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Veja os principais momentos da relação EUA x Cuba – 14/12/2024 – Mundo

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Julia Chaib

As relações diplomáticas entre Cuba e Estados Unidos foram retomadas em 17 de dezembro de 2014, após mais de 50 anos sem vínculos entre os dois países. O histórico da relação entre a nação americana e a ilha comunista é marcado por embargos econômicos, restrições de circulação entre os dois países e também reviravoltas.

O cronograma histórico das tensões começa no fim dos anos 1950, quando o então advogado Fidel Castro, o médico Che Guevara e outros rebeldes derrubaram a ditadura de Fulgêncio Batista. Os EUA responderam com um grande bloqueio econômico e comercial. Veja momentos marcantes a seguir.

1959

Fidel Castro lidera a Revolução Cubana ao lado de Che Guevara, toma o poder da ilha e institui um regime socialista com o apoio da então União Soviética. Os Estados Unidos endossavam a ditadura de Fulgêncio Batista.

1962

Depois de iniciar, em 1960, um processo de sanções a Cuba para isolar a ilha economicamente e diplomaticamente, o então presidente americano John F. Kennedy estabelece um embargo total ao país latino-americano, proibindo exportações e viagens. Naquele ano, ocorre a chamada crise dos mísseis.

1982

O presidente Ronald Reagan inclui Cuba na lista de países que patrocinam o terrorismo devido ao apoio de Havana a guerrilhas na América Latina.

1992

O presidente George H.W. Bush assina a Lei da Democracia Cubana, que endurece as sanções contra Havana. A legislação dificulta transações comerciais e proíbe navios que tenham trocado mercadoria com a ilha nos últimos 180 dias de atracarem nos EUA. O texto abre exceções para exportação de equipamentos e insumos para a saúde e condiciona a normalização das relações a reformas a serem conduzidas por Castro.

2008

Fidel Castro menciona motivos de saúde e passa o poder ao irmão, Raúl, que era o número dois no comando de Cuba. À época, Barack Obama estava em campanha nos EUA e indicava um discurso mais ameno em relação à ilha. Após ser eleito, o democrata diz que as políticas aplicadas à ilha não são mais tão benéficas a Washington.

2009

Obama relaxa restrições de viagens e autoriza cidadãos americanos a viajarem para Cuba por motivos religiosos e intercâmbios educacionais. O presidente também permite que cubanos possam enviar dinheiro ilimitado para a ilha.

2014

Em 17 de dezembro, Barack Obama e Raúl Castro anunciam a retomada das relações diplomáticas. O acordo prevê que os EUA amenizem mais restrições sobre remessas, viagens e relações bancárias. Também inclui as libertações do americano Alan Gross, preso em Cuba desde 2009, e de três membros do grupo Cinco Cubanos, presos na Flórida desde 1981.

2015

Em abril, Obama encontra Raúl Castro na Cúpula das Américas, no Panamá, após mais de 50 anos sem os líderes dos países se reunirem. Em maio, o americano retira Cuba da lista de países que patrocinam o terrorismo. Ambos os governos reabrem suas embaixadas. A remoção elimina o principal obstáculo para a retomada dos laços diplomáticos entre os dois países, depois de 54 anos de rompimento, e abre caminho para a abertura das embaixadas cubana em Washington, e americana em Havana, o que ocorre em julho.

2016

Maio

Obama viaja a Cuba para encontro histórico com Castro em Havana. A reunião ocorre um mês depois de os países autorizarem voos comerciais entre os EUA e a ilha.

Novembro

Fidel Castro morre aos 90 anos.

2017

Em junho do ano em que tomou posse, Donald Trump anuncia que vai retomar restrições de viagens e negócios para cidadãos americanos a Cuba. Também restringe negócios dos EUA com empresas que são administradas por militares cubanos.

Em setembro, Trump retira uma série de funcionários americanos da embaixada dos EUA em Cuba, com o argumento de que eles foram acometidos por uma “doença misteriosa”. Na mesma época, o presidente americano expulsa quinze diplomatas cubanos sob a justificativa de que eles não protegeram os americanos em Havana.

2018

A Assembleia Nacional de Cuba elege Miguel Díaz-Canel Bermúdez como líder de Cuba. Bermúdez era vice-presidente e foi escolhido por Raúl Castro, que decidiu se afastar da Presidência. Castro segue como presidente do Partido Comunista cubano.

2019

O governo Trump expande as restrições a viagens de americanos à ilha. O governo põe fim aos vistos de cinco anos para cubanos, que passam a ter de pedir autorização para cada viagem. Transações financeiras com entidades ligadas às Forças Armadas cubanas foram restringidas.

2021

Janeiro

A nove dias do fim do mandato, o governo de Donald Trump recoloca Cuba na lista americana de países patrocinadores de terrorismo.

Julho

Milhares de cubanos protestam contra a piora econômica da ilha durante a pandemia de Covid-19. O regime de Havana prende centenas de manifestantes e restringe o acesso à internet e às redes sociais.

As prisões afetam o clima com o governo dos EUA. O presidente Joe Biden reage, pedindo que Díaz-Canel respeite os cubanos. O democrata ainda aplica novas sanções a funcionários acusados de violações dos direitos humanos, incluindo membros de alto escalão da polícia nacional.

2022

O governo Biden afrouxa sanções aplicadas por Trump. Como resultado, flexibiliza a obtenção de vistos pelos cubanos nos EUA, restabelece o programa de reunificação familiar e acaba com o limite de envio de dinheiro de cubanos-americanos para parentes na ilha.

2023

O governo Biden deporta cerca de cem cidadãos cubanos em situação irregular nos Estados Unidos. Em 2022, cerca de 221 mil cubanos chegaram aos EUA pela fronteira sul do país, na tentativa de deixar Cuba.

2024

Os Estados Unidos começam a emitir em agosto vistos de trabalho temporário e de programas de intercâmbio para cubanos.



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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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