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Veja outros filmes de diretores escalados na Mostra de SP – 17/10/2024 – Ilustrada

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Beatriz Izumino

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Parte da diversão de um evento do porte da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo —atualmente em sua 48ª edição— é poder montar a sua própria programação, com uma combinação única e esdrúxula de documentário romeno, animação eslovena e um futuro ganhador do Oscar, com um mero intervalinho gasto correndo de uma sala a outra pela avenida Paulista.

Mas há também como se divertir com a Mostra de casa, tanto com a programação online —neste ano, haverá exibições também nas plataformas gratuitas Spcineplay e Sesc Digital— quanto com filmes de diretores que têm outras obras selecionadas para o festival, mas que você pode assistir sem ter que disputar ingresso a tapa. Serve tanto para quem não vai poder participar da festa (ou não conseguiu o ingresso que queria), quanto para quem quer conhecer mais do trabalho de algum cineasta.

Sean Baker

“Tangerine” (2015). Filmicca, 88 min.

“Red Rocket” (2021). Netflix, 130 min.

Com “Anora”, ganhador da Palma de Ouro em Cannes, o diretor americano continua sua sequência de histórias sobre figuras marginalizadas, em particular trabalhadores do sexo. “Tangerine”, filmado com iPhones, segue uma noite na vida de Sin-Dee (Kitana Kiki Rodriguez) pelas ruas de Los Angeles, após ela descobrir que seu namorado/cafetão a traiu durante o mês em que esteve presa.

Já “Red Rocket”, recém-chegado à Netflix, traz o ex-VJ da MTV americana Simon Rex como Mikey Saber, um ator pornô que volta a sua cidade natal no Texas falido, mas nunca derrotado.

Pablo Larraín

“Jackie” (2016). Disponível para aluguel em Amazon, Claro Video, iTunes e YouTube, 100 min.

“Spencer” (2021). Prime Video e Max, 117 min.

O chileno traz ao festival “Maria Callas”, parte de uma espécie de trilogia de biografias de mulheres icônicas do século 20 envoltas em tragédias. A série não oficial começou com “Jackie”, sobre Jackie Kennedy (Natalie Portman) nos instantes e dias que se seguiram ao assassinato de seu marido, o presidente americano John F. Kennedy, e se desdobrou em “Spencer”, que imagina a princesa Diana (Kristen Stewart) ao longo de um fim de semana com a família real britânica nos últimos suspiros de seu casamento com o então príncipe Charles.

Tanto Portman quanto Stewart foram indicadas ao Oscar de Melhor Atriz por suas atuações. Será que Angelina Jolie, estrela de “Maria Callas”, conseguirá completar a trinca?

Fernando Coimbra

“O Lobo Atrás da Porta” (2014). PlutoTV (grátis, com anúncios), 98 min.

Um aviso aos desavisados: o brasileiro Fernando Coimbra gosta de um filme violento. Enquanto “O Lobo Atrás da Porta” é mais tenso e menos explícito (até ser muito explícito), seu novo longa, “Os Enforcados”, é sangrento logo de cara. Espécie de “Macbeth” fluminense, conta a história de um casal, Valério (Irandhir Santos) e Regina (Leandra Leal), herdeiros de um grande bicheiro do Rio de Janeiro que resolvem tentar sair do mundo do crime (mais pelo trabalho e as dívidas, menos pelas questões morais). Já em “O Lobo…”, Leal é Rosa, a amante de Bernardo (Milhem Cortaz) e principal suspeita do desaparecimento da filha dele.

Alex Thompson e Kelly O’Sullivan

“A Pequena Frances”. “Saint Frances” (2020). Looke (assinatura) e Amazon, iTunes e YouTube (aluguel), 106 min.

Um dos filmes mais elogiados do Festival de Sundance deste ano, “Luz Fantasma” é o terceiro longa da parceria deste casal de cineastas. Narra a história de uma família em crise que encontra no teatro uma maneira de se reconectar. Em “A Pequena Frances”, O’Sullivan estrela como Bridget, uma mulher de 30 e poucos anos sem rumo na carreira nem nos relacionamentos. Após fazer um aborto, ela forja uma conexão com a pequena Frances (Ramona Edith Williams) do título, de quem é babá, e com a mãe da garota, Maya (Charin Alvarez). Parece um dramalhão, mas não é, parece um filme de criança fofinha que ensina um adulto a viver, mas não é.

Mati Diop

“Atlantique” (2019). Netflix, 106 min.

O primeiro longa da diretora francesa, vencedor do Grand Prix de Cannes em 2019, dá um toque sobrenatural ao drama dos migrantes que partem de um subúrbio de Dakar, no Senegal, rumo à Europa, deixando para trás esposas, namoradas e filhas. Ela agora retorna ao mundo dos documentários com “Dahomey”, sobre a devolução de uma série de artefatos roubados do Reino de Daomé, hoje Benim, por colonizadores franceses.

O QUE ESTÁ CHEGANDO

As novidades nas principais plataformas de streaming

“Falando a Real”

“Shrinking”. AppleTV+, segunda temporada, 12 episódios. Os dois primeiros já estão no ar, os demais estreiam às quartas

O terapeuta em crise Jimmy (Jason Segel) e seus amigos Gaby (Jessica Williams) e Paul (Harrison Ford) estão de volta, com direito à participação especial de Brett Goldstein (o Roy Kent de “Ted Lasso”), também criador da série.

“The Office”

Prime Video, oito episódios.

Não é um déjà vu, é mais um remake da série inglesa (agora são 13) sobre a vida de escritório. Neste, Felicity Ward é Hannah Howard, a diretora administrativa de uma empresa de embalagens em Sydney que fará de tudo para evitar que sua equipe passe a trabalhar permanentemente de casa.

“Caçador de Morte” (1978)

“The Driver”. Filmicca, 91 min.

Com Ryan O’Neal, Bruce Dern e Isabelle Adjani. Um policial vai até as últimas consequências para convencer a única testemunha de um crime a depor.

“Irmão do Jorel”

Max, quinta temporada, 11 episódios. Outros 12 estreiam em 2025.

Estreia a primeira metade da quinta temporada da animação nacional, com muitos momentos musicais e peripécias pré-adolescentes.

VEJA ANTES QUE SEJA TARDE

Uma dica de filme ou série que sairá em breve das plataformas de streaming

“Uma Manhã Gloriosa” (2010)

“Morning Glory”. Deixa a Netflix na próxima quinta (24). 107 min.

Apenas mais uma semana para ver Harrison Ford impacientemente ensinando Rachel McAdams a fazer uma fritata nesta comédia romântica bem simpática do falecido diretor Roger Michell.



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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna-2.jpg

A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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