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Verificação de fatos: Gavin Newsom cortou US$ 100 milhões em financiamento para prevenção de incêndios? | Notícias de política

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Como os incêndios florestais na Califórnia causaram pelo menos duas dúzias de mortes e bilhões de dólares em danosalguns usuários de redes sociais acusaram o governador Gavin Newsom de cortar dinheiro para evitar incêndios.

Muitas postagens, inclusive da Fox News, afirmaram que Newsom cortou cerca de US$ 100 milhões em prevenção de incêndios do orçamento do estado meses antes dos incêndios em Los Angeles.

Algumas das postagens basearam-se em um artigo da Newsweek de 10 de janeiro que informava que Newsom assinou um orçamento em junho que cortou o financiamento para incêndios florestais e resiliência florestal em US$ 101 milhões. Os republicanos da Assembleia da Califórnia fizeram declarações semelhantes sobre cortes na prevenção de incêndios, citando informações do orçamento do estado. Presidente eleito Donald Trump postou um artigo de Breitbart que repetia a reivindicação de US$ 100 milhões, citando a Newsweek.

Newsom disse que era uma “mentira ridícula” ter cortado US$ 100 milhões, uma réplica que incluiu em seu novo site, California Fire Facts. Mas o site não dissecou os US$ 100 milhões; concentrou-se no panorama geral do orçamento durante sua gestão, afirmando que o orçamento havia aumentado para o Departamento de Silvicultura e Proteção contra Incêndios da Califórnia, Cal Fire.

Newsom está certo ao dizer que o orçamento aumentou. Mas não é mentira que o dinheiro (na verdade, mais de 100 milhões de dólares) tenha sido cortado.

Fatos sobre o orçamento do corpo de bombeiros estadual

Em 2021 e 2022, a Califórnia teve um superávit orçamentário. O estado dedicou 16,3 mil milhões de dólares adicionais para abordar questões que vão desde secas e agricultura sustentável até incêndios florestais e calor extremo, disse Gokce Sencan, investigador associado do Instituto de Políticas Públicas da Califórnia, um grupo de reflexão apartidário.

Como parte disso, o estado destinou 2,8 mil milhões de dólares para incêndios florestais e para a melhoria da saúde das florestas. No entanto, após os défices orçamentais de 2023 e 2024, o estado reduziu esse montante em 191 milhões de dólares (47 milhões de dólares em 2023, 144 milhões de dólares em 2024). O défice orçamental foi de dezenas de milhares de milhões de dólares.

Fogo Calque supervisiona cerca de 12,5 milhões de hectares (31 milhões de acres), responde a perigos e desastres, incluindo incêndios. O departamento tem um orçamento de cerca de US$ 4,2 bilhões para 2024-2025. A maior parte de seu dinheiro vem de fundos estaduais, mas também inclui reembolsos de departamentos locais e do governo federal.

A matéria da Newsweek citou uma análise do Gabinete do Analista Legislativo do estado, um escritório apartidário que trabalha para a Assembleia estadual, que disse mostrar o corte de US$ 101 milhões. Esse escritório disse ao PolitiFact que a Newsweek citou um relatório que resumia o orçamento proposto pelo governador para 2024-2025.

A proposta incluía 101 milhões de dólares em reduções no financiamento da resiliência contra incêndios florestais e florestais. Isso representou um corte no acordo orçamentário dos anos excedentários anteriores, que previa que o financiamento único para incêndios florestais fosse distribuído por um período de quatro anos, de 2020 a 2024, disse Rachel Ehlers, que trabalha no Gabinete do Analista Legislativo.

O plano de gastos do orçamento aprovado reduziu o financiamento plurianual único relacionado aos incêndios florestais planejado em US$ 144 milhões.

“Para sublinhar: estas foram reduções em aumentos únicos, não reduções nos programas básicos e financiamento contínuos da Cal Fire”, disse Ehlers.

