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Venezuela anuncia libertação de 146 manifestantes eleitorais da prisão | Notícias de Nicolás Maduro

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O governo Maduro afirma ter libertado um total de 1.515 pessoas detidas durante a repressão pós-eleitoral.

O procurador-geral venezuelano, Tarek Saab, anunciou a libertação de 146 manifestantes detidos durante protestos antigovernamentais após as eleições presidenciais de 28 de julho.

Anúncio da Saab na segunda traz número de presos divulgado pelo governo para 1.515.

Também acontece poucos dias antes do Presidente Nicolás Maduro deve ser empossado para um polêmico terceiro mandato na sexta-feira.

Maduro estava atrás de seu rival da oposição, Edmundo Gonzalez, na preparação para a votação de 28 de julho. Mas poucas horas após o encerramento das urnas, o seu governo anunciou que tinha vencido a corrida – sem divulgar a habitual repartição das contagens de votos.

Isso gerou protestos, com a oposição publicando boletins de votação que alegavam ser prova de que Gonzalez era o legítimo vencedor.

Maduro tem enfrentado críticas sobre o seu histórico de direitos humanos e, face aos protestos generalizados pós-eleitorais, o seu governo prosseguiu uma estratégia dura repressão contra os manifestantes.

O governo estima que 2.000 pessoas foram detidas e grupos de direitos humanos indicam que 23 manifestantes foram mortos.

Desde então, o mais alto tribunal e o órgão eleitoral da Venezuela mantiveram a vitória eleitoral de Maduro, e Maduro e seus aliados acusaram a oposição de conspirar com governos estrangeiros. hostil à Venezuela.

A oposição, no entanto, afirma que os órgãos governamentais que confirmaram a vitória de Maduro estão repletos de partidários pró-governo.

Os líderes da oposição também afirmam que as contagens distritais que publicaram mostram González derrotando Maduro por dois a um.

Em setembro, um tribunal venezuelano emitiu uma mandado pela prisão de Gonzalez, acusando-o de usurpação de poderes e conspiração.

O líder da oposição fugiu da Venezuela para Espanha pouco depois. Mas o governo venezuelano continuou a pressionar pela sua prisão, emitindo mesmo um Recompensa de US$ 100.000 para obter informações sobre seu paradeiro.

Falando na segunda-feira, o ministro do Interior venezuelano, Diosdado Cabello, reafirmou que Gonzalez será preso se “pôr os pés na Venezuela”.

Gonzalez, porém, prometeu retornar para o início do novo mandato presidencial.

Numa publicação nas redes sociais no domingo, a oposição apelou às forças armadas da Venezuela para reconhecerem Gonzalez como o verdadeiro líder do país.

“No dia 10 de janeiro, pela vontade soberana do povo venezuelano, devo assumir o papel de comandante-em-chefe”, disse Gonzalez.

No início de janeiro, Gonzalez trocou a Espanha pela Argentina e, desde então, tem viajado por vários países, num esforço para pressionar o governo Maduro, com paradas planejadas no Uruguai e no Panamá.

Na segunda-feira, um funcionário anônimo nos Estados Unidos disse à Associated Press que Gonzalez também visitaria a Casa Branca e se reuniria com o presidente cessante, Joe Biden.

Os EUA são um dos vários países que reconhecido Gonzalez como presidente eleito da Venezuela.

Ainda não está claro, no entanto, que influência pode ser exercida para impedir Maduro de iniciar o seu terceiro mandato na sexta-feira, como pretende fazer.

Os EUA já impuseram sanções económicas a Maduro e ao seu governo, que os críticos culpam pelo agravamento da crise económica da Venezuela.

A incerteza económica e a alegada repressão política na Venezuela levaram cerca de 7,7 milhões de venezuelanos – cerca de 20% da população – a abandonar o país nos últimos anos.



Leia Mais: Aljazeera

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose-interna.jpg

A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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