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Ursos-polares: Degelo aumenta riscos de doenças – 26/10/2024 – Ambiente

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Ana Bottallo

O contato de ursos-polares na região norte da costa do Alasca (EUA) com diferentes vírus e bactérias associados a doenças cresceu em 30 anos, aumentando de 30% a mais de 500% para alguns parasitas, segundo um estudo publicado na última quarta (23) na revista científica PLoS One.

Isso ocorre, segundo os autores, pela perda de habitat natural dos ursos, que se tornam mais vulneráveis ao contato com patógenos existentes na natureza ou transmitidos a partir de outros animais. Um dos vírus observados no estudo, causador da cinomose em cães, pode representar um potencial perigo para a vida selvagem, dizem os pesquisadores.

Além disso, o aquecimento global tem reduzido a área onde os animais normalmente buscam alimentam, no gelo ártico, e aumentado as áreas terrestres árticas, fazendo com que alguns animais tenham contato também com lixo humano —o que, consequentemente, pode elevar o risco de transmissão desses patógenos para os humanos e vice-versa.

Na pesquisa, foram analisadas amostras de sangue de ursos adultos na região do mar de Chukchi, na região noroeste do Alasca. Os cientistas compararam as amostras de sangue dos indivíduos em dois períodos: de 1988 a 1994 (115 amostras de fêmeas já armazenadas no Centro de Ciências do Alasca) e de 2008 a 2017 (coletadas a partir de 232 indivíduos machos e fêmeas).

As amostras foram testadas para avaliar a presença de anticorpos (produzidos após um contato inicial) contra parasitas, vírus e bactérias e seu crescimento no período. Como resultado, 5 de 6 patógenos (Toxoplasma gondii, Neospora caninum, Francisella tularensis, Brucella abortus/suis, e o vírus da cinomose) tiveram aumento significativo no período. O número de ursos com resultado positivo nas amostras chegou a dobrar para alguns microrganismos, como T. gondii, F. tularensis e N. caninum.

Não houve diferença entre os ursos que usavam mais áreas terrestres durante o verão em relação àqueles que preferiam o gelo ártico, mas os pesquisadores notaram que os indivíduos mais velhos —com cinco anos ou mais— tinham proporcionalmente duas vezes mais testes positivos, o que pode ser explicado pelo fato de alguns dos patógenos gerarem uma resposta imune duradoura nos animais.

Para Karyn Rode, pesquisadora de vida selvagem no Centro de Ciências do Alasca e primeira autora do estudo, a intenção da pesquisa veio de uma necessidade de examinar quais os riscos aos ursos-polares, que são os principais predadores nesses ecossistemas, da perda de gelo marinho ártico na região.

“Identificamos que havia uma oportunidade de examinar se a exposição a patógenos pode ter mudado as populações de ursos-polares do mar de Chukchi, durante um período em que houve declínios substanciais no gelo marinho do Ártico e outras mudanças ambientais associadas”, explica.

Como o estudo só analisou a presença de anticorpos no sangue, não foi possível verificar nenhuma condição física associada à infecção, incluindo potenciais riscos aos animais, ou mesmo se o contato com os patógenos levou os ursos a adoecerem. No entanto, Rode reforça que o estudo é mais uma evidência das ameaças à vida dos ursos-polares.

“Os ursos-polares estão vivenciando declínios significativos em seu habitat, sendo locais onde há maior perda de gelo, e aumento no uso da terra durante o verão. Essa mudança altera o seu comportamento alimentar, suas interações ecológicas, potencial conflito com humanos, e exposição a novos patógenos. Assim, os ursos-polares enfrentam uma combinação de potenciais estressores associados à perda de gelo marinho”, diz.

“Nosso estudo defende a necessidade de aumentar a vigilância da exposição a patógenos e doenças em ursos-polares para entender melhor se pode haver impactos na saúde ou sobrevivência”, afirma.

Ela destaca que os resultados indicam “uma alteração na exposição a patógenos em uma espécie que está no topo da cadeia alimentar, e que tais mudanças estavam associadas à dieta, confirmando que a dinâmica de transmissão provavelmente está mudando”.



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Ufac leva graduações a Xapuri, Brasileia e Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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O programa de interiorização da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), da Ufac, realizou a aula inaugural dos cursos de Sistemas de Informação, em Xapuri (AC), de Ciências Biológicas, em Brasileia (AC), na terça-feira, 28, e de Nutrição, em Sena Madureira (AC), na quarta-feira, 29. Os alunos receberam kits estudantis.

