POLÍTICA
Vice-líder do governo no Senado, Kajuru se diz ‘tr…
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10 meses atrásem
Nicholas Shores
Vice-líder do governo no Senado, Jorge Kajuru (PSB-GO) ameaça romper com Lula. Apesar do posto que ocupa, ele diz que não é recebido pelo petista e tem dificuldades até de falar com ministros.
Para piorar, o principal adversário de Kajuru, Vanderlan Cardoso (PSD-GO), recebe, segundo ele, mais verbas do governo e até indicou o chefe da Codevasf em Goiás, Abelardo Vaz Filho.
“Ou Lula resolve a situação — que eu não aceito ser inferior a inimigo meu e dele — ou acaba tudo”, declara o senador do PSB. “Me sinto traído.”
Segundo Kajuru, petistas tentam minar sua relação com Lula dizendo que ele defende o ex-presidente Jair Bolsonaro diante do julgamento no STF sobre uma tentativa de golpe e faz “elogios rasgados” ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil).
“Fiz (defesa de Bolsonaro) quando perguntaram para mim se eu comemorei quando ele se tornou réu. Não comemorei, porque ele nunca me fez mal e sempre me tratou bem. Me atendia na primeira chamada de celular. O Lula nem atende. Tenho que ligar para o ajudante de ordens”, diz.
Já Caiado, acrescenta, nunca reclamou dos seus elogios ao presidente.
Desde 1989
Kajuru conta 35 anos de amizade com Lula, iniciados quando ele subiu em um palanque da campanha presidencial do petista em 1989 e acabou demitido da emissora para a qual trabalhava à época.
Questionado pelo Radar sobre quem são os ministros que não atenderiam suas ligações e nem sequer responderiam suas mensagens, Kajuru cita Rui Costa (Casa Civil), Renan Filho (Transportes) e Margareth Menezes (Cultura).
“Lá no plenário, vários senadores vêm falar comigo que é melhor ser inimigo do Lula que aliado dele nesse atual governo. Ao contrário do Lula que recebia senadores, deputados, empresários, jornalistas toda semana na casa dele, no Palácio do Planalto, todo sábado um almoço… Era outro Lula”, afirma Kajuru, lembrando-se dos dois mandatos presidenciais de 2003 a 2010.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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10 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.


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