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Voos: Brasil é 4º mercado de voos nacionais do mundo – 28/10/2024 – Mercado

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Felipe Bramucci

O Brasil se tornou o quarto maior mercado de voos domésticos do mundo em 2024, representando 1,2% do total global. Com o aumento da demanda por voos nacionais, o país subiu uma posição no ranking mundial. Estados Unidos e China lideram com 15% e 11% respectivamente, de acordo com a Iata (Associação Internacional de Transportes Aéreos).

A recuperação do número de passageiros no Brasil segue o mesmo ritmo dos países que lideram o ranking mundial como Estados Unidos, China, Índia e Japão. Em 2024, a demanda por voos domésticos no Brasil superou a média global: enquanto o crescimento mundial foi de 5,6%, o mercado brasileiro avançou 6,6%, segundo a Iata. Até julho, 44 milhões de passageiros foram transportados em voos nacionais.

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, a aviação comercial brasileira teve o melhor setembro de sua história. Em voos nacionais e internacionais, os aeroportos brasileiros movimentaram quase 10 milhões de turistas, volume 5,7% maior ao total registrado no mesmo período do ano passado. Em operações dentro do país, o indicador cresceu 4,3% no mês, com mais de 7,9 milhões de pessoas transportadas, recorde para período desde 2000, quando a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) passou a divulgar os dados.

O mercado doméstico no Brasil já recuperou quase toda a demanda registrada no mesmo período de 2019 (99%), segundo a Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas). No entanto, as companhias aéreas têm perspectivas limitadas de crescimento, pressionadas por dívidas acumuladas durante a pandemia de Covid-19, quando a receita despencou, mas os custos foram mantidos.

“Superar as dívidas acumuladas durante a pandemia vai levar décadas. As companhias lutam para sobreviver em meio às dívidas, à falta de infraestrutura e às baixas perspectivas de crescimento macroeconômico”, afirma Gianfranco Zioni Beting, consultor aeronáutico e cofundador da Azul Linhas Aéreas.

Em 2020, o número de passageiros caiu 54,05% em comparação a 2019, passando de 93,8 milhões para 43,1 milhões. A pandemia foi o choque global de maior impacto negativo no setor da aviação desde a década de 1990. Ocorreu uma queda de 93% do mercado logo após os primeiros meses de 2020.

Apesar da recuperação da demanda, as empresas evitam falar em previsão de preços das passagens para o final deste ano e para 2025. Para especialistas, a variação do preço do dólar e do petróleo são os principais fatores de pressão. O combustível representa a maior despesa para as companhias aéreas, correspondendo a cerca de 36% dos custos, segundo a Abear.

Em nota, as empresas Azul Linhas Aéreas Brasileiras, Gol Linhas Aéreas Inteligentes S.A. e Latam Airlines afirmam que os preços das passagens aéreas são dinâmicos, sazonais e sofrem a interferência de diversos fatores. Entre eles, destacam-se os valores de combustível, câmbio, demanda pela rota, data e destino do voo.

Especialistas apontam uma combinação de fatores para explicar o crescimento da demanda por voos domésticos no Brasil. Um dos principais é o aumento do interesse por destinos menos explorados. As viagens para as regiões Norte e Nordeste têm impulsionado essa demanda, com o estado do Pará liderando o crescimento neste ano, com aumento de 17% na oferta de assentos em relação ao ano passado, conforme relatório da empresa de gestão de banco de dados ForwardKeys.


Ceará e Pernambuco estão entre os principais estados com ampliação da capacidade de assentos domésticos, mantendo um crescimento estável em 2024 e com boas expectativas para o ano seguinte.

Para Jeanine Pires, consultora de empresas de turismo e especialista no setor de aviação, o perfil dos passageiros está mudando. “Para atrair mais clientes, as companhias aéreas oferecem maior flexibilidade em cancelamentos, mudanças e alterações. Essa estratégia busca atender às expectativas dos passageiros, que não desejam ser penalizados por adversidades externas”, afirma.

Outro fator decisivo para explicar a recuperação é a infraestrutura. Segundo a Abear, houve um crescimento de 6% na capacidade de aeroportos em relação ao período pré-pandemia. No entanto, especialistas afirmam que a infraestrutura existente não acompanha o ritmo da demanda crescente por voos domésticos no Brasil, representando um obstáculo para o avanço das companhias.



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Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre

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A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.

“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.

Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.

O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.

 



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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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