Com a oferta desses cursos, a universidade passa a estar em 16 dos 22 municípios acreanos. “A interiorização da Ufac tem ampliado o acesso à educação pública, gratuita e de qualidade em todas as regiões do Acre, contribuindo para formação de profissionais, fortalecimento das economias locais e redução das desigualdades educacionais”, disse a reitora Guida Aquino, que esteve em todas as solenidades.

Em Xapuri e Brasileia, também participaram dos eventos a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; e o diretor de Apoio à Interiorização e de Programas

Especiais, Marcelo Feliciano de Melo. Em Xapuri a solenidade contou com a presença do diretor do CCET, Macilon Araújo Costa Neto; do coordenador de Sistemas de Informação, Claudionor Alencar do Nascimento; e da secretária municipal de Educação, Aucelina da Silva Oliveira.

Em Brasileia, também participaram a coordenadora do campus Fronteira do Alto Acre, Gláucia Dinis da Silva; a coordenadora de Ciências Biológicas, Hellen Sandra Freires da Silva Azêvedo; a coordenadora do polo UAB, Rosimari Ferreira da Silva; e, representando a Seme, Adriana Moura.

Ufac leva graduações a Xapuri, Brasileia e Sena Madureira-1.jpg

Em Sena Madureira, também participaram a coordenadora do curso de Nutrição, Danila Torres de Araújo Frade Nogueira; a representante do CA Josué de Castro, Érica de Paiva; o representante da atlética Devoradora, Abraão Fernande Taveira; o prefeito Gerlen Diniz (PP); e a secretária adjunta de Educação Municipal, Alciléia Maia.

 



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Ufac entrega computadores a unidades e notebooks a indígenas — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a cerimônia de entrega de computadores e notebooks destinados a unidades acadêmicas e administrativas. A iniciativa busca fortalecer a infraestrutura tecnológica da instituição e contribuir para atividades de ensino, pesquisa, extensão e gestão universitária. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 31, na sala de reuniões da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), campus-sede.

Na ocasião, também foram entregues notebooks a estudantes indígenas atendidos pelo programa de acesso e permanência da Ufac. Ao todo, 23 alunos dos campi de Rio Branco e Floresta, em Cruzeiro do Sul, serão contemplados com os equipamentos.

O investimento realizado na aquisição dos computadores e notebooks foi de R$ 2 milhões. A reitora Guida Aquino destacou a importância da entrega para o cumprimento das ações de permanência estudantil previstas pela instituição. “Nós prometemos dar um notebook para cada um. E hoje estamos honrando essa promessa que fizemos.”

A entrega realizada durante a cerimônia teve caráter simbólico, com início pelos estudantes indígenas. Os demais equipamentos serão posteriormente destinados às unidades acadêmicas e administrativas.

Foram contemplados o Centro de Ciências Biológicas e da Natureza, o Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas, o Centro de Filosofia e Ciências Humanas, por meio do curso de Jornalismo, o Centro de Ciências da Saúde e do Desporto, a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, o Colégio de Aplicação, a Biblioteca Central, a Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas e a Prograd.

 



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Laboratório de biotecnologia e inovação é inaugurado na Ufac — Universidade Federal do Acre

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A Ufac inaugurou, nessa quinta-feira, 30, o Laboratório de Biotecnologia, Biodiversidade e Inovação (Labtec.in), localizado no bloco de Nutrição, no campus-sede. A nova estrutura foi criada com foco no fortalecimento de ensino, pesquisa e da pós-graduação, integrando-se também às ações da recém-criada Liga Acadêmica de Biotecnologia e Biodiversidade (Latec.In).

O espaço possui caráter multidisciplinar e foi projetado para impulsionar a inovação tecnológica a partir do ecossistema amazônico. Com o apoio das atividades práticas no laboratório e da atuação da Latec.In, o objetivo é conectar os estudantes de graduação e pós-graduação a projetos científicos em biotecnologia e bioeconomia, transformando a pesquisa acadêmica em soluções aplicadas para a região.

“Parabéns à professora Marta [Adelino] e a toda a equipe. Voa, Labtec.in. Que todos os laboratórios da nossa universidade continuem crescendo”, disse a reitora Guida Aquino. A vice-reitora eleita, Almecina Balbino, lembrou o tempo de dedicação para o projeto sair do papel. “Hoje é dia de agradecer por algo que está gerando frutos depois de quatro anos de trabalho.”

Para a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho, a pós-graduação vai crescer muito se a Ufac continuar seguindo por este caminho: “da união de conhecimento”. Já a coordenadora do Labtec.in, Marta Adelino, expressou sua felicidade pelo momento. “Isso simboliza o fortalecimento da pesquisa. O laboratório é multidisciplinar e é por esse caminho que nossa universidade e a pós-graduação vão crescer.”

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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