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Voo dos EUA com brasileiros algemados ocorreu sob Biden – 25/01/2025 – Mundo

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Ranier Bragon

Voos vindos dos Estados Unidos com brasileiros deportados que viajaram algemados já ocorreram em anos anteriores, inclusive na gestão do democrata Joe Biden (2021-2025).

Desde pelo menos o primeiro governo do republicano Donald Trump (2017-2021) a diplomacia brasileira solicita um acordo para que o uso de algemas seja dispensado pelo menos em casos do transporte de núcleos familiares.

De acordo com integrantes da gestão Lula (PT), porém, nunca se chegou a entendimento formal. O uso de algemas é uma política habitual dos EUA. Elas só são retiradas quando o avião aterrissa em solo brasileiro.

A Folha procurou na noite deste sábado (25) o Itamaraty, questionando detalhes e possíveis avanços nessas negociações, e aguarda um posicionamento.

Em fevereiro de 2022, por exemplo, quando Biden já estava no segundo ano de gestão, a Folha mostrou que o uso de algemas em cidadãos brasileiros deportados dos Estados Unidos havia criado um impasse diplomático entre as gestões de Bolsonaro e do democrata.

O Itamaraty vinha fazendo desde anos anteriores apelos para interromper a prática e melhorar o tratamento dado a pessoas enviadas de volta ao Brasil, mas estava sendo ignorado.

Segundo depoimentos obtidos pela Folha na ocasião, homens e mulheres foram algemados na frente dos filhos em um voo que chegou ao Brasil em janeiro daquele ano, por exemplo. Alguns passageiros afirmaram à reportagem terem sofrido maus-tratos, e autoridades envolvidas no trâmite confirmaram que receberam relatos semelhantes.

Por meio de nota, o Itamaraty disse na ocasião que a situação era vista com “grande preocupação” e que o então chanceler Carlos França havia falado por telefone com seu homólogo americano, Antony Blinken, para tratar do assunto.

Blinken teria respondido que os protocolos de segurança nos voos não competiam ao Departamento de Estado, mas teria dito que seriam feitos esforços para que, em futuros voos de deportação compostos unicamente por grupos familiares, não houvesse o uso de algemas.

Na época a gestão Biden usava uma regra sanitária criada na gestão Trump que agilizava o processo de devolução de imigrantes em situação irregular.

No ano anterior, a reportagem relatou, entre outros, o caso do cozinheiro Jhonatan Nogueira da Silva, 35, que viveu nos EUA de 2000 a 2008 e tentou voltar, entrando de forma irregular em 2019.

“Alguns [agentes de imigração] abusam da autoridade, são bem racistas, não gostam de imigrante. Zombam, fazem críticas, principalmente a quem não fala inglês”, disse à época, acrescentando ter ficado indignado por ter sido algemado no voo de deportados.

A Folha também já havia mostrado em março de 2020 (no final do primeiro governo Trump) que brasileiros deportados relatavam terem sido separados das famílias e viajado algemados.

Neste sábado, o ministro Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública) determinou às autoridades e a representantes do governo americano a imediata retirada das algemas de migrantes brasileiros deportados dos Estados Unidos que chegaram a Manaus no dia anterior.

Vídeo mostrou os brasileiros descendo algemados do avião que saiu da cidade de Alexandria, no estado da Virgínia, e pousou em Manaus supostamente por problemas no ar-condicionado da aeronave.

De acordo com integrantes do governo, o calor dentro do avião levou as autoridades norte-americanas a realizar o desembarque enquanto houvesse a manutenção.

O Ministério da Justiça disse então, em nota, que após comunicado do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos, Lewandowski informou Lula “sobre uma tentativa de autoridades dos Estados Unidos de manter cidadãos brasileiros algemados durante o voo de deportação para o Brasil.”

“Por orientação de Lewandowski, a Polícia Federal recepcionou os brasileiros e determinou às autoridades e representantes do governo norte-americano a imediata retirada das algemas”, prosseguiu a nota. “O ministro destacou ao presidente o flagrante desrespeito aos direitos fundamentais dos cidadãos brasileiros.”

O governo determinou que uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) fosse enviada para levar os brasileiros ao Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins (MG), o destino final. Também em nota, a PF disse ter proibido que os brasileiros fossem novamente detidos pelas autoridades americanas em Manaus.

A Folha também procurou a Justiça e PF fazendo questionamento sobre os vários exemplos de voos anteriores com brasileiros algemados e aguarda um posicionamento.



Leia Mais: Folha

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Ufac recebe visita da RFB para apresentação do projeto NAF — Universidade Federal do Acre

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Ufac recebe visita da RFB para apresentação do projeto NAF — Universidade Federal do Acre

A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, no gabinete da Reitoria, representantes da Receita Federal do Brasil (RFB) para a apresentação do projeto Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF). A reunião contou com a participação da Coordenação do curso de Ciências Contábeis e teve como foco a proposta de implantação do núcleo na universidade.
O reitor em exercício e pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid, destacou a importância da iniciativa para os estudantes e sua relação com a curricularização da extensão. Segundo ele, a proposta representa uma oportunidade para os alunos e pode fortalecer ações extensionistas da universidade.

A analista tributária da RFB e representante de Cidadania Fiscal, Marta Furtado, explicou que o NAF é um projeto nacional voltado à qualificação de acadêmicos do curso de Ciências Contábeis, com foco em normas tributárias, legislação e obrigações acessórias. Segundo ela, o núcleo é direcionado ao atendimento de contribuintes de baixa renda e microempreendedores, além de aproximar os estudantes da prática profissional.

Durante a reunião, foi informada a futura assinatura de acordo de cooperação técnica entre a universidade e a RFB. Pelo modelo apresentado, a Ufac disponibilizará espaço para funcionamento do núcleo, enquanto a receita oferecerá plataforma de treinamento, cursos de capacitação e apoio permanente às atividades desenvolvidas.

Como encaminhamento, a RFB entregou o documento referencial do NAF, com orientações para montagem do espaço e definição dos equipamentos necessários. O processo será enviado para a Assessoria de Cooperação Institucional da Ufac. A expectativa apresentada na reunião é de que o núcleo seja integrado às ações de extensão universitária.

Também participaram da reunião o professor de Ciências Contábeis e vice-coordenador do curso, Cícero Guerra; e o auditor fiscal e delegado da RFB em Rio Branco, Claudenir Franklin da Silveira.



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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.

O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.

 



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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

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Foto de capa [internet]

Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

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