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Vice-presidente queniano acusado pelo Senado enquanto estava hospitalizado | Quênia

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Carlos Mureithi in Nairobi

O Senado do Quénia impeachment o vice-presidente, Rigathi Gachagua, enquanto ele estava no hospital num dia de grande drama político em Nairobi.

Os senadores confirmaram cinco das 11 acusações contra Gachagua numa votação na noite de quinta-feira, tornando-o o primeiro vice-presidente do país a ser destituído do cargo através de impeachment.

“O Senado resolveu destituir do cargo, por impeachment, Sua Excelência Rigathi Gachagua. Assim, Sua Excelência Rigathi Gachagua… deixa de exercer o cargo”, disse o presidente do Senado, Amason Kingi, após os legisladores terem votado.

A assembleia nacional, a câmara baixa do parlamento, votou esmagadoramente na semana passada a favor de uma moção de impeachment apresentada por Mwengi Mutuse.

Apesar das tentativas do vice-presidente de suspender o processo na Justiça, a moção foi encaminhada ao Senado esta semana. Na quarta-feira, Gachagua negou todas as 11 acusações contra ele, que incluíam corrupção, inflamação de tensões étnicas e enfraquecimento da autoridade do presidente e do gabinete.

Momentos antes de ele comparecer ao parlamento para interrogatório de advogados na tarde de quinta-feira, sua equipe jurídica disse que não conseguiu encontrá-lo. Minutos depois, o seu advogado Paul Muite disse que o vice-presidente estava hospitalizado com “fortes dores no peito” e necessitava de “descanso completo”.

Muite pediu ao Senado que suspenda temporariamente os procedimentos até terça-feira. “A triste realidade é que o vice-presidente da República do Quénia ficou doente, muito doente, e… está no hospital”, disse Muite, deixando o Senado confuso.

Kingi apresentou uma moção para transferir a audiência para sábado, mas os senadores votaram contra. Ele suspendeu as audiências por cerca de duas horas para que a equipe jurídica de Gachagua obtivesse detalhes sobre seu estado de saúde e ordenou que o impeachment continuasse porque estava dentro do prazo, dizendo que esperava que o vice-presidente tomasse o banco das testemunhas após o intervalo.

Do lado de fora do hospital Karen, a cerca de 11 quilômetros do parlamento, o Dr. Dan Gikonyo disse aos jornalistas que o vice-presidente foi levado para lá com dores no peito, mas estava estável e permaneceria sob observação por 48 a 72 horas. “O estresse pode causar problemas cardíacos e o DP está definitivamente sob muito estresse”, disse ele.

De volta às câmaras do Senado, os procedimentos foram retomados, com argumentos dos legisladores sobre a moção de impeachment culminando na votação sem precedentes perto da meia-noite.

O impeachment de Gachagua ampliará o fosso em seu relacionamento com o presidente William Ruto. Os aliados de Ruto acusaram frequentemente o Gachagua de deslealdade e de minar a autoridade do presidente com declarações públicas controversas.

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Em junho, pouco depois de Ruto ter dado uma conferência de imprensa para anunciar o desmantelamento de uma lei fiscal que causou protestos violentos, o vice-presidente realizou a sua própria conferência de imprensa e culpou Noordin Haji, o diretor-geral do Serviço Nacional de Inteligência, por alegadas falhas de inteligência que levaram à agitação.

Na assembleia nacional da semana passada, Gachagua disse acreditar que o processo de impeachment tinha a aprovação do presidente.

O Quénia passou por um período tumultuado, incluindo os protestos de Junho, que duraram quase dois meses e levou a dezenas de mortes e desaparecimentos.

Na manhã de sexta-feira, Ruto nomeou o ministro do Interior Kithure Kindiki para substituir Gachagua. Kindiki foi um dos principais candidatos a companheiro de chapa de Ruto em 2022. Mas um tribunal suspendeu o processo até 24 de outubro, depois que a equipe jurídica de Gachagua apresentou uma petição alegando que sua destituição foi injusta.



Leia Mais: The Guardian

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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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