culpado, culpado”, afirmou. (Daniel Carvalho)

 

 

12h34 21.mar

Chefe da PF antecipou volta dos EUA por causa de prisão de Temer

O diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, antecipou sua volta dos EUA por causa da operação deflagrada nesta quinta-feira (21), que prendeu o ex-presidente Michel Temer e o ex-ministro Moreira Franco.

Valeixo foi para Washington no fim de semana passado, acompanhando a comitiva do presidente Jair Bolsonaro.

O diretor-geral da PF já estava no seu gabinete nesta manhã, quando as prisões foram feitas. Ele foi informado que a operação seria deflagrada e antecipou a volta, prevista para sábado.

O diretor da Dicor (Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado), Igor Romário de Paula, também voltou antes. (Camila Mattoso)

 

 

12h32 21.mar

Entenda todas as suspeitas que pesam contra o ex-presidente Michel Temer

Michel Temer é alvo de diversas investigações envolvendo desvios de recursos públicos, mas, segundo a Folha apurou, a detenção está relacionada à delação de executivo da empreteira Engevix, que envolveria propina para campanha eleitoral do ex-presidente.

Entenda as suspeitas que pesam contra o ex-presidente

 

 

12h30 21.mar

Igor Gielow: Prisão de Temer é melhor notícia para Bolsonaro em tempos

A prisão do ex-presidente Michel Temer, ainda que fosse considerada uma questão de tempo por pessoas próximas da investigação contra o emedebista, caiu como um presente político para seu sucessor, Jair Bolsonaro (PSL). Não só ele: a ação da Lava Jato ocorre em um momento de extrema fragilidade do ex-juiz que simbolizava a operação, o hoje ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública).

Leia a análise completa

 

 

12h26 21.mar

Aliados de Temer temiam prisão e viam o ex-presidente como ‘troféu’ a ser conquistado

A cúpula do MDB vinha manifestando em conversas privadas uma preocupação com a situação jurídica do ex-presidente Michel Temer, por entender que ele seria visto como uma espécie de “troféu” a ser conquistado pela narrativa de combate à corrupção.

Leia no Painel.

 

 

12h24 21.mar

Clóvis Rossi: Não sobra um presidente sem pecado

Dos 8 presidentes que assumiram pós-1985, 2 estão presos e 2 foram afastados.

Leia a coluna completa.

 

 

12h22 21.mar

Temer é o segundo presidente da história do Brasil detido por investigação penal

Michel Temer, 78, é a segunda pessoa a ocupar a cadeira de presidente da República a ser detida após investigação na esfera penal. Luiz Inácio Lula da Silva foi o primeiro, após ser condenado em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro. ​

Na história republicana, só tiveram a cadeia como destino mandatários ou ex-mandatários suspeitos ou acusados de crimes políticos, em meio a crises e golpes.

 

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CORRUPÇÃO

Como o escândalo da Odebrecht no Peru culminou com suicídio de ex-presidente

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Acusado de ter recebido propina da empreiteira Odebrecht, o ex-presidente do Peru Alan García cometeu suicídio durante uma tentativa da polícia de prendê-lo nesta terça-feira (17).

A Justiça peruana havia pedido a prisão preventiva de García por dez dias. A acusação era de que ele teria recebido subornos da empresa durante seu segundo mandato, entre 2006 e 2011 – o que ele negava.

García foi presidente do Peru por duas vezes, entre 1985-1990 e 2006-2011.© Reuters García foi presidente do Peru por duas vezes, entre 1985-1990 e 2006-2011.

O pagamento irregular teria relação com um projeto de metrô em Lima, capital do país. A informação surgiu durante as investigações da Operação Lava Jato e seus desdobramentos em países além do Brasil.

García foi duas vezes presidente do Peru, entre 1985 e 1990 e 2006 e 2011. Também foi senador, deputado e a principal figura do partido Aliança Popular Revolucionária Americana (APRA).

Nasceu em uma família de classe média, ligada ao partido. Aos 17 anos, ingressou na política, se alistando na Federação Aprista Juvenil. Aos 31 anos, foi eleito deputado.

Chegou à Presidência do Peru nas eleições seguintes, com 36 anos. Em seu mandato, o Peru viveu um período de boom econômico, impulsionado por medidas populistas e um elevado gasto público.

Em seguida, porém, vieram anos de hiperinflação e uma profunda crise econômica. Além disso, enfrentou ofensivas do grupo guerrilheiro Sendero Luminoso.

A Lava Jato no Peru

O suicídio de García é mais um capítulo do escândalo da Odebrecht no Peru, investigado pela Equipe Especial Lava Jato no país – em referência à operação brasileira, que deu início às investigações sobre a empreiteira.

A Odebrecht admitiu ter pago US$ 29 milhões de propina no Peru, entre 2005 e 2014, em troca da obtenção de contratos. As suspeitas de corrupção recaem sobre quatro ex-presidentes.

Em fevereiro deste ano, a empreiteira assinou um acordo de colaboração com os promotores da Lava Jato no Peru, no qual se comprometeu a fornecer informações e pagar uma indenização de cerca de US$ 230 milhões.

Além de Peru e Brasil, a empreiteira admitiu à Justiça dos Estados Unidos ter pago propinas em mais dez países, na África e América Latina, no total de US$ 788 milhões. Brasil e Peru são os países onde as investigações mais avançaram.

García negava as acusações de envolvimento no escândalo da Odebrecht© AFP García negava as acusações de envolvimento no escândalo da Odebrecht.

