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Vítimas da ditadura da Alemanha Oriental esperam compensação – DW – 11/02/2024
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Ikea e Alemanha Bundestag parlamento anunciou terça-feira que o colosso sueco do mobiliário contribuiria com 6 milhões de euros (cerca de 6,5 milhões de dólares) para um novo fundo do governo alemão destinado a compensar as vítimas do antigo Ditadura da Alemanha Oriental.
Milhares de pessoas foram submetidas a trabalhos forçados para empresas ocidentais enquanto estavam presas na antiga Alemanha Oriental comunista, sob um sistema que funcionou quase até à reunificação em 1990. Muitos esperavam que a divisão alemã da Ikea cumprisse a sua promessa de 2012 de doar compensação para ex-prisioneiros.
A promessa inicial da Ikea surgiu após um relatório sobre a exploração de prisioneiros na antiga República Democrática Alemã (RDA), publicado em 2012. De acordo com o relatório, as empresas da Alemanha Ocidental também estavam envolvidas no sistema de trabalho obrigatório da RDA, incluindo a venda por correspondência. as empresas Otto e Quelle e a rede de supermercados de baixo custo Aldi.
Evelyn Zupke, comissária federal para as vítimas da ditadura do Partido da Unidade Socialista da Alemanha (SED) – que fundou e governou a antiga Alemanha Oriental comunista – disse que o compromisso da Ikea com a compensação é inovador. A decisão da Ikea de assumir a responsabilidade pelo seu papel merece respeito, disse Zupke à DW.
“Este caminho também mostra de forma impressionante como ainda podemos ajudar aqueles que sofreram sob a ditadura, ainda hoje”, disse ela.
3 razões pelas quais o passado ainda molda a Alemanha Oriental hoje
O pagamento da Ikea iria para o “fundo de dificuldades” federal da Alemanha, que o Bundestag, a câmara baixa do parlamento, deverá aprovar até o final do ano. Até recentemente, os fundos de indemnização para as vítimas da RDA só existiam nos estados que compõem a antiga RDA e pagavam várias centenas de euros por mês às vítimas residentes. Aqueles que se mudaram para os estados ocidentais da Alemanha não tiveram direito a compensação. Mas agora isso está prestes a mudar.
Prisioneiros “explorados em benefício da economia planificada”
A “pensão de vítima do SED”, actualmente de 330 euros (cerca de 360 dólares) por mês, é paga a pessoas que foram privadas da sua liberdade durante pelo menos 90 dias entre 1945 e 1990 na RDA, em violação do Estado de direito, e cujos a situação económica está particularmente prejudicada hoje.
Zupke calculou que a promessa de milhões de euros da Ikea poderia fornecer apoio financeiro a cerca de 2.000 vítimas, e ela espera que as empresas alemãs também intensifiquem e participem no fundo. “Em termos concretos, gostaria que empresas como a Aldi e a Otto finalmente analisassem esta questão com mais profundidade”, disse ela.
Até agora, estas empresas recusaram-se a compensar antigos trabalhadores forçados. Em Abril, a Universidade Humboldt de Berlim publicou um estudo que documenta numerosos casos incriminatórios – embora o relatório não tenha resultado até agora em consequências.
O estudo detalhou como os presos políticos eram obrigados a produzir, entre outros itens, meia-calça vendida pela Aldi. Alguns dos produtos fabricados por trabalhadores forçados nas prisões da Alemanha Oriental chegaram às lojas da Alemanha Ocidental e aos catálogos de venda por correspondência. Os presos em Cottbus, por exemplo, tiveram que fabricar câmeras Praktica, que as empresas alemãs Quelle e Otto venderam aos seus clientes. Os prisioneiros em Dessau foram forçados a produzir cassetes de áudio para a empresa alemã de produtos químicos e meios de comunicação, Magna. Foi assim que a antiga Alemanha Oriental comunista conseguiu recolher divisas estrangeiras urgentemente necessárias dos países capitalistas no estrangeiro.
O sistema de trabalho prisional forçado da RDA existiu durante várias décadas. “O trabalho dos prisioneiros foi explorado em benefício da economia planificada do estado”, afirma o estudo. “Desde a década de 1950 até ao final da RDA, entre 15.000 e 30.000 prisioneiros foram forçados a trabalhar todos os anos, principalmente em áreas onde os trabalhadores civis não queriam trabalhar devido às más condições de trabalho”.
Uma visita à prisão central da Stasi
Os prisioneiros que resistissem ao trabalho forçado corriam o risco de punições severas. “A recusa de trabalhar levou inevitavelmente a medidas disciplinares, que vão desde a retirada de privilégios, como receber visitantes e encomendas, até três semanas em confinamento solitário com o mínimo de comida”, afirma o relatório.
Aldi e outras empresas demoram na remuneração
Em resposta ao estudo, um porta-voz da Aldi fez a seguinte declaração: “Lamentamos e condenamos a prática – que era aparentemente comum na antiga RDA – de utilizar presos políticos e condenados sob coação para produzir bens”.
Em 2013, foi revelado que alguns dos produtos da Aldi também eram fabricados na famosa prisão feminina da Alemanha Oriental, Hoheneck. A Aldi justificou a sua recusa em indemnizar as vítimas de trabalho forçado, até à data, argumentando que “devido ao tempo decorrido desde os acontecimentos, já não é possível processar os detalhes suficientemente para fazer uma avaliação final de uma solução de indemnização”.
O recente acordo com a Ikea resultou de longas discussões entre a empresa, a Comissária das Vítimas do SED, Evelyn Zupke, e o Sindicato dos Comissários das Vítimas da Tirania Comunista (UOKG). O presidente da UOKG, Dieter Dombrowski, foi ele próprio um trabalhador forçado numa prisão da RDA na década de 1970.
“Juntos, seguimos o caminho da resolução. E a Ikea atendeu as pessoas afetadas em pé de igualdade”, disse ele, acrescentando que estava satisfeito com a compensação financeira planejada. “Esperamos que outras empresas sigam o exemplo da Ikea.”
Este artigo foi escrito originalmente em alemão.
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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre
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22 de maio de 2026Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.
A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.
O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.
Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.
A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.
A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.
Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.
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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre
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21 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.
A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.
O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.
Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.
A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.
A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.
O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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