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Viktor Orban quer sair da Europa? – DW – 28/12/2024
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de Viktor Orbán A presidência do Conselho da UE está prestes a chegar ao fim.
Nominalmente, um estado membro da União Europeia assume a presidência de seis meses do Conselho da UE, mas no caso da Hungria, é seguro falar de apenas uma pessoa. No governo húngaro, Orbán é o único que importa.
Este também foi o caso durante a vigência do Presidência do Conselho Húngaroque começou em 1º de julho de 2024.
Nesta altura, uma certa fadiga diplomática de Orban já se instalara em toda a Europa. O primeiro-ministro da Hungria foi ignorado em iniciativas e acordos importantes, especialmente aqueles de apoio à Ucrânia. Sua contínua política de veto empurrou o encrenqueiro para o margens diplomáticas.
Seis meses passados, é justo dizer que Orbán tirou o máximo partido da sua presidência do Conselho da UE.
Suas declarações, aparições e iniciativas polêmicas causaram indignação máxima.
A sua agitação contra os “burocratas de Bruxelas” atingiu um nível sem precedentes e culminou na sua infame reivindicação poucos dias antes do final da presidência.
Em 21 de dezembro de 2024, Orban dirigiu-se à UE durante a sua tradicional conferência de imprensa internacional de fim de ano, dizendo que “Bruxelas quer transformar a Hungria numa Magdeburgo.”
A ‘missão de paz’ de Orbán
Espera-se que o país que detém a presidência do Conselho da UE promova uma colaboração boa e harmoniosa entre os Estados-Membros da UE e as instituições da UE. Deverá garantir a continuidade da agenda da UE e promover a legislação da UE.
Pode definir prioridades, mas não deve perseguir os seus próprios interesses e, em vez disso, agir no interesse da comunidade dos Estados da UE.
Pelo menos é o que está escrito no papel.
Embora Hungria tinha formulado prioridades para a sua presidência do Conselho, incluindo o reforço da competitividade da UE, uma política de alargamento mais forte para a região dos Balcãs Ocidentais e a redução da migração ilegal, Orban utilizou a presidência do Conselho da UE principalmente para o seu próprias políticas.
Logo no início do seu mandato, lançou uma iniciativa diplomática descoordenada para acabar com a “guerra fratricida eslava”, como chama a guerra da Rússia contra a Ucrânia.
Quatro dias após o início da sua presidência, viajou para Moscovo numa “missão de paz” e visitou o presidente russo, Vladimir Putin, sem coordenação com a UE e OTAN.
Três dias antes, ele fizera a sua primeira visita bilateral a Kyiv. Ninguém ali também sabia da visita planejada de Orbán à Rússia.
O Ocidente como “fomentador da guerra”
Esse “missão de paz“causou alvoroço porque a Hungria praticamente não tem influência diplomática internacional.
Além disso, Budapeste não é um mediador aceitável, pelo menos não para a Ucrânia, devido à sua posição anti-ucraniana e pró-russa.
Mesmo no seio da NATO, a Hungria já não é considerada um parceiro fiável devido à sua postura pró-Rússia.
No entanto, Orban até agora continuou a sua “missão de paz” implacável.
Há poucos dias, após um telefonema com Putin, ele propôs um “cessar-fogo de Natal” e uma grande troca de prisioneiros.
A “missão” veio com acusações contra o “Ocidente belicista”, o verdadeiro culpado por trás da guerra da Rússia, segundo Orban.
Ao mesmo tempo, o primeiro-ministro da Hungria elogiou repetidamente o antigo e futuro presidente dos EUA, Donald Trump, como um “homem de paz” e o “único no planeta” capaz de acabar com a guerra na Ucrânia.
MEGA: “Tornar a Europa Grande Novamente”
O primeiro-ministro húngaro também lançou um segundo projeto importante logo no início da sua presidência do Conselho da UE.
Com base na afirmação de Donald Trump “Make America Great Again”, ou MAGA, leva o nome “Make Europe Great Again”, ou MEGA.
Implica a fundação do grupo nacionalista-populista de direita “Patriotas pela Europa” no Parlamento Europeu, que se tornou o terceiro maior grupo do Parlamento Europeu.
