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Xi Jinping ‘rouba show’ no Peru antes de vir ao Brasil – 15/11/2024 – Igor Patrick

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O líder chinês Xi Jinping chegará ao Brasil neste fim de semana para a cúpula do G20 no Rio de Janeiro e uma visita de Estado em Brasília. Serão dias de reuniões, muito provavelmente acompanhadas de anúncios de acordos, investimentos e a conhecida pompa que cerca o mandatário toda vez que deixa a China.

Mas, se a parada dele anterior à chegada ao Brasil servir de exemplo, não será difícil para o leitor entender nas entrelinhas dos discursos dele e da sua comitiva como a viagem é um prenúncio da estratégia chinesa rumo a mais quatro anos de Trump.

A passagem de Xi pela América Latina começou na quinta por Lima, capital do Peru, onde chegou para a cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) e também para a inauguração do megaporto de Chancay.

Sob o selo da Iniciativa de Cinturão e Rota (ICR) e ao custo de US$ 3,5 bilhões (US$ 1,3 bi já investido e o resto escalonado em um plano de várias fases), o projeto representa um dos mais ambiciosos investimentos chineses na América Latina e deve significar uma revolução logística não só para o Peru, mas para a toda região.

Xi, que apenas em duas outras ocasiões participou pessoalmente da inauguração de projetos da ICR, fez questão de estar em Lima para abertura da obra peruana. Em discurso ao lado da presidente Dina Boluarte, usou Chancay como exemplo do compromisso chinês com o multilateralismo e o comércio livre. Era “o nascimento de uma passagem terra-mar para uma nova era” e um elemento fundamental para a prosperidade “do peru e da América Latina”, declarou.

Na sexta, foi a vez de ele enviar o ministro do comércio Wang Wentao para ler a um grupo de CEOs uma mensagem defendendo ação conjunta contra o “aumento do protecionismo” no mundo. Xi disse que as ações unilaterais para “impedir a globalização e promover o isolacionismo com todo tipo de desculpas não são nada além de um retrocesso”.

Em ambas as ocasiões, não foi necessário mencionar por nome a quem ele se referia: Donald Trump e a tal política de “América Primeiro” que pretende estabelecer toda sorte de tarifas sobre produtos importados que entram nos EUA, não só da China, mas de todo o mundo.

É um tom muito similar ao adotado pelo líder chinês em 2017 e que deve se repetir, com Pequim mais uma vez se posicionando como defensora da globalização diante de uma Washington provinciana e mesquinha.

Especialmente na América Latina, a retórica pode servir como uma contrastante oposição ao que se espera de Marco Rubio, o indicado por Trump para o Departamento de Estado. Cubano-americano, Rubio fala espanhol fluente e costuma classificar os líderes latinos em dois grupos: os de direita, que se alinham aos interesses americanos, e os autoritários esquerdistas, aqueles próximos aos chineses e russos.

A postura dicotômica ignora que na última década foram os líderes de direita a se aproximarem mais de Pequim —a exemplo de Maurício Macri (Argentina) e Iván Duque (Colômbia)—, mas certamente impactará na forma como presidentes como Lula, o colombiano Gustavo Petro e a mexicana Claudia Sheinbaum serão percebidos nos EUA de Trump.

Pequim quer se posicionar como alternativa a este tipo de truculência diplomática, o que, ao menos no Peru, funcionou. Com uma visita apagada de Joe Biden, que também participa do fórum, os veículos de imprensa locais praticamente ignoraram as discussões multilaterais da Apec: preferiram focar no líder chinês que, como definiu um dos maiores canais de TV, “chegou a Lima roubando o show”.


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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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Gestão da Ufac realiza visita ao laboratório Charles Mérieux — Universidade Federal do Acre

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2026.09.24 Visita ao laboratório Charles Mérieux (2).jpg

A Ufac realizou uma visita institucional ao Centro de Infectologia Charles Mérieux (CICM). A agenda reuniu a gestão superior da universidade, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e representantes do centro para alinhar propostas de cooperação que permitam o desenvolvimento de pesquisas avançadas e projetos de inovação em saúde pública nas instalações do laboratório. O encontro ocorreu nessa quinta-feira, 24.

O coordenador de Gestão e Infraestrutura do CICM, George Dobré, apresentou as propostas operacionais para viabilizar o uso da infraestrutura laboratorial por equipes de pesquisadores e estudantes da Ufac. A iniciativa visa unificar o potencial de pesquisa acadêmica da universidade com a capacidade tecnológica e de vigilância do centro.

A reunião contou com a presença do reitor Josimar Ferreira; do pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; do diretor de Pesquisa da Ufac, Thiago Augusto da Cunha; do diretor-geral da Fiocruz-RO, Jansen Medeiros; e dos pesquisadores da Fiocruz, Gabriel Melim e Deusilene Vieira, que também atua como coordenadora de Pesquisa, Vigilância e Educação do CICM.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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