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Votação em curso nas controversas eleições parlamentares do Chade | Notícias
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Os eleitores devem escolher um novo parlamento, assembleias provinciais e conselhos locais, mas a oposição apelou a um boicote.
A votação está em andamento no Chade primeira eleição parlamentar em 13 anos, que o governo apresentou como um passo fundamental para acabar com o regime militar.
Os eleitores escolherão um novo parlamento, assembleias provinciais e conselhos locais num dos países mais pobres do mundo.
A oposição decidiu boicotar a votação na nação norte-africana de 18 milhões de habitantes. A participação foi baixa na capital N’Djamena quando as assembleias de voto abriram no domingo.
As autoridades eleitorais do distrito nobre onde vivem a família do presidente e os dignitários governantes atribuíram a apatia dos eleitores ao “tempo frio”.
Os partidos da oposição instaram os oito milhões de eleitores do Chade a evitarem eleições cujos resultados, segundo eles, foram decididos antecipadamente.
O boicote deixa o campo aberto para candidatos alinhados com o presidente Mahamat Idriss Deby Itno, que foi levado ao poder pelos militares em 2021 e depois legitimado nas eleições presidenciais de maio. Os candidatos da oposição denunciaram esta eleição como fraudulenta.
“Exorto todos os meus compatriotas nos cadernos eleitorais a votarem em massa”, postou Deby no Facebook, ao lado de fotos suas votando no que chamou de “dia histórico”.
‘Nada foi feito ainda’
No sábado, Succes Masra, líder do partido de oposição Transformers, disse: “Os resultados fabricados já estão nos computadores”.
Patrice Lumumba Deoumoundou, um desempregado de 39 anos, disse à agência de notícias AFP que votou na manhã de domingo na esperança de “mudança geral” – mais empregos, menos aumentos de preços, “mais justiça” e “mais igualdade”.
“Nada foi feito ainda”, disse ele.
Tal como nas eleições anteriores, soldados, polícias e nómadas votaram no sábado por razões logísticas.
A agência eleitoral do Chade afirmou que houve uma participação “recorde”, com mais de 72 por cento no exército e 54 por cento entre os nómadas.
“Há muita coisa em jogo localmente nestas eleições”, afirmou.
“Os nómadas vieram pedir às pessoas que serão eleitas amanhã que melhorem as suas condições de vida”, disse o Xeque Djibrine Hassabakarim, um dos seus representantes.
Ele disse que as alterações climáticas dificultaram a vida da sua comunidade, matando o gado, provocando confrontos entre agricultores sedentários e dificultando-lhes a alimentação das suas famílias.
Transição para a democracia
As assembleias de voto, que permanecerão abertas até às 18h00 (17h00 GMT), estão a ser monitorizadas por cerca de 100 observadores eleitorais estrangeiros e representantes de partidos políticos.
Na noite de sábado, o oposicionista Partido Democrático do Povo Chadiano (PDPT) disse que mais de 1.000 cédulas destinadas à subprefeitura de Bongor haviam desaparecido.
Apelou à “vigilância” para “frustrar as redes de fraude” que disse terem sido criadas pelo partido no poder, Movimento de Salvação Patriótica (MPS).
A votação decorre num contexto de ataques recorrentes do grupo armado Boko Haram na região do Lago Chade, do fim de um acordo militar com o antigo senhor colonial França e de acusações de que o Chade está a interferir no conflito que assola o vizinho Sudão.
O governo apresentou as eleições como a fase final de uma transição para a democracia.
Deby assumiu o poder em 2021, após a morte de seu pai, que governou o país do Sahel durante três décadas.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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