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Vídeo: Deputado interrompe Trump e é expulso do Congresso – 05/03/2025 – Mundo

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Vídeo: Deputado interrompe Trump e é expulso do Congresso - 05/03/2025 - Mundo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mal havia chegado a dois minutos de seu discurso para ao Congresso, na noite de terça-feira (4), quando o deputado Al Green, democrata do Texas, levantou-se para protestar, interrompendo a sessão em uma manifestação que acabou fazendo com que ele fosse expulso do plenário da Câmara.

Enquanto Trump elogiava suas próprias ações durante suas primeiras semanas no cargo e se gabava do seu sucesso eleitoral em novembro, Green, 77, levantou-se de seu assento, balançou sua bengala e começou a gritar.

“Você não tem mandato para cortar o Medicaid [seguro de saúde público dos EUA para pessoas de baixa renda]!” gritou Green, que frequentemente cria dores de cabeça para os democratas ao se desviar das ordens do partido.

Quase imediatamente, ele foi abafado pelos gritos de colegas republicanos enfurecidos: “EUA! EUA!”, gritaram e aplaudiram. Também houve gritos para que Green se sentasse.

Duas vezes, o presidente da Câmara, Mike Johnson, interrompeu o discurso do presidente, bateu com o martelo e avisou Green que, se ele não se sentasse, seria removido do plenário.

“Sr. Green, tome seu assento, senhor,” disse Johnson, enquanto Green permanecia de pé, de forma desafiadora, recusando-se a sentar.

Atrás de Trump, o vice-presidente, J. D. Vance, fez um gesto com o polegar indicando que ele deveria ser removido, enquanto os membros do Partido Republicano vaiavam. Logo, Johnson leu um pedaço de papel à sua frente, tornando a expulsão oficial.

“Constatando que os membros continuam a se engajar em uma perturbação deliberada da boa ordem, a presidência agora orienta o sargento de armas a restaurar a ordem,” disse Johnson, provocando aplausos estrondosos dos republicanos. “Removam este senhor do plenário!” declarou, batendo com o martelo.

A interrupção de Green não foi a primeira vez que um legislador da oposição interrompeu o discurso de um presidente no Congresso. As deputadas republicanas Marjorie Taylor Greene, da Geórgia, e Lauren Boebert, do Colorado, interromperam repetidamente o discurso do ex-presidente Joe Biden sobre o Estado da União em 2022, gritando frases como “construam aquele muro” quando ele falou sobre a segurança da fronteira sul. Nenhuma delas, no entanto, foi expulsa do plenário.

O deputado Joe Wilson, republicano da Carolina do Sul, ficou famoso ao gritar “Você mente!” para o ex-presidente Barack Obama durante o discurso de 2009 ao Congresso, quando o então presidente disse que a Lei de Cuidados Acessíveis não cobriria imigrantes no país ilegalmente.

No caso de Green, ele não estava apenas desafiando o presidente, mas também desobedecendo os apelos dos líderes democratas do Congresso para que todos assistissem ao discurso de Trump e se abstivessem de interrupções. O espetáculo de um septuagenário hostilizando o presidente enquanto balança sua bengala não foi ideal para os democratas, que lutaram para encontrar uma mensagem e um porta-voz atraentes para se opor a Trump.

Ainda assim, após ser expulso, Green disse a repórteres no Capitólio que seu protesto “valeu a pena para deixar as pessoas saberem que há algumas pessoas que vão se levantar” contra o presidente.

Green é conhecido no Capitólio, em parte, por desafiar repetidamente os líderes de seu partido para pressionar pelo impeachment de Trump durante seu primeiro mandato, muito antes que seus colegas democratas decidissem fazer o mesmo. Ele fez isso três vezes, começando no primeiro ano de Trump no cargo —falhou em todas.

Embora Green seja frequentemente uma fonte de frustração para seu partido, ele também salvou os democratas em uma ocasião no ano passado, quando apareceu no plenário da Câmara com roupas de hospital para derrubar a primeira tentativa republicana de impeachment do então secretário de Segurança Interna, Alejandro Mayorkas.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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