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Vereadora reeleita em SP, Silvia Ferraro mostra preocupação com a segurança da mulher – 18/10/2024 – Ciclocosmo

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Caio Guatelli

Eleita para seu segundo mandato na Câmara Municipal de São Paulo, Silvia Ferraro (PSOL), representante da Bancada Feminista, diz estar preocupada com as condições oferecidas ao público feminino no transporte público e nas calçadas.

“A falta de iluminação nas calçadas provoca medo e afasta muitas mulheres da locomoção a pé”, disse durante a última entrevista da série promovida pelo Ciclocosmo com vereadores eleitos na capital paulista.

Além de Ferraro, participaram Lucas Pavanato (PL), com sua entrevista publicada na terça (15), Renata Falzoni (PSB), publicada na quarta (16), e Ricardo Teixeira (União Brasil), publicada nesta quinta (17).

Todos os participantes ouviram perguntas idênticas.

Leia, a seguir, a entrevista com Silvia Ferraro.

Segundo o Painel Intergovernamental para a Mudança Climática, carros e motos contribuem com 75% das emissões de CO2 do setor de transporte. Qual a solução? A solução está em investir em transporte público de massa de qualidade, com mais metrô, trem e corredores de ônibus. Precisamos também ampliar a malha cicloviária e incentivar o desenvolvimento de tecnologia para diminuir o número de carros e ônibus que emitem gases poluentes.

A lei do Programa Bike SP, que prevê remunerar quem troca o transporte motorizado por bicicleta, existe desde 2016 mas até ainda não foi implementada. A senhora pretende atuar para sua implementação? Eu não sabia que esse programa existia, preciso me informar melhor.

A senhora concorda que a redução dos limites de velocidade é necessária para diminuir as mortes no trânsito de São Paulo? Tem que reduzir os limites de velocidade sim.

A senhora pretende atuar para aumentar e melhorar a malha cicloviária da cidade? O mais importante agora é fiscalizar o motivo do não cumprimento das metas estabelecidas para a atual gestão. Como parlamentares, temos o dever da fiscalização. Fazer as ciclovias é dever do executivo. Dinheiro para isso não falta, a prefeitura tem mais de R$ 111 bi de orçamento. O que falta é vontade política.

Muito se fez pelo asfalto, mas a condição das calçadas continua ruim. A senhora tem a solução para esse problema? Como mulher que se desloca frequentemente a pé, posso dizer que, além dos buracos, a falta de iluminação deixa vulnerável o público feminino. Mesmo em curtas distâncias, como no trajeto que faço da saída do metrô até minha casa, a falta de iluminação nas calçadas provoca medo e afasta muitas mulheres da locomoção a pé. Além disso, precisamos acabar com o assédio às mulheres no transporte público. A questão passa por recuperar a vontade e o prazer de andar pelas rua, que andam inseguras, feias e maltratadas.

Como resolver a precariedade do setor de entrega por aplicativo? De imediato, há a necessidade de criar centros de apoio aos entregadores, espalhados em todos os distritos da cidade. Esses centros teriam chuveiros, banheiros, estrutura de descanso, estrutura para carregamento dos celulares, internet, cozinha… Basta utilizar o espaço de prédios públicos, isso a prefeitura pode fazer.

A senhora é a favor da tarifa zero? Se sim, como amplia-la? Sou a favor, e acho que precisa ser ampliada progressivamente. O primeiro passo é incluir todos os que possuem o CadÚnico, isso é fundamental. Até chegar na universalidade.

A senhora acredita nas mudanças climáticas? Vivemos uma emergência climática. A temperatura da Terra está comprovadamente maior por conta da ação humana, o que pode nos levar a sofrer grandes tragédias.


RAIO-X

Silvia Ferraro, 55

Nascida em Campinas (SP), se mudou para a capital paulista há 10 anos. Atualmente reside no Brás. É formada em história. Se identifica como esquerda, e seu partido, o PSOL, é enquadrado dentro do campo da esquerda pelo GPS partidário da Folha.


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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.

O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.

 



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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

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Foto de capa [internet]

Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.

São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”

A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.

A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.

No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.

 



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