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Venezuela: Acordo de Barbados não fracassou, diz mediador – 09/11/2024 – Mundo

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Ricardo Della Coletta

O secretário de Estado para o Ministério de Assuntos Exteriores da Noruega, Andreas Kravik, disse à Folha que o processo de negociação sobre as eleições presidenciais na Venezuela intermediado por seu país não fracassou, e que os chamados Acordos de Barbados permitiram uma participação unida por parte da oposição.

“Acredito que alcançamos algum avanço tangível. A Noruega teve um papel no processo no sentido de ajudar as partes. Não negociamos, facilitamos a habilidade das partes de se juntarem e de convergir em certos temas”, disse ele, que esteve em Brasília no final de outubro para uma série de consultas políticas.

“Provavelmente o mais importante foram os Acordos de Barbados, que estabeleceram os critérios para a organização das eleições. Acho que foi importante porque ao menos agora temos uma oposição que participou de forma unificada nas eleições”, completou.

Os Acordos de Barbados foram assinados em outubro de 2023 entre a oposição e o chavismo. A Noruega atuou como mediadora do entendimento.

Os acordos pavimentaram o caminho para as eleições que ocorreram em julho deste ano. No entanto, o regime encabeçado pelo ditador Nicolás Maduro recrudesceu a perseguição contra opositores do regime e bloqueou a principal líder antichavista, María Corina Machado, de participar.

A oposição acabou representada pelo ex-diplomata Edmundo González. O anúncio dos órgãos oficiais de que Maduro foi o vencedor do pleito foi questionado por opositores e por diversos líderes regionais, que acusaram fraude. Atas compiladas pela oposição indicam que González recebeu a maioria dos votos.

“Claro que estamos desapontados com a forma com que o governo [chavista] respondeu ao desfecho das eleições. E dissemos isso várias vezes, de forma inequívoca. Vimos violência, o que é injustificável em qualquer contexto político”, afirmou Kravik.

“Os resultados [detalhados nas atas] não foram publicados. Há fortes razões para acreditar que houve manipulação. Aqueles que monitoram as eleições foram muito claros na sua avaliação de que elas não ocorreram de acordo com os padrões democráticos internacionais —ou até mesmo com os padrões que as partes [dos Acordos de Barbados] negociaram”, prosseguiu ele.

“Mas isso também mostra o paradoxo, porque a única razão pela qual sabemos que a eleição não ocorreu de acordo com os padrões internacionais foi porque os Acordos de Barbados contêm provisões que permitiram a agentes independentes monitorarem as eleições. Isso foi um passo importante.” Sem os acordos, prosseguiu o vice-ministro, provavelmente não haveria uma oposição viável eleitoralmente e monitoramento independente.

Kravik também comentou as ofertas do Brasil para mediar a paz na Guerra da Ucrânia. Ao ser questionado sobre o fórum informal organizado pelo país junto à China para discutir o tema com outras nações às margens da Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, em setembro, o norueguês respondeu que qualquer processo precisa ter como base o fato de que a invasão russa foi uma violação da Carta da ONU.

“Nós dissemos aos nossos parceiros brasileiros que estamos dispostos a nos envolver em todos os processos, baseados em duas condições. Primeiro, que a Ucrânia respeite esse processo. Afinal, ela foi o país invadido. Segundo, que o processo seja baseado no respeito a esses princípios [da Carta da ONU]. Não é possível ter qualquer ambiguidade sobre quem é o culpado, qual país violou as regras. Isso é algo em que estamos muito firmes e que precisa ser nosso ponto de partida”, afirmou.

“Mas, claro, é também muito importante para nós que o Sul Global [termo hoje utilizado para se referir aos que antigamente eram os países em desenvolvimento] seja um parceiro na defesa desses princípios, porque eles vão além da Rússia e da Ucrânia. A Carta da ONU só será respeitada se tiver o respeito não apenas do Norte Global, mas também no Sul Global. Precisamos encontrar uma maneira de falar sobre essas questões além das fronteiras. Portanto, acho que não estamos excluindo nada. Na verdade, tivemos discussões bastante robustas com nossos colegas brasileiros.”



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Alunos da Ufac se apresentam em congresso sobre socioeconomia rural — Universidade Federal do Acre

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Alunos da Ufac se apresentam em congresso sobre socioeconomia rural---todos.jpg

Quatro estudantes de graduação da Ufac representaram a instituição no 64º Congresso da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (Sober, na sigla em inglês), ocorrido na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, de 19 a 23 de julho, com o tema “Políticas para Natureza, Alimentação e Nutrição em Tempos de Incerteza e Mudanças Climáticas”.

Os trabalhos, desenvolvidos no âmbito dos grupos de pesquisa Estudos em Economia, Finanças, Política e Segurança Alimentar e Nutricional (Elos) e Governança Fundiária, Desenvolvimento Econômico e Políticas Públicas (GPD), contaram com a coautoria e orientação dos professores e coordenadores dos grupos, Graziela Gomes Bezerra, Elyson Ferreira de Souza e Gisele Elaine de Araújo Batista Souza.

Cultivo do cacaueiro

O aluno de Sistemas de Informação, Guilherme Félix Cavalcante, apresentou, na quarta-feira, 22, o trabalho “Cacauicultura na Região Norte: Análise do Desempenho Produtivo, Dinâmica Comercial e Sustentabilidade”. O estudo aborda a cacauicultura e oferece uma análise do desempenho produtivo, da dinâmica comercial e dos aspectos de sustentabilidade, fornecendo dados para o desenvolvimento rural, territorial e regional, além de subsidiar práticas mais sustentáveis para a cadeia produtiva do cacau.

