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Veja análises sobre a primeira semana de Trump – 26/01/2025 – Mercado

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Bernhard Warner, Sarah Kessler?, ?Edmund Lee

Durante sua primeira semana no cargo, o Presidente Donald Trump emitiu uma série de ordens executivas, assinando diretrizes abrangentes sobre imigração; diversidade, equidade e inclusão; política energética; comércio; TikTok; e mais. A avalanche de atividades —algumas das quais provavelmente serão contestadas na Justiça— foi avassaladora. Aqui está um resumo.

TARIFAS E A ECONOMIA

Trump há muito ameaçava implementar tarifas no primeiro dia no cargo. Cinco dias e dezenas de ordens executivas depois, há surpreendentemente pouco a mostrar.

A boa notícia: isso agradou os observadores do mercado. O S&P 500 atingiu um novo recorde esta semana, impulsionado por uma série de sólidos resultados corporativos, e uma calma se instalou no mercado de Treasurys, sugerindo que os investidores não veem mais as tarifas de Trump como uma ameaça imediata.

A notícia menos boa: embora o próprio Trump tenha suavizado seu tom sobre tarifas, analistas ainda acham que ele provavelmente as imporá pelo menos à China (economistas do Goldman Sachs esta semana deram 70% de probabilidade). Tarifas podem levar a uma guerra comercial mais ampla que drene o crescimento global e potencialmente acelere a inflação.

O que estamos observando: O que o Fed dirá na próxima semana sobre o crescimento econômico, e as preocupações com a inflação forçarão a manter as taxas de juros inalteradas? Trump ignorará os avisos de qualquer maneira? Afinal, ele vê tarifas como uma fonte de receita, e já alertou Jay Powell, presidente do Fed, sobre as taxas de juros. “Se eu discordar, farei saber”, disse ele a repórteres esta semana. — Bernhard Warner.

DIVERSIDADE, EQUIDADE E INCLUSÃO

Trump deixou claro que seus ataques aos programas de diversidade, equidade e inclusão não se restringirão ao governo federal. No seu segundo dia no cargo, ele instruiu as agências a identificar alvos para “investigações de conformidade civil” relacionadas às suas práticas de DEI.

As empresas já estavam repensando sua abordagem ao DEI. Processos judiciais, influenciadores de mídia social e políticos conservadores levaram empresas como Walmart, Meta e Ford a recuar em seus compromissos de diversidade. A ordem de Trump aumenta a pressão. Na sexta-feira (24), a Target anunciou que interromperia seus programas de DEI.

Em geral, especialistas jurídicos consideram que políticas que oferecem oportunidades ou benefícios a um grupo específico com base em raça ou gênero são vulneráveis.

O que estamos observando: executivos estão ansiosos para descobrir quais agências conduzirão investigações e ações de fiscalização e o que podem fazer para dar exemplo de empresas-alvo, disse Jason Schwartz, co-presidente de trabalho e emprego do escritório de advocacia Gibson Dunn. Mas a maior questão nas salas de reunião é quais empresas serão os primeiros alvos. Schwartz disse que verificar a lista de “empresas woke” no site da America First Legal, um grupo alinhado a Trump, pode ser “um bom ponto de partida para dicas.” —Sarah Kessler

SEMPRE NEGOCIANDO

Se há um princípio organizador que impulsiona a administração Trump, é o próprio homem. Sua lista de ameaças e iniciativas, desde tarifas até investimento corporativo e a fronteira, estão todas interligadas. São alvos para um acordo, e ele é o principal negociador.

Ainda fora do script. No que deveria ser uma aparição promocional do presidente no fórum econômico de Davos, Brian Moynihan do Bank of America fez uma pergunta fácil —mas Trump, participando via satélite, atacou o executivo, acusando-o de desbancar conservadores e outros apoiadores. Moynihan pareceu ignorar o comentário (ou não ouviu), mas o fiasco destacou os perigos de tentar trabalhar com Trump. Um comitê da Câmara agora está investigando o assunto.

Negociação assimétrica. Tarifas são mais do que apenas artifícios para aumentar a receita. Trump as usa como uma ferramenta multifuncional, ligando tarifas à imigração ou à venda do TikTok. Sua ameaça de uma tarifa de 25% sobre o México, por exemplo, visava apertar a fronteira dos EUA contra imigrantes e drogas, não comércio injusto. Trump ameaçou uma taxa de 100% sobre a China se Pequim se recusasse a vender o TikTok para uma empresa americana.

O fator Elon Musk. Tanto Trump quanto o homem mais rico do mundo desejam os holofotes, e eles podem em breve achar o palco mundial pequeno demais para compartilhar. Uma das primeiras fissuras surgiu um dia após Trump tomar posse, quando Musk descartou uma iniciativa de inteligência artificial de US$ 100 bilhões que foi o primeiro grande acordo tecnológico do presidente. Trump disse que não se incomodou com isso, mas sua equipe sim.

O que estamos observando: líderes empresariais têm sido otimistas sobre uma administração Trump que planeja reduzir impostos, afrouxar regulamentações e permitir mais negociações. Mas em que ponto os caprichos de Trump se tornam uma responsabilidade para os negócios e os mercados? —Edmund Lee



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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