García defendia inocência e tentou pedir asilo político

No final do ano passado, García foi proibido de sair do Peru por 18 meses e pediu asilo ao Uruguai, alegando ser vítima de perseguição política. O peruano chegou a ficar alguns dias na Embaixada do Uruguai, mas acabou tendo sua solicitação negada. Ele também foi presidente entre 1985 e 1990.

García dedicava diversas postagens na sua conta no Twitter para se defender das acusações. Na terça-feira, escreveu: “Como em nenhum documento sou mencionado e nenhum indício ou evidência me envolvem, só resta a ESPECULAÇÃO ou inventar intermediários. Jamais me vendi e está provado”.

Já em novembro, escreveu: “Obsessão. No Congresso discutem me envolver de qualquer forma na Lava Jato. Mas a empresa Odebrecht já disse a quem pagou e quanto pagou. ‘Nunca falamos de nada ilícito com Alan García”.

Suspeitas recaem sobre quatro ex-presidentes do Peru

Na semana passada, o ex-presidente Pedro Pablo Kuczynski também foi preso preventivamente no âmbito das investigações do escândalo da Odebrecht. Em seguida, deixou a prisão e foi hospitalizado com pressão alta.

Conhecido como PPK, fora eleito para um mandato presidencial até 2021, mas renunciou em março de 2018 por conta do escândalo. PPK também é acusado de tentar comprar votos para evitar sua destituição pelo Congresso. Ele nega.

Segundo documentos entregues pela inteligência peruana para a comissão parlamentar que investiga os desdobramentos da Lava Jato no Peru, empresas com elos com PPK teriam recebido dinheiro da Odebrecht e repassado as quantias para a conta do presidente.

As transferências teriam sido feitas entre 2005 e 2016, quando PPK foi ministro da Economia, primeiro-ministro e candidato presidencial, segundo reportagem do El Comercio, de Lima.

Questionado na comissão da Lava Jato no Congresso sobre o caso, PPK negou irregularidades. “O responsável pela (inteligência peruana) deveria ser demitido”, disse.

Além de PPK e Alan García, Ollanta Humala, que governou entre 2011 e 2016, foi preso preventivamente no ano passado e hoje aguarda julgamento em liberdade.

Alejandro Toledo, por sua vez, presidente do Peru entre 2001 e 2016, é considerado foragido pela Justiça, vivendo nos Estados Unidos – há um pedido de extradição em curso. Ambos negam as acusações.

No ano passado, um ex-diretor da Odebrecht Peru, Jorge Barata, teria revelado as contribuições da empresa para os principais partidos políticos peruanos na campanha presidencial de 2011, incluindo as legendas de Keiko Fujimori (filha do ex-presidente Alberto Fujimori), de PPK e de Toledo. Por MSN.

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CORRUPÇÃO

Ex-presidente do Peru, Alan García comete suicídio ao ser preso

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

PUBLICADO

em

Foto:© Guadalupe Pardo Alan García chegou a ser socorrido mas morreu durante cirurgia de emergência em hospital na capital do Peru, Lima – 27/03/2018.

O ex-presidente do Peru, Alan García, morreu aos 69 anos depois de atirar contra a própria cabeça na manhã desta quarta-feira, 17. O político cometeu suicídio depois que policiais chegaram em sua residência para executar o mandado de prisão preventiva expedido pela justiça peruana. Ele era investigado por corrupção envolvendo obras da construtora brasileira Odebrecht.

Segundo o jornal peruano El Comercio, a Divisão de Investigação de Delitos de Alta Complexidade executava uma operação para prender vários políticos ligados à empreiteira. Eles entraram na residência do ex-presidente às 6h25 no horário local (8h25 no horário de Brasília), poucos minutos depois de a Justiça expedir o mandado da prisão preventiva de dez dias. Ao ser avisado da detenção, o político peruano teria pedido alguns minutos para falar com seus advogados. Pouco depois, se escutou um disparo.

García foi transferido para o hospital Casimiro Ulloa, também na capital peruana, onde chegou minutos depois de os agentes entrarem na casa.

Ainda nesta manhã, o diretor do hospital, Enrique Gutiérrez, detalhou que o ex-presidente foi atingido por um disparo de arma de fogo no crânio “com orifício de entrada e saída.” Ele acrescentou que todos os médicos do hospital participavam de uma cirurgia de emergência depois do ex-presidente ter sofrido três paradas cardiorrespiratórias.

Testemunhas entrevistadas por uma emissora do Peru afirmaram que o político chegou ao hospital coberto por uma manta vermelha e que pouco depois seu filho entrou rapidamente no local. 

Delação da Odebrecht

García chefiou o Executivo do Peru de 1985 a 1990 e depois de 2006 a 2011. De acordo com o El Comercio, a Justiça do país determinou sua prisão por dez dias pelo recebimento de dinheiro da Odebrecht na campanha eleitoral em 2006.

A situação legal do ex-presidente se complicou no último domingo 14, quando uma delação premiada da construtora brasileira com a justiça peruana revelou que o ex-secretário da Presidência e seu filho, José Antonio Nava, receberam 4 milhões de dólares da empresa para a concessão do contrato de construção da Linha 1 do Metrô de Lima.

Também nesta quarta, a polícia prendeu Luis Nava, ex-secretário geral da administração de Alan García, e Miguel Atala, ex-presidente da Petroperú, empresa energética estatal.

O político peruano também é acusado de ter retribuído as doações com grandes subsídios públicos para as obras de uma rodovia, a Interoceânica, entre os anos de 2008 e 2010. O projeto era realizado por um consórcio liderado pela empreiteira.

Outro ex-presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, mais conhecido como PPK, também foi preso temporariamente, no último dia 10 de abril, em decorrência de sua relação com a Odebrecht. 

(com EFE), Veja.

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