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Whey adulterado: veja marcas que entraram na Justiça – 16/12/2024 – Equilíbrio e Saúde
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1 ano atrásem
Marcos Candido
Uma lista com marcas reprovadas de whey protein tem gerado acusações de falta de transparência e conflito de interesse contra a Abenutri (Associação Brasileira de Alimentos Nutricionais). Criada nos anos 2000, a associação é presidida por Marcelo Bella, sócio de uma marca que é concorrente daquelas reprovadas no ranking de qualidade.
Em 2022, 48 marcas foram desqualificadas na testagem da Abenutri. Entre os motivos, estão problemas em relação à quantidade real de proteína. Em dezembro, o Senacon (Secretaria de Apoio ao Consumidor), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, recomendou a retirada destes produtos de nove lojas online. O prazo para a exclusão foi estendido até janeiro de 2025, mas a venda física em lojas físicas foi mantida.
À Folha, Bella defende que o trabalho na associação não é remunerado, que as análises seguem apenas a padrões técnicos e que as associações são representadas por profissionais do próprio setor. Apesar disso, a concorrência entrou na Justiça contra os testes.
É o caso da Supley, dona do whey Max Titanium, e da BRG Suplementos, à frente da Integralmédica. As duas entraram na Justiça para não serem listadas no ranking da Abenutri. Elas apontam falta de transparência na metodologia, ausência de direito à contraprova e defendem que a associação não tem autoridade para realização dos testes.
O whey protein é um suplemento alimentar com alto teor de proteínas usado para o ganho de massa muscular e melhora no desempenho físico, especialmente entre atletas, praticantes de exercício físico e idosos. É um pó solúvel produzido a partir do soro de leite, posteriormente aromatizado pela indústria para ir ao mercado.
Testagem gera ações
A Abenutri afirma ter feito uma análise de “amino spiking” das marcas reprovadas em um laboratório de Goiânia. Segundo Bella, os lotes foram comprados diretamente na loja das fabricantes, de forma aleatória, e levados para análise em uma universidade.
Os testes teriam identificado o acréscimo de aminoácidos de menor qualidade, que seriam usados para inflar índices de proteína, baratear os custos e não surtir os efeitos esperados pelos clientes. A conclusão convenceu a Senacon a indicar a retirada online dos produtos, o que intensificou a briga jurídica nos bastidores.
Em nota, a BRG afirma que os testes carecem de “maior transparência, rigor e evidências científicas, visto que a forma como são realizados não é divulgada e tampouco há a possibilidade de contraprova”. “Além de ter claros conflitos de interesses relacionado ao mercado de suplementos”, acrescenta a dona da Integralmédica.
Bella é sócio da GDS, companhia do ramo de suplementos dona da marca Black Skull. Já o conselho da Abenutri, obtido pela Folha, tem a presença de familiares de Bella. À Folha, o empresário se defendeu das acusações de um possível conflito de interesses na divulgação do ranking.
“Quando você tem que construir sua casa, você vai no engenheiro. Então, quando você tem o nível de entidade de classe, como presidente, vice-presidente, são geralmente pessoas que estão naquele setor”, diz.
Segundo ele, as empresas testadas são notificadas com 15 dias de antecedência e mais 15 para responder ao resultado dos laudos, que são encaminhados pelas associações a órgãos fiscalizados, como vigilâncias sanitárias e Procons estaduais e Anvisa. “Quem tem poder de fiscalização são eles. Nós não temos. Nós só temos poder de análise”.
Em outubro, a Abenutri também reprovou 18 marcas de creatina. Entre as aprovadas, a Soldiers, encabeçada pelos autoproclamados “rei e rainha da creatina”, Yuri Silveira de Abreu e Fabiula de Arruda Freire, investigados por vender creatina com supostas larvas, fios de cabelo, pedaços de luvas e bexigas em uma fábrica terceirizada para o grupo em Jundiai, interior de São Paulo.
