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Xi Jinping e Joe Biden em Lima para uma reunião importante antes do retorno de Donald Trump
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Os presidentes norte-americanos Joe Biden e os presidentes chineses Xi Jinping chegaram quinta-feira, 14 de novembro, a Lima para participar na cimeira dos países da Ásia-Pacífico, à margem da qual planearam um encontro, no meio de um clima tenso antes do regresso em Janeiro Donald Trump no poder.
Xi Jinping foi recebido à tarde pela presidente Dina Boluarte, antes de inaugurar virtualmente, a partir do palácio presidencial, o novo megaporto de Chancay, o primeiro terminal portuário financiado pela China na América do Sul.
Os presidentes americano e chinês estão em Lima para participar na cimeira da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (Apec), que reúne 21 países que representam 60% do PIB global. O fórum foi aberto na quinta-feira com uma reunião ministerial a portas fechadas. Os chefes de estado ou de governo se reunirão na sexta e no sábado.
Biden e o seu homólogo chinês planeiam reunir-se à margem da cimeira no sábado, com o objectivo de reduzir as tensões entre os seus dois países. Este será o terceiro encontro e o segundo em pouco mais de um ano. Ambos viajarão então para o G20 no Brasil.
“Promover a conectividade”
O mandato de Joe Biden foi marcado por fortes tensões com Pequim mas também pela manutenção, da melhor forma que pôde, do diálogo bilateral. Mas Joe Biden, de 81 anos, entregará o controle em janeiro ao republicano Donald Trump, que já nomeou para sua equipe os linha-dura contra Pequim e levantou temores de novas guerras comerciais com a China.
Durante a campanha eleitoral, o republicano, vencedor da votação de 5 de novembro, prometeu defender a indústria norte-americana, ameaçando aplicar direitos aduaneiros de 10% a 20% a todos os produtos importados e até 60% aos provenientes da China.
Estas ameaças surgem num momento em que o gigante asiático, a segunda maior economia do mundo, enfrenta uma crise imobiliária e um consumo lento.
Pequim pretende, no entanto, reforçar a sua presença na América do Sul com o seu novo megaporto de Chancay, localizado a aproximadamente 80 km a norte da capital peruana. “Devemos trabalhar juntos para construir, administrar e operar o porto de Chancay”observou Xi Jinping, acrescentando que desejava “promover a conectividade entre a América do Sul e a China”. “Somos um parceiro confiável e hoje, com a inauguração do megaporto de Chancay, confirmamos isso”por sua vez declarou o presidente peruano durante a cerimônia.
A crescente influência de Pequim na América Latina
Financiado por Pequim no valor de 3,5 mil milhões de dólares (3,3 mil milhões de euros), o terminal que acabará por contar com 15 plataformas (contra quatro atualmente), ilustra a crescente influência de Pequim na América Latina, anteriormente considerada domínio reservado dos Estados Unidos . Em seu primeiro ano de operação, um milhão de contêineres deverão passar pelo porto, construído pela Cosco Shipping Ports, proprietária de 60% e subsidiária da gigante chinesa de transporte marítimo Cosco Shipping.
Desde 1989, a Apec tem como objectivo promover o crescimento económico, a cooperação e o investimento na região do Pacífico. Seus membros também incluem Japão, Coreia do Sul, Indonésia, Chile, Canadá, Austrália, México e Rússia. A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, e o chefe de Estado russo, Vladimir Putin, estarão ausentes.
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Biden se reunirá na sexta-feira com o primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, e o presidente sul-coreano, Yoon Suk-yeol, dois de seus principais aliados na Ásia.
Mais de 13.000 policiais foram destacados para Lima, capital de 10 milhões de habitantes, para reforçar a segurança durante a cimeira, enquanto manifestações foram organizadas desde quarta-feira para denunciar um aumento nas extorsões e assassinatos ligados ao crime organizado.
“Queremos que a comunidade internacional saiba que (crime) está nos matando, que não existe uma política de luta contra o crime organizado e a insegurança”disse Walter Carrera, presidente da Associação Nacional de Transportadores (Asotrani), à Agence France-Presse.
Pelo menos 200 manifestantes manifestaram-se quinta-feira perto do centro de convenções que acolhe a cimeira.
O mundo com AFP
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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