Dos 144 milhões de dólares em reduções, a maior – 46 milhões de dólares – foi para um piloto focado na criação de hidrogénio a partir de biomassa através do Departamento de Conservação. O objectivo do projecto de gestão florestal era abordar a saúde florestal e o risco de incêndios florestais na Serra Nevada.

Esse piloto nunca decolou, disse Ehlers. O orçamento também reduziu 35 milhões de dólares para projetos de resiliência a incêndios florestais em terras estatais e 28 milhões de dólares para projetos realizados por unidades de conservação estatais.

Muitos dos cortes no programa foram pequenos, em termos percentuais. Por exemplo, o programa de saúde florestal diminuiu de 555 milhões de dólares para 552 milhões de dólares, uma redução de cerca de meio por cento. O número de equipes de bombeiros e manuais, que usam ferramentas manuais para suprimir incêndios, caiu de US$ 134 milhões para US$ 129 milhões, uma redução de quase 4%. Os subsídios para prevenção de incêndios permaneceram os mesmos em US$ 475 milhões, assim como os projetos de prevenção de incêndios em US$ 90 milhões.

Jim Stanley, porta-voz do Partido Republicano da assembleia estadual, também apontou para os números que mostram o corte proposto de US$ 100 milhões e o corte real de US$ 144 milhões. Perguntamos a Stanley se os republicanos se opuseram aos cortes na altura. Ele citou o líder republicano da Assembleia, James Gallagher, dizendo em junho de 2024 que o orçamento não conseguiu financiar adequadamente a segurança pública.

Em 2021, Cap Radio (ex-parceiro do PolitiFact) relatou que Newsom “deturpou suas realizações e até desinvestiu na prevenção de incêndios florestais. A investigação descobriu que Newsom exagerou, em 690 por cento (um aumento de quase oito vezes), o número de hectares tratados com quebras de combustível e queimadas prescritas nos mesmos projetos florestais que ele disse que precisavam ser priorizados para proteger as comunidades mais vulneráveis ​​do estado.”

O orçamento e os gastos de Cal Fire cresceram

Orçamento básico total de proteção contra incêndios florestais da Cal Fire quase triplicou nos últimos 10 anos (de 1,1 mil milhões de dólares em 2014-2015 para 3 mil milhões de dólares em 2023-2024), de acordo com uma análise de Março do Gabinete do Analista Legislativo antes da aprovação do orçamento para 2024-2025.

O orçamento global da Cal Fire também aumentou, com o seu orçamento combinado para protecção contra incêndios, supressão de incêndios de emergência, gestão de recursos e prevenção de incêndios mais do que duplicando nos últimos 10 anos, passando de 1,7 mil milhões de dólares em 2014-2015 para 3,7 mil milhões de dólares em 2023-2024. O escritório de Newsom nos enviou informações semelhantes mostrando aumentos orçamentários.

O número de funcionários que trabalham na prevenção de incêndios cresceu de forma semelhante durante essa década, passando de 5.756 para 10.275.

Outra forma de olhar para o Cal Fire é através das despesas e não do montante orçamentado, porque não é incomum que o estado recorra a outros fundos para gastar mais do que o orçamentado para combater incêndios.

O escritório do Analista Legislativo da Califórnia estimou que as despesas totais do Cal Fire aumentaram durante o mandato de Newsom de US$ 2,74 bilhões em 2019-2020 para US$ 4,59 bilhões (não ajustados pela inflação ou incluindo custos adicionais incorridos pelos atuais incêndios florestais de Los Angeles) em 2024-2025.

Em Novembro, os eleitores da Califórnia aprovaram a Proposição 4, um título climático de 10 mil milhões de dólares que afecta 1,5 mil milhões de dólares à saúde florestal e aos incêndios florestais.

A pesquisadora do PolitiFact, Caryn Baird, e o correspondente-chefe, Louis Jacobson, contribuíram para este relatório.



Leia Mais: Aljazeera

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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