Bella afirma que, na ocasião, a análise considerou um lote comprado diretamente do site da marca. “Quando a gente comprou, veio um bom produto. Agora, se tinha um produto ruim, rodando paralelamente e foram lá, estouraram aquele laboratório clandestino, isso é um caso para a polícia, não para nós”, diz.
O empresário diz que a Universidade Unievangélica, em Goiânia, onde foi feita a análise do whey, tem certificações para o teste e que as empresas reprovadas tentam manchar a reputação da associação.
“Pode a empresa chorar, experimentar entrar com ação, pode fazer o que quiser. Nós estamos aqui conscientes, tranquilos, que estamos fazendo um trabalho ético, um trabalho amparado [em evidências] e imparcial”, acrescenta.
A Brasnutri (Associação Brasileira dos Fabricantes de Suplementos Nutricionais e Alimentos para Fins Especiais) diz em nota que a Abenutri não segue padrões regulatórios estabelecidos pelos órgãos competentes e não tem poder de vigilância sanitária.
O Grupo Supley acusa a Abenutri de mentir, diz que a associação “propaga desinformação” e que a Justiça acolheu decisão que reconheceu “inconsistências metodológicas nos laudos” que “causam instabilidade ao mercado” com histórico de avaliações que não segue padrões técnicos. “Os produtos do Grupo Supley são rotineiramente avaliados pela empresa e pela Anvisa, esta, sim, responsável por este tipo de análise e fiscalização”, acrescenta.
Quando e como usar whey
Segundo o nutricionista Eduardo Reis, da ABNE (Associação Brasileira de Nutrição Esportiva), estudos recentes passaram a indicar o uso do whey protein ao longo do dia. Até então, o mais convencional era usá-lo após o exercício físico para recomposição de massa muscular —o chamado “pós-treino”.
O suplemento não substitui as refeições, mas faz um acréscimo de proteínas na dieta.
A Anvisa define que as marcas de whey protein podem variar em até 20% os índices de proteína presentes no rótulo, para mais ou para menos. Uma resolução de 2010 definiu que o produto para consumo deve ter, no mínimo, 10 gramas de proteína e 50% do valor energético total para ser considerado um suplemento proteico dentro das regras da agência.
O especialista afirma que para ganho simultâneo de massa e emagrecimento, a dose pode ser de até 2,4 gramas por dia. Para ganho de força, de 1,6 a 2 gramas de peso corporal. Um praticante de exercícios leves com 70 kg, que deve ingerir de 84 a 140 gramas de proteína por dia, pode fazer o acréscimo com a ajuda do whey protein para aumentar o índice diário.
“Para cada objetivo, é possível individualizar a dose de proteína”, diz. Para ele, ainda é preciso ter mais estudos para identificar os prejuízos à saúde causados por aminoácidos de menor qualidade, como glicina e treonina, no whey protein, mas que o produto pode não ter os resultados esperados.
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Exame Nacional de Acesso ENA/Profmat em 2026 — Universidade Federal do Acre
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1 dia atrásem
13 de janeiro de 2026A Coordenação Institucional do Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (PROFMAT/UFAC) divulga a lista de pedidos de matrícula deferidos pela Coordenação, no âmbito do Exame Nacional de Acesso 2026.
LISTA DE PEDIDO DE MATRÍCULA DEFERIDOS
1 ALEXANDRE SANTA CATARINA
2 CARLOS KEVEN DE MORAIS MAIA
3 FELIPE VALENTIM DA SILVA
4 LUCAS NASCIMENTO DA SILVA
5 CARLOS FERREIRA DE ALMEIDA
6 ISRAEL FARAZ DE SOUZA
7 MARCUS WILLIAM MACIEL OLIVEIRA
8 WESLEY BEZERRA
9 SÉRGIO MELO DE SOUZA BATALHA SALES
10 NARCIZO CORREIA DE AMORIM JÚNIOR
Informamos aos candidatos que as aulas terão início a partir do dia 6 de março de 2026, no Bloco dos Mestrados da Universidade Federal do Acre. O horário das aulas será informado oportunamente.
