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Voepass demite ex-CEO em crise após acidente aéreo – 20/10/2024 – Cotidiano

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Cézar Feitoza

A Voepass decidiu demitir o diretor jurídico da empresa, Eduardo Busch, ex-CEO da companhia e braço direito do presidente José Luiz Felício Filho.

É a quarta demissão da cúpula da Voepass em menos de um mês —todas após a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) intensificar a fiscalização sobre a empresa após a queda de um de seus aviões em Vinhedo (SP), o que causou a morte de 62 pessoas.

O afastamento de Busch é o mais impactante na Voepass, segundo pessoas ligadas à companhia afirmaram à Folha. Advogado, ele atuou como CEO da empresa pelos últimos sete anos até ser rebaixado para chefe da área jurídica em setembro.

“A Voepass confirma a saída de Eduardo Busch, que atuava como CLO (Chief Legal Officer) na companhia”, disse a empresa em nota à Folha.

A companhia aérea passa por uma reformulação desde que suas operações viraram alvo de escrutínio da Anac por causa do acidente do avião no interior de São Paulo.

Filho do fundador da Voepass e atual presidente, José Luiz Felício Filho decidiu reassumir a liderança executiva da empresa e reajustar procedimentos operacionais e de manutenção em meio à crise pós-acidente.

A reformulação fez três diretores caírem dos cargos em 25 de setembro. Foram afastados Eric Cônsoli (diretor de manutenção), Marcel Moura (operações) e David Faria (segurança operacional).

Desde 16 de agosto, uma semana após o acidente, a Anac faz uma operação assistida com a companhia aérea para “manter a prestação do serviço da Voepass em condições adequadas”.

Na prática, a empresa tem sido obrigada a enviar, em tempo real, todos os dados de operação das suas duas dezenas de aeronaves para a agência reguladora. A Anac ainda tem feito inspeções no setor de manutenção da Voepass.

Segundo relatos feitos à Folha, a vigilância da agência tem obrigado a empresa a rever procedimentos para melhorar a operação.

Em documentos internos obtidos pela Folha, a Gerência Técnica de Vigilância de Aeronavegabilidade da Anac destaca que as inspeções dos últimos meses identificaram “dificuldades nos processos de manutenção da empresa”.

De acordo com a gerência, a demora na manutenção pode ser a razão para um aumento nos atrasos e cancelamentos de voos da companhia aérea depois do acidente de 9 de agosto.

Após o acidente, a Voepass deixou de operar em Fortaleza (CE), Confins (MG), Porto Seguro (BA), Salvador (BA), Natal (RN), Mossoró (RN), São José do Rio Preto (SP), Cascavel (PR) e Rio Verde (GO).

Em outro parecer interno, a Superintendência de Acompanhamento de Serviços Aéreos destacou que monitorava a prestação dos serviços da Voepass. “[A empresa] tem apresentado dificuldades com sua malha, apresentando, em diversas oportunidades, índices de atrasos e cancelamentos superiores à normalidade”, disse.

A Voepass não comentou as razões da demissão de Busch. O ex-CEO também foi procurado, mas não se manifestou.

O relatório preliminar de investigação do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), da Força Aérea Brasileira, mostrou que os sistemas da aeronave da Voepass emitiram alertas de possível formação de gelo nas asas diversas vezes durante o voo.

A caixa-preta que registra a voz da cabine registrou o piloto da aeronave dizendo que o sistema de degelo não funcionava da forma correta. A fala foi gravada logo no início do voo, no primeiro sinal de alerta de gelo.

O Cenipa tenta confirmar a informação com o cruzamento de outros dados da aeronave. As investigações da Aeronáutica demoram, em média, 16 meses.

O chefe do Centro de Investigação, brigadeiro Marcelo Moreno, afirmou que os dados analisados nos primeiros 30 dias de investigação revelam que a aeronave tinha registros de manutenção atualizados.

“Todos os registros de manutenção estavam atualizados, mas a qualidade nós ainda não sabemos”, disse.

Em nota após a divulgação do relatório preliminar, a Voepass afirmou que a investigação da FAB confirmou que a aeronave estava “com todos os sistemas requeridos em funcionamento”.

O parecer prévio, porém, não conclui que os sistemas estavam em funcionamento, e uma das suspeitas é possível defeito nos mecanismos de degelo.

“Cabe lembrar que a investigação de um acidente aéreo é um processo complexo, que envolve múltiplos fatores e requer tempo para ser conduzida de forma adequada. Somente o relatório final do Cenipa poderá apontar, de forma conclusiva, as causas do ocorrido”, diz a nota da empresa.



Leia Mais: Folha

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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Seminário enfermagem obstétrica (2).jpg

A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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