Reuniu como membros os mais importantes populistas de direita europeus, incluindo o Fidesz de Orban, o Rally Nacional Francês, o Partido da Liberdade Holandês e o FPÖ austríaco. Estes nacionalistas globais apoiam posições anti-imigração e soberanistas.
O próprio Orban fala da necessidade de “conquistar Bruxelas“para salvar a Europa da decadência e do declínio.
Na realidade, porém, Orbán parece cada vez menos interessado em qualquer tipo de Europa unida.
Ao longo dos últimos meses, tem promovido o conceito de uma “política de neutralidade económica” para a Hungria.
Críticas à “formação de bloco económico”
A medida vai além da continuação da actual política económica húngara de “abertura ao Leste”.
Orban critica a UE pela sua “formação de bloco económico” e está convencido de que a Europa não pode sobreviver à concorrência global na sua forma actual. Ele vê a Ásia e os países BRICS como os futuros centros geopolíticos e acredita que eles definirão as regras como os economicamente mais fortes.
Embora Orbán critique constantemente o Ocidente numa base moral e ideológica, ele argumenta que a Hungria, sendo um país pequeno, deve manter relações boas e livres de ideologia com os centros de poder e económicos mundiais, especialmente a China e a Rússia.
No final de 2024, a Hungria entregar a presidência do Conselho da UE para a Polónia.
O país era um aliado político próximo até que os eleitores decidiram pôr fim ao domínio da sua administração nacionalista de direita, no outono de 2023. Agora, as relações entre os dois países estão atualmente no nível mais baixo de todos os tempos.
O facto de a Hungria e a Polónia estarem actualmente em mundos separados também ficou evidente no Natal.
Em entrevista de Natal ao jornal pró-governo Nação HúngaraOrban descreveu o presidente russo Vladimir Putin como “nosso parceiro correto”.
O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, ficou surpreso e postou um lembrete sobre os atos agressivos da Rússia no X, antigo Twitter. Na véspera e no dia de Natal, a Rússia bombardeou edifícios residenciais em Kryvyi Rih, a cidade natal do presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy, e instalações de energia em toda a Ucrânia com dezenas de mísseis e drones.
Este artigo foi publicado originalmente em alemão.
Orbán não se intimida com os protestos antifascistas no Parlamento da UE: Alexandra von Nahmen da DW
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Ufac lança projeto voltado à educação na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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6 de fevereiro de 2026A Ufac lançou o projeto de extensão “Tecendo Teias de Aprendizagem: Cazumbá-Iracema”, em solenidade realizada nesta sexta-feira, 6, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas. A ação é desenvolvida em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Associação dos Seringueiros da Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema.
Viabilizado por meio de emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), o projeto tem como foco promover uma educação contextualizada e inclusiva, com ações voltadas para docentes e estudantes da reserva, como formação em metodologias inovadoras, implantação de hortas escolares, práticas agroecológicas sustentáveis e produção de um documentário com registros da memória cultural da comunidade.
A reitora Guida Aquino destacou a importância da iniciativa. “É um momento ímpar da universidade, que cumpre de fato seu papel social. O projeto nasce a partir da escuta da comunidade, com apoio fundamental do senador Petecão, que tem investido fortemente na educação.” Ela também agradeceu o apoio financeiro para funcionamento da instituição. “Se não fossem as emendas, não teríamos fechado o ano passado com energia, segurança e limpeza garantidas.”
Petecão frisou que o investimento em educação é o melhor caminho para transformar a realidade da juventude e manter as comunidades nas reservas. “Não tem sentido incentivar as pessoas a deixarem a floresta. O mundo todo quer conhecer a Amazônia e o nosso povo quer sair de lá. Está errado. A reserva Cazumbá-Iracema é um exemplo de paz e organização, e esse projeto pode virar referência nacional.”

Ele reafirmou seu apoio à universidade. “A Ufac é um patrimônio do Acre. Já destinamos mais de R$ 40 milhões em emendas para a instituição. Vamos continuar apoiando. Educação não tem partido.”
O pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes, explicou que a proposta foi construída a partir de escutas com lideranças da reserva. “O projeto mostra que a universidade pública é espaço de formulação de políticas. Educação é direito, não mercadoria.” Ele também defendeu a atualização da legislação que rege as fundações de apoio, para permitir a inclusão de moradores de comunidades extrativistas como bolsistas em projetos de extensão.
Durante o evento, foram entregues placas de agradecimento à reitora Guida Aquino, ao senador Sérgio Petecão e ao pró-reitor Carlos Paula de Moraes, além de cestas com produtos da comunidade.
A reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema possui cerca de 750 mil hectares nos municípios acreanos de Sena Madureira e Manoel Urbano, com 18 escolas, 400 estudantes e aproximadamente 350 famílias.
Também participaram da mesa de honra o coordenador do projeto, Rodrigo Perea; o diretor do Parque Zoobotânico, Harley Araújo; o chefe do ICMBio em Sena Madureira, Aécio dos Santos; a subcoordenadora do projeto, Maria Socorro Moura; e o estudante Keven Maia, representante dos alunos da Resex.
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Grupo de pesquisa da Ufac realiza minicurso sobre escrita científica — Universidade Federal do Acre
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6 de fevereiro de 2026O grupo de pesquisa Elos: Estudos em Economia, Finanças, Política e Segurança Alimentar e Nutricional, da Ufac, realiza o minicurso Escrita Científica em 12 de fevereiro, em local ainda a ser definido. A ação visa proporcionar uma introdução aos fundamentos da produção acadêmica. A carga horária do minicurso é de duas horas e os participantes receberão certificado. As inscrições estão disponíveis online.
Serão ofertadas duas turmas no mesmo dia: turma A, às 13h30, e turma B, às 17h20. A atividade é coordenada pela professora Graziela Gomes, do Centro de Ciências Jurídicas e Sociais Aplicadas.
A metodologia inclui exposição teórica e atividades práticas orientadas. A atividade abordará técnicas de citação, paráfrase, organização textual e ética na escrita científica, contribuindo para a redução de dificuldades recorrentes na elaboração de trabalhos acadêmicos e para a prevenção do plágio não intencional.
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Ufac realiza formatura de alunos do CAp pela 1ª vez no campus-sede — Universidade Federal do Acre
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30 de janeiro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de certificação dos estudantes concluintes do ensino médio do Colégio de Aplicação (CAp), referente ao ano letivo de 2025. Pela primeira vez, a solenidade ocorreu no campus-sede, na noite dessa quinta-feira, 29, no Teatro Universitário, e marcou o encerramento de uma etapa da formação educacional de jovens que agora seguem rumo a novos desafios acadêmicos e profissionais.
A entrada da turma Nexus, formada pelos concluintes do 3º ano, foi acompanhada pela reitora Guida Aquino; pelo diretor do CAp, Cleilton França dos Santos; pela vice-diretora e patronesse da turma, Alessandra Lima Peres de Oliveira; pelo paraninfo, Gilberto Francisco Alves de Melo; pelos homenageados: professores Floripes Silva Rebouças e Dionatas Ulises de Oliveira Meneguetti; além da inspetora homenageada Suzana dos Santos Cabral.

Guida destacou a importância do momento para os estudantes, suas famílias e toda a comunidade escolar. Ela parabenizou os formandos pela conquista e reconheceu o papel essencial dos professores, da equipe pedagógica e dos familiares ao longo da caminhada. “Tenho certeza de que esses jovens seguem preparados para os próximos desafios, levando consigo os valores da educação pública, do conhecimento e da cidadania. Que este seja apenas o início de uma trajetória repleta de conquistas. A Ufac continua de portas abertas e aguarda vocês.”

Durante o ato simbólico da colocação do capelo, os concluintes reafirmaram os valores que orientaram sua trajetória escolar. Em nome da turma, a estudante Isabelly Bevilaqua Rodrigues fez o discurso de oradora.
A cerimônia seguiu com a entrega dos diplomas e as homenagens aos professores e profissionais da escola indicados pelos concluintes, encerrando a noite com o registro da foto oficial da turma.
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