Esclarecemos, ainda, que os pedidos de matrícula serão encaminhados ao Núcleo de Registro e Controle Acadêmico da UFAC, que poderá solicitar documentação complementar.
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Linguagem e Identidade — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
12 de janeiro de 2026O programa de pós-graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI) da Ufac chega aos 20 anos com um legado consolidado na formação de profissionais da educação na Amazônia. Criado em 2005 e com sua primeira turma de mestrado iniciada em 2006, o PPGLI passou a ofertar curso de doutorado a partir de 2019. Em 2026, o programa contabiliza 330 mestres e doutores titulados, muitos deles com inserção em instituições de ensino e pesquisa na região.
Os dados mais recentes apontam que 41% dos egressos do PPGLI atuam como docentes na própria Ufac e no Instituto Federal do Acre (Ifac), enquanto 39,4% contribuem com a educação básica. Com conceito 5 na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) no quadriênio 2017-2020, o PPGLI figura entre os melhores da região Norte.
“Ao longo dessas duas décadas, o programa de pós-graduação em Linguagem e Identidade destaca-se pela excelência acadêmica e pela forte relevância social”, disse a reitora Guida Aquino. “Sua trajetória tem contribuído de forma decisiva para a produção científica e cultural, especialmente no campo dos estudos sobre linguagens e identidades, fortalecendo o compromisso da Ufac com formação qualificada, pesquisa e transformação social.”
O coordenador do programa, Gerson Albuquerque, destacou que, apesar de recente no contexto da pós-graduação brasileira, o PPGLI promove uma transformação na educação superior da Amazônia acreana. “Nesses 20 anos, o PPGLI foi responsável não apenas pela formação de centenas de profissionais altamente qualificados, mas por inúmeras outras iniciativas e realizações que impactam diretamente a sociedade.”
Entre essas ações, Gerson citou a implementação de uma política linguística pioneira que possibilitou o ingresso e permanência de estudantes indígenas e de outras minorias linguísticas, além do protagonismo de pesquisadores indígenas em projetos voltados ao fortalecimento de suas culturas e línguas. “As ações do PPGLI transcenderam os limites acadêmicos, gerando impactos sociais, culturais e econômicos significativos”, opinou. “O programa contribui para a construção de uma sociedade mais inclusiva e consciente de sua riqueza linguística e cultural.”
Educação básica, pesquisa e projetos
Sobre a inserção dos egressos na educação básica, Gerson considerou que, embora a formação stricto sensu seja voltada prioritariamente ao ensino superior e à pesquisa, o alcance do PPGLI vai além. “Se analisarmos o perfil de nossos mestres e doutores, 72% atuam em instituições de ensino superior, técnico, tecnológico ou na educação básica. Isso atesta a importância do programa para a Amazônia e para a área de linguística e literatura, uma das que mais forma mestres e doutores no país.”
O professor também destacou a trajetória de 15 egressos que hoje se destacam em instituições de ensino, projetos de extensão e pesquisa, tanto no Brasil quanto no exterior. Para ele, esses exemplos ilustram a diversidade de atuações do corpo formado pelo programa, que inclui professores indígenas, pesquisadores em literatura comparada, especialistas em língua brasileira de sinais (Libras), artistas da palavra, autores de livros, lideranças educacionais e docentes em universidades peruanas.
A produção científica do PPGLI também foi ressaltada pelo coordenador, que apontou os avanços no quadriênio 2021-2024 como reflexo de um projeto acadêmico articulado com os desafios amazônicos. “Promovemos ações de ensino, pesquisa e extensão com foco na diversidade étnica, linguística e cultural. Nossas parcerias internacionais ampliam o alcance do programa sem perder o vínculo com as realidades locais, especialmente as regiões de fronteira com Peru e Bolívia.”
Entre os destaques estão as políticas afirmativas, a produção de material didático bilíngue para escolas indígenas, a inserção em redes de pesquisa e eventos científicos, a publicação de livros e dossiês temáticos e a atuação dos docentes e discentes em comunidades ribeirinhas e florestais.