“A participação no evento é um marco significativo em minha formação acadêmica”, disse Guilherme. “Dissemina os resultados da minha pesquisa e fomenta o desenvolvimento de habilidades de comunicação, pensamento crítico e construção de uma rede de contatos profissionais.”

Bananicultura no Acre

A aluna de Ciências Econômicas, Maria Eduarda Souza Diniz, apresentou, na quarta-feira, 22, o trabalho “Desenvolvimento Produtivo e Dinâmica da Bananicultura no Acre: Uma Análise da Produção e dos Mercados (1994-2024)”, o qual analisa a evolução da bananicultura no Acre durante três décadas, contribuindo para o entendimento das transformações produtivas e comerciais desse setor, além de fornecer subsídios para o fomento de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural, territorial e regional.

“O congresso proporciona um ambiente de aprendizado e troca de experiências com outros pesquisadores e profissionais da área”, contou Maria Eduarda. “Isso enriquece minha formação e contribui para consolidação da Ufac como um polo de produção científica de excelência.”

Mulheres na gestão

A aluna de Ciências Econômicas, Riely Nilce de Melo Avilar, apresentou, na terça-feira, 21, o trabalho “Mulheres na Gestão de Propriedades Rurais na Amazônia Legal”. A pesquisa trata da atuação feminina no desenvolvimento regional e contribui para o debate sobre agricultura familiar, ruralidades e relações de gênero no meio rural, oferecendo perspectivas para promoção da equidade e do desenvolvimento sustentável na região. Esse estudo teve, ainda, coautoria de Raiza Gabriele Lima dos Santos.

“Apresentar um trabalho num congresso de relevância nacional, como o da Sober, e para uma audiência especializada é fundamental para minha formação profissional e promoção de intercâmbios”, pontuou Riely.

Milho e inflação

O aluno de Ciências Econômicas, Rogério Gonçalves Bezerra Junior, apresentou, na segunda-feira, 20, o trabalho “Análise da Inflação na Cadeia Produtiva do Milho: Evidências a Partir de Dados de Produção”, com o qual investigou como fatores econômicos afetam a produção do milho e o custo de vida, servindo como base para formuladores de políticas públicas e agentes do mercado.

“Além de projetar a pesquisa desenvolvida na Ufac para um público qualificado, tive a oportunidade de uma experiência inestimável de intercâmbio científico”, comentou Rogério. “Também destaco a discussão de ideias, o recebimento de feedback e a mobilização de contatos.”

 



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Ufac lança Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029) — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança seu Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física-interna.jpg

A Ufac lançou seu Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029). A solenidade ocorreu na sexta-feira, 17, no auditório Pedro Martinello, no Centro de Convenções, campus-sede. A iniciativa integra o projeto “Ufac em Ação: Acessibilidade, Inclusão e Segurança” e busca orientar as ações destinadas à construção de uma universidade mais acessível, inclusiva e segura.

A reitora Guida Aquino destacou que a instituição já realizou melhorias de acessibilidade, mas ainda precisa avançar e buscar recursos para executar as ações previstas no plano. “Nós temos que buscar agora investimento para que possamos acolher nossos estudantes; a universidade não existe sem aluno.” Segundo ela, essas iniciativas devem atender também os servidores que necessitam de condições adequadas de acessibilidade.

O coordenador do projeto e prefeito do campus-sede, Artheson Cruz, explicou que o crescimento da infraestrutura física da Ufac ocorreu em diferentes períodos, com edificações construídas de acordo com normas distintas. Essa situação, para ele, resultou na existência de espaços acessíveis que não estão completamente conectados entre si.

“Você entra em um prédio que tem acessibilidade e, quando sai daquele local, já se depara com uma situação de ausência da acessibilidade”, disse e ressaltou que o aumento do número de pessoas com deficiência que ingressam na universidade exige a adequação dos espaços para garantir dignidade, autonomia, permanência e conclusão dos cursos.

O plano estabelece diretrizes para superar progressivamente os desafios de acessibilidade no campus-sede, no campus Floresta e nos núcleos da Ufac no Estado. Para a elaboração do documento, foram realizados levantamento técnico da infraestrutura e escuta qualificada com pessoas surdas, com deficiência visual e autistas.

A representante do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão, Rayfa Almeida, destacou que a efetivação das medidas é fundamental para garantir o acesso e a permanência das pessoas com deficiência na universidade. “Esperamos que seja concretizado realmente, que seja efetivo para as pessoas com deficiência conseguirem finalizar seus cursos.”

 



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Parfor da Ufac em Santa Rosa do Purus lança livro de contos — Universidade Federal do Acre

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Estuantes do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor), da Ufac em Santa Rosa do Purus (AC), no âmbito da disciplina Oficina Pedagógica: Leitura e Escrita na Escola, lançaram o livro “Tecendo Leituras: Contos e Caminhos para o Letramento Literário”. O evento ocorreu no sábado, 18, no município, reunindo professores, gestores, autoridades locais, familiares dos alunos e a representante do Parfor na ocasião, professora Grace Gotelip.

A obra foi organizada pela professora Emilly Ganum Areal e sua reprodução foi viabilizada com o apoio da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), por meio da Diretoria de Apoio à Interiorização e Programas Especiais (Dainpes). Segundo ela e os envolvidos no processo criativo, a iniciativa representa um marco para o Parfor da Ufac por resultar diretamente de uma disciplina do curso de graduação e reunir, pela primeira vez, textos literários de autores de Santa Rosa do Purus.

Além disso, agradeceram à Ufac, por meio da Prograd e da Dainpes, pelo apoio na concretização do projeto, o qual, para eles, deixa um legado no munícipio, incentiva a produção literária regional e reafirma o compromisso da universidade com a interiorização do ensino superior e com o desenvolvimento social através da educação.

 



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