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Vela do século: Ben Ainslie lidera a busca da GB pelo troféu esportivo que mais deseja | Copa América

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Andy Bull in Barcelona

Taqui estavam 15 barcos na primeira corrida da Copa de £ 100 do Royal Yacht Squadron em 1851, 14 britânicos e um não. O estranho era uma escuna de 101 pés chamada América, que havia sido construída em Nova York e trazida especialmente para mostrar a habilidade dos construtores navais norte-americanos. Chegou, nas palavras de um escritor, como um gavião entre um bando de pombos florestais. Como todo jovem marinheiro inglês aprende no colo de seu avô, a história conta que quando a América apareceu no final da corrida de 53 milhas (98 km) ao redor da Ilha de Wight, a Rainha Vitória, observando do Royal Yacht, virou-se para um sinaleiro e perguntou quem estava em segundo lugar atrás dele. “Vossa Majestade”, ele deveria ter respondido a ela, “não há segundo”.

A América venceu a primeira corrida por 24 minutos e, quase 200 anos depois, os britânicos ainda não chegaram perto de ganhar o troféu, que logo foi renomeado em homenagem ao vencedor. Eles não tiveram sequer uma chance desde 1964, quando o Sovereign, ignorado por Peter Scott, filho único do explorador antártico Robert Scott, perdeu por 4 a 0 para o iate norte-americano Constellation.

Até agora. Às duas da tarde de sábado, Sir Ben Ainslie finalmente liderará mais um desafio britânico pela Copa. Sua equipe, Ineos Britannia, conquistou o direito de correr contra o defendendo os campeões da Copa AméricaEmirates Team New Zealand, ao derrotar outras quatro equipes concorrentes, da Suíça, Itália, EUA e França, na Challenger Selection Series que terminou na semana passada. Custou a Ainslie e sua equipe dezenas de milhares de horas e centenas de milhões de libras só para chegar até aqui. Agora eles têm, no máximo, 13 corridas para saber se tudo valeu a pena. O primeiro a sete vitórias.

“É um momento de muito orgulho para nós”, disse Ainslie na sexta-feira. “Há 10 anos que lutamos para chegar a esta final, por isso que oportunidade é esta. Vamos dar tudo o que temos.” Ainslie, 47, já ganhou praticamente tudo que existe em seu esporte. Ele é o velejador de maior sucesso na história olímpica e ganhou 11 títulos mundiais, e também a Copa América, como tático do Oracle Team USA em 2013. Mas esta, a chance de se tornar o primeiro capitão a vencer a Copa para a Grã-Bretanha , tornou-se sua baleia branca. Ele passou uma década perseguindo isso. Seu patrocinador, Sir Jim Ratcliffe, investiu bem mais de £ 100 milhões até agora.

“Por que?” Ainslie disse que se virou para olhar o troféu, carinhosamente conhecido como “auld mug”. “Isso fala por si, não é? A Grã-Bretanha é uma nação desportiva muito orgulhosa e tem uma história marítima muito orgulhosa, e esta Taça é a única coisa que falta. É por isso. O fato de a Grã-Bretanha nunca ter vencido a Copa América é o que nos motiva.”

Ainslie descreve isso como a tarefa mais difícil do esporte. A Nova Zelândia, sob o comando de seu capitão Peter Burling, venceu as duas últimas edições da competição e, como atual campeã, tinha o direito de ditar os termos e condições da última competição. Além disso, enquanto Ainslie e sua tripulação passaram as últimas três semanas competindo em uma série de corridas exaustivas contra outros adversários, os neozelandeses observaram e trabalharam em seu barco. Eles tiveram muitas oportunidades de estudar a estratégia de Ainslie e os pontos fortes e fracos da Ineos Britannia na água, mas a Ineos Britannia não tem ideia real de como estará a Emirates New Zealand.

Peter Burling, da equipe neozelandesa (segundo à esquerda), defenderá a Copa contra Ben Ainslie, da Ineos Britannia (segundo à direita), em Barcelona. Fotografia: Enric Fontcuberta/EPA

“Em termos de quem leva vantagem, eu diria com certeza que é o time da Nova Zelândia”, disse Ainslie. “Eles tiveram duas ou três semanas para trabalhar na configuração do seu barco, para obter os dados dos barcos concorrentes. Se há um time aqui que realmente conhece a competição, é o Team NZ, não nós. Então é contra isso que estamos lutando. Mas superamos uma final incrível e estamos prontos para outra. Esse é o jogo.”

O co-diretor de Ainslie, Dylan Fletcher, descreveu o Ineos Britannia como “muito quebrado e exausto” após sua última corrida de qualificação contra a equipe italiana Luna Rossa. Embora na sexta-feira, Fletcher disse que era “exatamente o que precisávamos para nos preparar para os Kiwis”.

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A seleção britânica tem dois ases para jogar. Um está nos bastidores. Todos os dados do barco serão enviados à equipe de análise na fábrica da Mercedes de Fórmula 1 em Brackley, onde os analistas trabalharão em tempo real. Os ajustes que eles fizeram na configuração do barco significam que ele só ficará mais rápido de uma regata para outra.

Os neozelandeses farão a mesma coisa, mas não têm toda a experiência da F1 para aproveitar. A outra carta da Ineos Britannia é o próprio Ainslie, que tem mais experiência em match racing do que Burling. Não que Burling, que é um tipo lacônico, pareça especialmente preocupado com a comparação. Eles disseram coisas semelhantes sobre suas disputas contra outro grande piloto, Jimmy Spithill, em 2017 e 2021, e Burling venceu ambas.

Ainda assim, a expectativa é que estes dois barcos sejam mais equilibrados, apesar dos seus cascos radicalmente diferentes. O que significa que a Copa provavelmente dependerá de qual dos dois capitães conseguirá superar o outro na pré-partida. A America’s Cup está muito longe do tipo de barco em que Ainslie começou. Ele mesmo diz que esses iates AC75, que funcionam quase com tecnologia de botão, levaram o esporte a um ponto em que dependem quase demais da automação e que o elemento humano “não é tão relevante como deveria ser”. Mas ainda diz, especialmente na pré-partida, quando os dois barcos disputam a posição ideal antes da regata. “Em última análise, a largada é o que definirá uma corrida”, diz o co-diretor de Burling, Nathan Outteridge.

E é pelo fim que será lembrado.



Leia Mais: The Guardian

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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