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Venezuela: Opositor de Maduro irá à posse de Trump – 16/01/2025 – Mundo

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Mayara Paixão

Reconhecido pela administração de Joe Biden como sendo o presidente eleito da Venezuela, ainda que esteja no exílio, Edmundo González disse nesta quinta-feira (16) que irá à posse de Donald Trump após um convite do futuro presidente dos Estados Unidos.

É uma sinalização importante. Entre as muitas incógnitas que rondam as medidas que o republicano adotará para a América Latina, uma diz respeito à ditadura da Venezuela: Trump esticará a corda, anunciando mais sanções, ou tentará dialogar com o ditador Nicolás Maduro para conter o enorme fluxo migratório e o tráfico de drogas?

Nesse sentido, além da importante sinalização com o convite para González ir à posse, nesta quarta-feira (15) um discurso do futuro secretário de Estado, Marco Rubio, aquele que chefiará a política externa de Trump, também deve ser levado em conta.

O filho de cubanos disse durante uma audiência no Senado que hoje, “infelizmente, a Venezuela não é governada por um governo, mas pelo narcotráfico”. É uma frase que poderia ser dita também por membros da atual administração democrata, mas as indicações dadas por ele na sequência são ainda mais relevantes nesse contexto.

Rubio criticou a autorização dada pela Casa Branca para que a Crevron voltasse a operar na Venezuela em meados de 2023. O retorno de empresas petrolíferas estrangeiras ao país ajudou a aliviar em partes a bancarrota econômica venezuelana.

“Empresas como a Chevron estão provendo milhões de dólares para os cofres do regime”, disse, indicando que o futuro governo poderia avaliar a retirada da permissão para a gigante energética.

A permissão americana foi parte da negociação feita para o chamado Acordo de Barbados, que viabilizou as últimas eleições na Venezuela, cujos resultados oficiais foram apontados como fraudados. Rubio disse que as eleições em si foram falsas. O processo eleitoral, ainda que com violações, foi realizado no país. O imbróglio, no entanto, deu-se na divulgação dos resultados.

Edmundo González esteve nos EUA no último dia 6, quando se reuniu com Biden a portas fechadas e também esteve com membros do futuro governo Trump, entre eles Mike Waltz, assessor de Segurança Nacional.

Ao menos publicamente, ele e a líder opositora María Corina Machado dão como certa a leitura de que, com Donald Trump, haverá ainda mais pressão contra Caracas. Chamou a atenção uma mensagem de Trump em apoio à dupla no dia 9, pouco após María Corina afirmar ter sido detida e depois liberada pelo regime.

“A ativista venezuelana pela democracia María Corina Machado e o presidente eleito Edmundo González expressaram pacificamente suas vozes e a vontade do povo venezuelano”, escreveu ele.

“A grande comunidade venezuelano-americana nos Estados Unidos apoia esmagadoramente uma Venezuela livre e apoiou-me fortemente”, disse ele, em relação à preferência do voto latino.

Logo após a eleição de Trump, Maduro adotou tom moderado sobre o republicano, transparecendo a importância que os EUA têm para Caracas, ainda que sejam tratados como inimigos número 1.

Na ocasião, disse a um programa de TV que “em seu primeiro governo, o presidente reeleito Donald Trump não fez bem à Venezuela”, mas que “este é um novo começo para a apostarmos em uma relação de ganha-ganha que faça bem aos EUA e à Venezuela”.

Edmundo González, que irá à capital Washington neste final de semana, chegou nesta quinta-feira à Costa Rica após passar pela Guatemala.

Ele deixou temporariamente o exílio que lhe foi concedido pela Espanha, em Madri, para um giro pelas Américas que incluiu Argentina, Uruguai, EUA, Panamá e República Dominicana, além dos dois centro-americanos antes mencionados.

EGU, acrônimo pelo qual é conhecido, prometia que iria à Venezuela no dia 10 de janeiro, data da posse, para ser empossado. Não o fez, e disse que isso se deveu ao fato de o regime ter fechado as fronteiras do país e aumentado a segurança. Maduro foi empossado para mais seis anos no poder, até 2031.



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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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