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Veredicto esperado no julgamento de ex-oficial da Stasi acusado de tiroteio em Berlim em 1974 | Alemanha
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Kate Connolly in Berlin
Espera-se um veredicto no julgamento de um ex-oficial da polícia secreta da Alemanha Oriental, acusado do assassinato de um bombeiro polaco numa passagem de fronteira de Berlim, há 50 anos.
Martin Naumann, agora com 80 anos, é acusado de atirar nas costas de Czesław Kukuczka, à queima-roupa, em 29 de março de 1974, enquanto Kukuczka caminhava em direção ao último de uma série de postos de controle em uma área de trânsito na cidade dividida, tendo sido informado de que tinha acesso livre. passe para escapar para Berlim Ocidental.
A verdade em torno da morte de Kukuczka nunca foi revelada à sua família. Em vez disso, seus restos mortais cremados foram enviados em uma urna para sua esposa, Emilia, semanas depois, após o que ele foi enterrado em uma cerimônia privada por sua família no sul do país. Polônia.
Foram necessárias as obstinadas capacidades de investigação de um historiador imerso na história do Ministério da Segurança do Estado (MfS), ou da Stasi – que era o serviço de inteligência e a polícia secreta da RDA comunista – para descobrir os detalhes do caso anos mais tarde.
Stefan Appelius encontrou documentos sobre o tiroteio e as subsequentes tentativas de encobri-lo nos arquivos da antiga Stasi e localizou a família de Kukuczka na Polónia. Alertaram para o caso o poder judicial polaco, que emitiu um mandado de detenção europeu para Naumann em 2021, o que pressionou as autoridades de investigação alemãs para reabrir o caso após décadas de inacção. Naumann foi acusado de homicídio em outubro do ano passado.
Os detalhes que ligam especificamente Naumann ao assassinato só surgiram em 2016, depois de documentos destruídos por agentes da Stasi nos últimos dias do regime, a fim de encobrir as suas atividades, terem sido reunidos por um máquina de quebra-cabeças digital fabricado especialmente para esse fim.
Naumann, de Leipzig, que negou repetidamente as acusações contra ele, é um dos primeiros ex-funcionários da Alemanha Oriental a ser acusado de homicídio em vez de homicídio culposo. Os promotores exigiram uma pena de prisão de 12 anos para ele, destacando a característica “particularmente traiçoeira” do assassinato, ou seja, que Kukuczka foi baleado por acreditar ter conseguido a liberdade.
O tribunal ouviu como Kukuczka, um pai de três filhos, de 38 anos, da aldeia montanhosa de Kamienica, perto de Cracóvia, no sul da Polónia, entrou na embaixada polaca em Berlim Oriental, exigindo permissão para lhe permitir ir para o Ocidente. Alemanha. Ele ameaçou detonar um explosivo falso, que alegou que teria explodido a embaixada e outros edifícios, caso fosse recusado.
Uma pesquisa dos historiadores Filip Gańczak e Hans-Hermann Hertle descobriu que o pessoal da embaixada entrou em contato com a Stasi, contando-lhes sobre a ameaça de Kukuczka. Num aparente conluio com a embaixada, funcionários da Stasi foram ao encontro do polaco, entregaram-lhe um visto de saída e cinco marcos alemães ocidentais e levaram-no ao posto fronteiriço próximo de Friedrichstraße. Embora Kukuczka tivesse a impressão de que em breve seria um homem livre, os oficiais da Stasi receberam ordens para que ele fosse “tornado inofensivo”, usando um eufemismo normalmente usado para o assassinato de opositores políticos.
Naumann, escondido atrás de uma tela estrategicamente colocada na estação, supostamente atirou nas costas de Kukuczka a uma distância de cerca de 2 metros depois de ele ter cruzado dois dos três pontos de controle.
De acordo com o relatório da Stasi sobre o incidente, “forças operacionais” conseguiram, por volta das 15 horas, “tornar (Kukuczka) inofensivo sem atrair qualquer atenção especial de outros viajantes que partiam”.
