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Vera Iaconelli na Flip: Mulher deve deixar o homem errar – 10/10/2024 – Ilustrada

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Bárbara Blum

Para Vera Iaconelli, o Brasil tem muito em comum com pacientes no divã. O que ela chama de paixão pela ignorância, por exemplo, é um desses pontos. “É tão claro que o Brasil não quer saber sua história”, diz a colunista da Folha, num debate no espaço do jornal na Flip, “e o paciente no divã também recusa saber mais, descolando seus sintomas”.

A autora de “Manifesto Antimaternalista“, de 2023, e do recém-lançado “Felicidade Ordinária” conversou com outra colunista do jornal, Bianca Santana, sob mediação de Paola Rosa.

O título do novo livro de Iaconelli guiou a conversa, marcada por um público estrelado, como a escritora Natalia Timmerman e Tati Bernardi, também colunista da Folha.

Mas ser feliz não é tão fácil –e tem ares de obrigação sob o neoliberalismo, segundo Iaconelli. Ela prega que descobrir a felicidade ordinária é um antídoto à ideia de que a produtividade –”precisa fazer pão, precisa acordar cedo, precisa fazer ioga”– é a chave para o sucesso.

“O sofrimento é a possibilidade de se sentir vivo, de reconhecer os momentos felizes”, diz ela, citando Freud. Para a escritora, o capitalismo inverte essa lógica.

Santana, que escreveu “Quando me Descobri Negra”, de 2015, e “Arruda e Guiné”, de 2022, diz, ainda, que é difícil celebrar num país em que uma pessoa negra é morta a cada 12 minutos. Mas ela afirma, lembrando das suas aulas com Ecléa Bosi, que não existe nada mais anticapitalista do que uma pessoa satisfeita com a própria vida.

A escritora lembra sua trajetória no feminismo, com a Casa de Lua, um coletivo na zona oeste paulistana, em que havia um combinado de não contratar pessoas para fazer faxina. O trabalho sobrava para as mulheres negras, que passaram a se reunir em círculos de conversa.

Dessa experiência surgiu o “Quando me Descobri Negra”, que, diz, hoje ela já escreveria diferente. Vem da vivência dela, anterior às pesquisas que levaram à escrita de “Continuo Preta”, a biografia de Sueli Carneiro.

A maternidade, era de se esperar, foi tema. Santana, mãe de três filhos, conta da própria experiência com cuidado mais coletivizado, dividido com uma vizinha e com a avó das crianças, mas fala também dos quilombos e das periferias do norte de São Paulo.

Iaconelli pega a deixa e critica os homens. “Eles não sabem se cuidar e isso é caro”, diz. Ela afirma que as mulheres precisam abrir mão do seu lugar de prestígio no cuidado e deixar aflorar o cuidado imperfeito na mão dos homens.



Leia Mais: Folha

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Curso de Música divulga chamada para Jornada Acadêmica — Universidade Federal do Acre

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X JORNADA ACADÊMICA DE MÚSICA DA UFAC

A Música como Realidade no Currículo Escolar: Mudanças de Paradigma e Práticas Integrativas no Desenvolvimento Humano

Período do evento: 09 a 15 de outubro de 2026

Período para submissão: 01 a 30 de setembro de 2026

Chamada de trabalhos



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PPG em Letras promove seminário para discutir internacionalização — Universidade Federal do Acre

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2026.09.18 Seminário PPGLI (2).jpg

O programa de pós-graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI), da Ufac, realizou seminário para compartilhamento de experiências de internacionalização de seu curso de doutorado e apresentação dos relatórios de estágio e relatos de vivência de cinco doutorandas que retornaram de universidades no exterior. O evento ocorreu na sexta-feira, 18, no auditório do Bloco dos Mestrados, campus-sede.

Professores e estudantes discutiram a consolidação da política de internacionalização do PPGLI, visando à busca pela nota de excelência acadêmica junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A avaliação da pós-graduação no país varia em uma escala de 1 a 7, na qual os extratos 6 e 7 representam programas de nível internacional.

As cinco doutorandas realizaram intercâmbios de pesquisa em instituições de referência na Europa e na América Latina, abrangendo universidades de Portugal, da França, do México e do Chile. O coordenador do PPGLI, Gerson Albuquerque, disse que isso consolida a produção bibliográfica e técnica em esfera global, incentivando outros alunos a perseguirem o estágio no exterior.

“Para alcançar a excelência, exige-se maturidade temporal, que completaremos em 2027 com oito anos de formação de doutores e uma inserção internacional consolidada”, acrescentou. “O doutorado sanduíche é fundamental para o amadurecimento intelectual dos pesquisadores e para a celebração de convênios que promovam a mobilidade docente e discente.”

A professora e pesquisadora Raquel Ishii ressaltou que a internacionalização do PPGLI dialoga diretamente com as características territoriais e culturais da Amazônia Sul-Ocidental. “Nosso programa atua fortemente com literatura, oralidade e a pluralidade linguística da região, que abriga 16 povos indígenas. Internacionalizar e nacionalizar a produção acadêmica feita no Acre fortalece a agenda científica nacional sobre a diversidade cultural e linguística amazônica.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Painel do Inova Amazônia aborda empreendedorismo feminino — Universidade Federal do Acre

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Painel Empreendedorismo Feminino, Summit-2026 (2).jpeg

O painel “Empreendedorismo Feminino: Mulheres que Movem a Amazônia” ocorreu no âmbito da programação do  Inova Amazônia Summit-2026, nessa quinta-feira, 17, no auditório Curupira, campus-sede da Ufac. Empreendedoras e pesquisadoras debateram inovação, perspectivas de mercado na Amazônia, superação de barreiras estruturais e liderança feminina na consolidação de negócios sustentáveis.

A discussão foi moderada pela analista Valéria Vidal, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) nacional. Participaram do painel Mareílde Freire (Saboaria Rondônia), Pâmela Pimentel (Amazonzyme), Márcia Werle (Bioassu Bioindústria), Valda Gonçalves (Engenho), Clarice Maia (Antibiose) e Ana Euler (diretora da Embrapa).

O Summit-2026 é promovido pelo Sebrae-AC, com palestras e oficinas em diversos espaços do campus-sede. O evento começou na quinta-feira, 17, e prossegue até sábado, 19.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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