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Violência de gangues matou mais de 5.600 pessoas no Haiti em 2024: ONU | Notícias das Nações Unidas

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Gangues violentas controlam a maior parte da capital do país caribenho, Porto Príncipe.

Mais de 5.600 pessoas foram mortas e milhares de feridas ou sequestradas em 2024 devido aos níveis crescentes de violência de gangues no Haiti, disseram as Nações Unidas.

Em um declaração divulgado na terça-feira, o Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, condenou os “horrores absolutos” enfrentados pela população do país caribenho, observando que os abusos de direitos e a corrupção também são abundantes.

Gangues armadas mantêm o controle da maior parte da capital, Porto Príncipe, após um surto de violência no ano passado. Ao mesmo tempo, a polícia também é acusada de perpetrar violência contra suspeitos de gangues, uma vez que o conflito em curso serve para piorar a instabilidade política que assola a nação insular há décadas.

“Estes números por si só não conseguem captar os horrores absolutos perpetrados no Haiti, mas mostram a violência incessante a que as pessoas estão a ser submetidas”, disse Volker.

A declaração da ONU refere que pelo menos 207 pessoas foram mortas no início de Dezembro num massacre orquestrado pelo líder do poderoso gang Wharf Jeremie, na área de Cité Soleil, na capital.

Além disso, o Gabinete dos Direitos Humanos das Nações Unidas também documentou pelo menos 315 linchamentos de membros de gangues e pessoas alegadamente associadas a gangues, em algumas ocasiões alegadamente facilitados por agentes da polícia haitiana, e 281 casos de alegadas execuções sumárias envolvendo unidades policiais especializadas em 2024.

“Há muito que está claro que a impunidade para violações e abusos dos direitos humanos, bem como para a corrupção, continua a prevalecer no Haiti”, disse Turk.

Em novembro passado, a ONU encomendado a evacuação do seu pessoal da capital do Haiti devido a confrontos entre gangues armadas, a polícia e civis armados com facões.

No entanto, a ONU destacou que “não está a abandonar o Haiti”, mas apenas a “adaptar as suas operações”, transferindo o seu pessoal para partes mais seguras do país e outros trabalhando remotamente.

Turk apelou à força policial nacional para responsabilizar os agentes supostamente envolvidos em abusos de direitos com ajuda internacional.

“Restaurar o Estado de direito deve ser uma prioridade”, disse Turk, apelando para que a missão da ONU liderada pelo Quénia, encarregada de reprimir a violência, receba “o apoio logístico e financeiro necessário para implementar com sucesso o seu mandato”.

Uma missão de segurança com 430 homens, apoiada pela ONU, composta maioritariamente por polícias quenianos, foi enviado em junho passado, para apoiar o departamento de polícia do Haiti, com falta de pessoal. Mas a violência continuou a crescer.

Turk disse que a implementação total das sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU e um embargo de armas devem ser aproveitados.

“As armas que fluem para o Haiti acabam muitas vezes nas mãos de gangues criminosas, com resultados trágicos: milhares de mortos, centenas de milhares de deslocados, infra-estruturas e serviços essenciais, como escolas e hospitais, perturbados e destruídos”, disse ele.

O governo haitiano, apoiado pelos EUA e por outras nações caribenhas, também tem apelado ao Conselho de Segurança da ONU para autorizar uma operação de manutenção da paz em grande escala.

Mas a Rússia e a China, membros permanentes do Conselho de Segurança, opuseram-se à medida, insistindo que os esforços para pôr fim à violência dos gangues deveriam concentrar-se no fortalecimento da polícia haitiana.



Leia Mais: Aljazeera

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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