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Vazamento do INSS pode gerar pânico – 25/12/2024 – Rômulo Saraiva
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Pelo desejo do INSS, o ideal é que ninguém tomasse conhecimento de suas falhas ou do seu vazamento de dados. É a lógica de que roupa suja não se lava em público. Não adiantou. A ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados) condenou o INSS a cumprir o exercício do dever de comunicar, isto é, publicizar a aposentados e titulares de benefícios previdenciários de todo o país que houve uma falha geral no sistema que possibilitou a fuga de dados em larga escala.
Nos meses de agosto e setembro de 2022, em razão do convênio celebrado entre o INSS e a AGU (Advocacia-Geral da União), deu-se o incidente de segurança que expôs dados pessoais de milhares de pessoas. No período, uma movimentação estranha chamou a atenção. Foram realizados mais de 99 milhões de consultas ao sistema de informação de dados do INSS, quantidade quase três vezes maior que a registrada no mês anterior.
O incidente comprometeu a confidencialidade dos dados pessoais tratados pelo INSS em razão de acesso a volume extraordinário de informações por meio de consultas volumétricas ao sistema.
Dentre os dados afetados pelo incidente, estão a identidade oficial e dados financeiros e de saúde (tais como nome, CPF, NIT, identidade, data de nascimento, sexo, dados bancários e quantidade de dependentes). Com os dados vazados, aumenta a chance de surgirem novos golpes e assédios comerciais.
Apesar da gravidade, o INSS não quis tornar o episódio público. Em sua defesa, argumentou que a comunicação do incidente de segurança seria medida irrazoável e prejudicial ao interesse público. Segundo o instituto, eventual divulgação ampla e indistinta do incidente cibernético contaria apenas com o potencial de “gerar pânico e desconfiança em todo o contingente de segurados e beneficiários vinculados ao INSS”.
Folha Mercado
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Ao escolher colocar a sujeira para debaixo do tapete, o INSS assume uma postura egoísta e nada transparente com os princípios constitucionais que deveria seguir, sobretudo o da publicidade em externar informações, ainda que não alvissareiras.
Não basta deixar a ANPD ciente do problema. Além dela, abster-se de comunicar aos titulares a ocorrência de incidente de segurança que possa acarretar risco ou dano relevante aos titulares vai de encontro à Lei Geral de Proteção de Dados. As pessoas precisam ter ciência e a chance de se precaver sobre novo golpe.
Outra justificativa usada pelo instituto para se recusar a informar o incidente é, que “antes de proteger efetivamente os segurados e beneficiários, ocasionaria um caos nos canais de atendimento”.
Ora, a proteção efetiva a um infortúnio como esse, ao menos se esperava, deveria ser do próprio instituto em evitar o problema, bem como em zelar pela posse e pela privacidade das informações dos brasileiros. Mas, uma vez tendo ocorrido o incidente, as pessoas têm o direito de saber o que aconteceu, mesmo que gere o efeito colateral de congestionar os canais de atendimento.
Como não bastasse, o controlador dos dados acha ruim informar e ser questionado. É de sabença geral que há anos os dados —que deveriam ser limitados ao INSS— vêm sendo vazados a financeiras e estelionatários. Mas, na hora de tornar isso público e oficial, o INSS prefere discrição.
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28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre
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26 de maio de 2026O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.
O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.
“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.
A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.
Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.
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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre
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26 de maio de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.
Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.
O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.
A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.
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