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Vizinhos que se conheceram há 4 anos oficializam união em Casamento Coletivo no Acre: ‘bom demais’
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Os idosos Pedro Raulino Benjamin, de 75 anos, e Maria Ingrassia Muniz, de 69, oficializaram a união nesta sexta-feira (9) após quatro anos de namoro. A cerimônia ocorreu no ginásio do Instituto Imaculada Conceição, região do Segundo Distrito de Rio Branco, durante o Casamento Coletivo do Projeto Cidadão.
O evento é organizado pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) com ajuda de parceiros
Os idosos eram vizinhos, se apaixonaram e resolveram morar juntos. Os dois vivem no bairro Vila Acre. “Há quatro anos me mudei para lá, fui passar uns tempos e conheci ele e resolvemos nos casar”, recordou Maria.
Ela e Pedro formam o casal mais velho a trocar as alianças no casamento coletivo. Ao todo, 300 casais se habilitaram a casar, porém, destes, 110 fizeram a conversão de união estável em casamento e receberam a certidão no mesmo dia. As inscrições ocorreram em setembro.
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Cerimônia ocorreu no ginásio do Instituto Imaculada Conceição, região do Segundo Distrito de Rio Branco — Foto: Murilo Lima/Rede Amazônica Acre
Nesta sexta, 190 casais oficiaram a união no ginásio. “Foi bom, não tivemos muito trabalho, não paga nada. Foi bom demais”, resumiu a idosa.
Em poucas palavras, Pedro Benjamin disse que se sentia feliz com a união. “É importante para mim, [oficializar a união] porque se eu ficar só queimo as panelas em casa”, brincou.
Evangélica, Maria Ingrassia contou que esperava ansiosamente para casar. “Ele não era evangélico quando conheci ele. Disse que para a gente não viver em pecado tinha que casar para ter uma vida diante de Deus organizada. Assim aconteceu, hoje está na igreja comigo”, celebrou.
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Cento e noventa casais trocaram as alianças nesta sexta-feira (9) durante casamento coletivo — Foto: Murilo Lima/Rede Amazônica Acre
Nervosismo
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Maria Eduarda e Alex Modesto também casaram nesta sexta-feira (9) — Foto: Murilo Lima/Rede Amazônica Acre
Vestida de branco e com um buquê de flores vermelhas nas mãos, a cobradora Maria Eduarda Domingos Alves, 18 anos, disse ter ficado nervosa com o momento. Ela e trabalhador de serviços gerais Alex Modesto de Lima, de 22 anos, foram o casal mais novo do evento.
“Estou nervosa, mas maravilhada com mais uma etapa que estamos iniciando. Animada para o que vem. Animada para o futuro”, contou Maria Eduarda.
Os dois estão juntos a quase três anos e o namoro começou na vizinhança também. “Somos vizinhos, nos conhecemos, começamos a namorar, pedi para o pai dela e agora resolvemos nos casar após mais de 2 anos de namoro. Está sendo bom, está ótimo. É um momento especial”, falou Alex.
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Casamento Coletivo é organizado pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) em parceria com outros órgãos — Foto: Asscom/TJ-AC
Colaborou o repórter Murilo Lima, da Rede Amazônica Acre.
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Pesquisa da Ufac é premiada em Congresso Brasileiro de Sementes — Universidade Federal do Acre
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10 de setembro de 2026Pesquisadores de programas de pós-graduação (PPGs) da Ufac conquistaram o prêmio de melhor trabalho na categoria Mestrado durante o 23º Congresso Brasileiro de Sementes, realizado de 25 a 28 de agosto, em Foz do Iguaçu (PR), e promovido pela Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes. O estudo trata de uma técnica baseada no uso de ultrassom para acelerar a germinação e o crescimento de mudas.
A autora principal é a mestranda Lívia Brito, com a colaboração de Ítalo Ribeiro, Rayane de Oliveira, João dos Santos, Janaína Alencar, Evandro Ferreira e Luis Maggi, que integram os PPGs em Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Biodiversidade e Biotecnologia; Produção Vegetal e Ciência Florestal, além do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).
O trabalho avaliou os impactos do ultrassom na espécie arbórea conhecida popularmente como bordão-de-velho ou sete-cascas. A planta possui valor econômico para alimentação humana e animal, além de potencial para projetos de reflorestamento. Contudo, a produção de mudas enfrenta barreiras devido ao seu revestimento, uma rigidez na casca da semente que dificulta a entrada de água e atrasa a germinação.
Os testes conduzidos no Laboratório de Biofísica da Ufac/Bionorte demonstraram que a aplicação de ultrassom com determinada frequência e intensidade pelo período de cinco minutos aumentou o percentual e a velocidade do processo de germinação. A tecnologia é pioneira no país, sem registros anteriores de aplicação em escala industrial no Brasil.
Segundo Lívia, a expectativa da equipe é estender a metodologia a outras culturas agrícolas e espécies nativas, sobretudo as ameaçadas de extinção. A investigação também abrange experimentos com a castanha-do-brasil, apontando dados preliminares de que doses específicas de ultrassom podem elevar os teores de proteína bruta e nitrogênio total nas plantas.
A comitiva da Ufac no congresso contou ainda com outras apresentações. Ítalo Ribeiro expôs os efeitos da técnica no crescimento inicial da ‘Apuleia leiocarpa’, espécie moveleira sob ameaça de extinção; Ronald Antônio Nascimento de Souza apresentou resultados aplicados a sementes de sangue-de-dragão e moringa; e o professor e orientador Luis Eduardo Maggi apresentou um software em desenvolvimento projetado para estimar com precisão a quantidade de energia acústica aplicada sobre as sementes.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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publicado:
09/09/2026 10h59,
última modificação:
09/09/2026 11h03
As inscrições são gratuitas e estão abertas no site do 5º Simeco.
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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre
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1 de setembro de 2026A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.
O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.
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