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Vencedores do Prêmio de Comunicação do Governo do Acre serão apresentados nesta quinta

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Cleide Santos

Os vencedores da 2º Prêmio de Comunicação do Governo do Estado do Acre – Jornalista Val Sales serão anunciados nesta quinta-feira, 28, em Rio Branco. A solenidade de premiação será realizada no espaço Afa Jardim, a partir das 19h. A iniciativa do governo do Estado, por meio da Secretaria de Comunicação (Secom), é uma oportunidade de reconhecer e valorizar a produção de trabalhos jornalísticos veiculados em diferentes meios, incluindo plataformas digitais acreanas.

“Estamos cuidando de cada detalhe, preparando tudo com muito carinho, para fazer um lindo evento. Meu muito obrigada a toda a equipe da Secom, assessores, parceiros, envolvidos na organização. Nossa gratidão também ao governador Gladson Cameli, grande incentivador e apoiador dessa ideia, e a todos, convidados e jornalistas que inscreveram seus trabalhos e hoje vão nos brindar com suas presenças. A festa é para vocês”, enfatizou a secretária de Comunicação, Nayara Lessa.

Vencedores da 1ª edição do Prêmio de Comunicação do Governo do Acre. Foto: José Caminha/Secom

Neste ano o concurso conta com 106 trabalhos concorrentes. Com alcance em todo o Acre, o prêmio busca estimular e valorizar a produção jornalística que veicule conteúdos que contribuam para o cumprimento do dever constitucional de dar publicidade aos atos e ações de governo, de relevância para a sociedade acreana, estimulando a comunicação social nas mais diversas áreas, como agricultura, educação, cultura, cidadania, direitos humanos, meio ambiente, segurança pública e turismo, entre outras.

As inscrições foram realizadas no período de 21 a 31 de outubro de 2024, no site https://agencia.ac.gov.br/premiodecomunicacao/.

Ao todo, serão R$ 107 mil em premiações, sendo R$ 15 mil para os primeiros colocados nas modalidades Texto, Áudio, Telejornalismo, Web Vídeo e Foto. Os segundos colocados vão receber premiação no valor de R$ 5 mil. Na categoria Estudante, o prêmio para o primeiro melhor avaliado será de R$ 5 mil e de R$ 2 mil para o segundo colocado.

Categorias

– Texto: matérias publicadas por profissionais em veículos impressos (jornais e revistas) sediados no Acre, bem como em portais, sites de notícias ou mídias digitais;

– Áudio: conteúdos jornalísticos veiculados por profissionais em emissoras de rádio sediadas no Acre ou podcasts produzidos no Acre e publicados em plataformas de streaming ou digitais;

– Telejornalismo: conteúdos jornalísticos veiculados por profissionais em canais de televisão sediados no Acre;

– Web vídeo: vídeos produzidos no Acre e publicados em canais de jornalismo nas plataformas digitais;

– Foto: fotos publicadas por profissionais em matéria de veículos impressos (jornais, revistas ou outros) ou virtuais (blogs, sites, portais).

– Estudante: concedido à melhor reportagem, produzida em texto, áudio ou vídeo, por acadêmico da área jornalística ou áreas afins, publicada em jornal impresso ou portais digitais sediados no Acre, observando-se as peculiaridades técnicas adequadas a cada meio e canal de comunicação.

Homenagem

Em 2024 o prêmio homenageia em vida o jornalista Silvio Martinello. Catarinense de Criciúma e acreano de coração, Silvio Martinello é um ícone do jornalismo e da literatura no Acre, com mais de cinco décadas de dedicação à comunicação. Jornalista e escritor formado pela Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo, Silvio é um cronista das vozes da floresta, levando as histórias do Acre para o mundo.

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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