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Venezuela corre risco de aceleração da inflação com depreciação da moeda – 18/11/2024 – Mercado

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Mayela Armas

A desvalorização cambial deverá reverter anos de recuo da inflação na Venezuela, segundo fontes dos setores público e privado, uma vez que as vendas de moeda estrangeira ficam aquém da demanda e o governo socialista mantém silêncio sobre sua estratégia.

Depois de anos de hiperinflação e em meio a amplas sanções dos Estados Unidos, em 2022 o governo do presidente Nicolas Maduro começou a usar políticas ortodoxas, incluindo restrições de crédito, redução dos gastos públicos, uma taxa fixa de dólar-bolívar e vendas de bilhões de dólares em moeda estrangeira pelo banco central para conter os preços ao consumidor.

Maduro, que iniciará seu terceiro mandato em janeiro, após uma eleição controversa que a oposição e observadores internacionais afirmam que ele perdeu, disse que seu governo derrotou uma inflação de mais de 100.000% e que os preços em 2024 são semelhantes aos de 2014.

Mas a política do governo agora mudou.

Depois de mais de nove meses em que a taxa de câmbio foi mantida em 36,5 bolívares por dólar, o governo permitiu em meados de outubro que a moeda flutuasse, dando início a uma desvalorização que fez com que o bolívar caísse para cerca de 45 em relação ao dólar, de acordo com dados do banco central.

Analistas afirmam que a moeda sobrevalorizada tornou as importações mais baratas do que os produtos feitos localmente, afetando o setor privado da Venezuela e ajudando a elevar os preços em 12% em nove meses.

A desvinculação da taxa de câmbio também pressionará os preços para cima no último trimestre de 2024, disseram fontes financeiras e empresariais, com analistas prevendo, em uma pesquisa da LatinFocus, que a taxa terminará o ano em 50 bolívares por dólar.

A inflação anual foi de 25% até setembro. Os números oficiais de outubro ainda não foram divulgados.

“Durante nove meses, a depreciação da moeda foi zero, enquanto a inflação estava subindo, o que expôs problemas no esquema de câmbio”, disse o professor de economia e consultor Daniel Cadenas, que acrescentou que o mercado depende da renda do petróleo. “Para que o sistema funcione, é necessário que haja uma fonte crescente de moedas e isso não é possível.”

O governo havia previsto internamente que a inflação fecharia o ano em 30%, disseram duas fontes com conhecimento da projeção, mas a depreciação poderia aumentar o número e os analistas locais estimaram a inflação entre 35% e 40%.

“Houve um ajuste necessário na taxa de câmbio que terá um impacto sobre a inflação”, disse Asdrubal Oliveros, diretor do think tank local Ecoanalitica. “O governo entendeu que precisa desvalorizar.”

A vice-presidente Delcy Rodriguez disse em um evento com empresários no mês passado que deve haver uma “reflexão” sobre o uso de moeda estrangeira.

“Todos nós devemos nos preocupar com a forma como as moedas são usadas nas importações”, disse ela. “Precisamos cuidar do câmbio porque este é um país bloqueado e não pode haver moeda barata para o xampu.”

Os comentários de Rodriguez são os únicos feitos sobre o assunto pelo governo desde o início da desvalorização. Nem o banco central, nem os ministérios das Comunicações ou das Finanças responderam aos pedidos de comentários.

A demanda do setor privado por moeda estrangeira barata aumentou durante os nove meses em que a taxa foi mantida, mesmo com a redução da quantidade de dólares injetados no mercado pelo banco central, disseram as fontes.

Em julho, o banco estava oferecendo cerca de US$ 800 milhões (R$ 4,5 bilhões), mas em outubro esse número caiu para US$ 400 milhões (R$ 2,2 bilhões), de acordo com cálculos da consultoria local Sintesis Financiera.

O banco central não respondeu a uma pergunta sobre a redução.



Leia Mais: Folha

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Nota da Andifes sobre os cortes no orçamento aprovado pelo Congresso Nacional para as Universidades Federais — Universidade Federal do Acre

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publicado:
23/12/2025 07h31,


última modificação:
23/12/2025 07h32

Confira a nota na integra no link: Nota Andifes



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Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre

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Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre

A Ufac, a Associação Paradesportiva Acreana (APA) e a Secretaria Extraordinária de Esporte e Lazer realizaram, nessa quarta-feira, 17, a entrega dos equipamentos de halterofilismo e musculação no Centro de Referência Paralímpico, localizado no bloco de Educação Física, campus-sede. A iniciativa fortalece as ações voltadas ao esporte paraolímpico e amplia as condições de treinamento e preparação dos atletas atendidos pelo centro, contribuindo para o desenvolvimento esportivo e a inclusão de pessoas com deficiência.

Os equipamentos foram adquiridos por meio de emenda parlamentar do deputado estadual Eduardo Ribeiro (PSD), em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro, com o objetivo de fortalecer a preparação esportiva e garantir melhores condições de treino aos atletas do Centro de Referência Paralímpico da Ufac.

Durante a solenidade, a reitora da Ufac, Guida Aquino, destacou a importância da atuação conjunta entre as instituições. “Sozinho não fazemos nada, mas juntos somos mais fortes. É por isso que esse centro está dando certo.”

A presidente da APA, Rakel Thompson Abud, relembrou a trajetória de construção do projeto. “Estamos dentro da Ufac realizando esse trabalho há muitos anos e hoje vemos esse resultado, que é o Centro de Referência Paralímpico.”

O coordenador do centro e do curso de Educação Física, Jader Bezerra, ressaltou o compromisso das instituições envolvidas. “Este momento é de agradecimento. Tudo o que fizemos é em prol dessa comunidade. Agradeço a todas as instituições envolvidas e reforço que estaremos sempre aqui para receber os atletas com a melhor estrutura possível.”

O atleta paralímpico Mazinho Silva, representando os demais atletas, agradeceu o apoio recebido. “Hoje é um momento de gratidão a todos os envolvidos. Precisamos avançar cada vez mais e somos muito gratos por tudo o que está sendo feito.”

A vice-governadora do Estado do Acre, Mailza Assis da Silva, também destacou o trabalho desenvolvido no centro e o talento dos atletas. “Estou reconhecendo o excelente trabalho de toda a equipe, mas, acima de tudo, o talento de cada um de nossos atletas.”

Já o assessor do deputado estadual Eduardo Ribeiro, Jeferson Barroso, enfatizou a finalidade social da emenda. “O deputado Eduardo fica muito feliz em ver que o recurso está sendo bem gerenciado, garantindo direitos, igualdade e representatividade.”

Também compuseram o dispositivo de honra a pró-reitora de Inovação, Almecina Balbino, e um dos coordenadores do Centro de Referência Paralímpico, Antônio Clodoaldo Melo de Castro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre

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Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre

A Orquestra de Câmara da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 17, uma apresentação musical no auditório do E-Amazônia, no campus-sede. Sob a coordenação e regência do professor Romualdo Medeiros, o concerto integrou a programação cultural da instituição e evidenciou a importância da música instrumental na formação artística, cultural e acadêmica da comunidade universitária.

 

A reitora Guida Aquino ressaltou a relevância da iniciativa. “Fico encantada. A cultura e a arte são fundamentais para a nossa universidade.” Durante o evento, o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes, destacou o papel social da arte. “Sem arte, sem cultura e sem música, a sociedade sofre mais. A arte, a cultura e a música são direitos humanos.” 

Também compôs o dispositivo de honra a professora Lya Januária Vasconcelos.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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