Para os próximos anos, o desafio, segundo Gerson, é manter e ampliar essas ações. “Nosso foco está no aprimoramento das estratégias de educação inclusiva e no fortalecimento do impacto social do Programa”, afirmou. Para marcar a data, o PPGLI irá realizar um seminário comemorativo no início de fevereiro de 2026, além de uma série de homenagens e atividades acadêmico-culturais ao longo do ano.
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Ufac lança nova versão do SEI com melhorias e interface moderna — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
12 de janeiro de 2026A Ufac realizou a solenidade de lançamento da nova versão do Sistema Eletrônico de Informações (SEI), que passa a operar na versão 5.0.3. A atualização oferece interface mais moderna, melhorias de desempenho, maior segurança e avanços significativos na gestão de documentos eletrônicos. O evento ocorreu nesta segunda-feira, 12, no auditório da Pró-Reitoria de Graduação.
A reitora Guida Aquino destacou a importância da modernização para a eficiência institucional. Ela lembrou que a primeira implantação do SEI ocorreu em 2020, antes mesmo do início da pandemia, permitindo à universidade manter suas atividades administrativas durante o período de restrições sanitárias. “Esse sistema coroou um momento importante da nossa história. Agora, com a versão 5.0, damos mais um passo na economia de papel, na praticidade e na sustentabilidade. Não tenho dúvida de que teremos mais celeridade e eficiência no nosso dia a dia.”
Ela também pontuou que a universidade está entre as primeiras do país a operar com a versão mais atual do sistema e reforçou o compromisso da gestão em concluir o mandato com entregas concretas. “Trabalharei até o último dia para garantir que a Ufac continue avançando. Não fiz da Reitoria trampolim político. Fizemos obras, sim, mas também implementamos políticas. Digitalizamos assentamentos, reorganizamos processos, criamos oportunidades para estudantes e servidores. E tudo isso se comunica diretamente com o que estamos lançando hoje.”
Guida reforçou que a credibilidade institucional conquistada ao longo dos anos é resultado de um esforço coletivo. “Tudo o que fiz na Reitoria foi com compromisso com esta universidade. E farei até o último dia. Continuamos avançando porque a Ufac merece.”
Mudanças e gestão documental
Responsável técnico pela atualização, o diretor do Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI), Jerbisclei de Souza Silva, explicou que a nova versão exigiu mudanças profundas na infraestrutura de servidores e bancos de dados, devido ao crescimento exponencial de documentos armazenados.
“São milhões de arquivos em PDF e externos que exigem processamento, armazenamento e desempenho. A atualização envolveu um trabalho complexo e minucioso da nossa equipe, que fez tudo com o máximo cuidado para garantir segurança e estabilidade”, explicou. Ele ressaltou ainda que o novo SEI já conta com recursos de inteligência artificial e apresentou melhora perceptível na velocidade de navegação.

O coordenador de Documentos Eletrônicos e gestor do SEI, Márcio Pontes, reforçou que a nova versão transforma o sistema em uma ferramenta de gestão documental mais ampla, com funcionalidades como classificação, eliminação e descrição de documentos conforme tabela de temporalidade. “Passamos a ter um controle mais efetivo sobre o ciclo de vida dos documentos. Isso representa um avanço muito importante para a universidade.” Ele informou ainda que nesta quinta-feira, 15, será realizada uma live, às 10h, no canal UfacTV no YouTube, para apresentar todas as novidades do sistema e tirar dúvidas dos usuários.
A coordenação do SEI passou a funcionar em novo endereço: saiu do pavimento superior e agora está localizada no térreo do prédio do Nurca/Arquivo Central, com acesso facilitado ao público. Os canais de atendimento seguem ativos pelo WhatsApp (68) 99257-9587 e e-mail sei@ufac.br.
Também participaram da solenidade o pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; e a pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino.
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