Naumann foi descrito por um advogado da filha de Kukuczka, que tinha 18 anos na época da morte de seu pai, como “o último elo de uma cadeia de comando” que levou ao assassinato, mas no final foi ele quem executou a ordem, foi reivindicado.
A advogada de Naumann, Andrea Liebscher, insistiu que seu cliente é inocente e que não há provas de que ele tenha cometido o tiroteio ou que o assassinato possa ser considerado homicídio em vez de homicídio culposo, cujo prazo de prescrição já teria expirado. Ela disse que, tendo feito uma ameaça de bomba, Kukuczka não era uma parte inocente e “deveria ter esperado que as autoridades interviessem com armas”.
Naumann normalmente comparecia ao tribunal usando um boné de veludo preto e tênis, e segurando um arquivo de escritório para cobrir o rosto. Ele foi descrito como tendo vivido uma vida tranquila de aposentadoria durante décadas no subúrbio de Leipzig, até que seu passado o alcançou em 2016. Ele falou apenas uma vez para confirmar sua identidade.
Entre os que prestaram depoimento estavam três aposentados que na época eram adolescentes em uma viagem escolar à Berlim Oriental comunista vindos da Alemanha Ocidental. Petra L, 65 anos, professora reformada de Hessen, recorda ter passado um “dia típico” em Berlim Oriental antes de regressar com os seus colegas através dos controlos de fronteira no túnel subterrâneo fortemente vigiado da estação Friedrichstraße. Um homem de óculos escuros chamou sua atenção, disse ela. “Foi estranho, porque estávamos no subsolo.” Ela contou ao tribunal como o homem puxou uma pistola e atirou em um homem que passou por ele com uma pasta, e lembrou como as pessoas ao seu redor “colocaram as mãos na boca em estado de choque”.
“De repente, portas se abriram onde não havia antes, e pessoas uniformizadas surgiram e fecharam a passagem”, disse ela.
À margem do julgamento, Gańczak disse que, embora as autoridades da Polónia comunista e os seus homólogos da Alemanha Oriental (RDA) tenham tentado encobrir o assassinato, discordaram sobre como apresentá-lo. “Embora o lado polaco quisesse que parecesse que Kukuczka tinha tirado a própria vida, a RDA não estava de acordo… De acordo com uma versão resumida dos acontecimentos que prepararam, houve um incidente na passagem da fronteira, que resultou na morte de Kukuczka. morto. A família não foi autorizada a fazer mais perguntas.”
Numa versão, dizia-se que Kukuczka estava armado, mas não há provas que sustentem isso. O explosivo que ele alegou carregar era inexistente.
Kukuczka foi levado ao hospital penitenciário da Stasi em Berlim-Hohenschönhausen, onde foi declarado morto após ter sangrado até a morte, de acordo com uma autópsia.
Num reflexo da sua importância histórica, o julgamento está a ser registado, à semelhança de alguns julgamentos relacionados com o Holocausto nos últimos anos.
A família de Kukuckza, incluindo sua irmã e sua filha, hoje com 68 anos, não sabe até hoje o que seu pai havia planejado. De acordo com anedotas, ele ansiava por uma vida na Flórida.
Estima-se que 140 pessoas ou mais foram mortas tentando atravessar o Muro de Berlimque dividiu a cidade entre 1961 e 1989. Os poucos funcionários e guardas de fronteira da Alemanha Oriental que até agora enfrentaram processos pelas mortes foram, em sua maioria, acusados de homicídio culposo.
Funcionários de alto escalão muitas vezes escaparam da justiça. Tentativas de tentar Erich Mielkechefe da Stasi de 1957 a 1989, fracassou repetidamente até que, em 1993, foi condenado a seis anos de prisão pelo assassinato de dois policiais em 1931, quando era um jovem combatente comunista.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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