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‘Yellowstone’: Kelly Reilly se prepara para o fim da série – 03/11/2024 – Cinema e Séries

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Alexis Soloski


The New York Times

Se Beth Dutton fosse amiga de Kelly Reilly, se ela estivesse sentada aqui, no jardim de um hotel em SoHo, no sul de Manhattan, a atriz ficaria preocupada. Ela incentivaria Beth a parar de fumar, a beber menos, a tentar terapia.

“Se ela fosse minha melhor amiga, eu diria: ‘Não cobre tanto a si mesma'”, disse Reilly.

Mas Beth Dutton não é amiga de ninguém. Ela é a heroína brutal, ferida e selvagemente engraçada do drama “Yellowstone“, da Paramount Network, ambientado em Montana. Reilly, de 47 anos, a interpreta desde que o programa começou em 2018.

A segunda metade da quinta e aparentemente última temporada chega à Paramount e à CBS em 10 de novembro. Serão os primeiros episódios do programa sem sua estrela Kevin Costner, que deixou a série, citando problemas de agenda, em meio a relatos de tensões entre ele e o criador, Taylor Sheridan.

Durante a série, Beth enfrentou tentativa de estupro, tentativa de assassinato, traição profissional e pessoal. Através de tudo isso, Reilly a interpretou com uma espécie de ferocidade animal (veja, por exemplo, uma cena da primeira temporada em que Beth afugenta um lobo) permeada por uma ternura inesperada. Sua é a rara performance que parece autenticamente perigosa —para a atriz, para a personagem, para qualquer um assistindo em casa.

O fato de o Emmy não ter reconhecido Reilly sugere que há algo pelo menos um pouco errado com o Emmy. Mas Beth continua sendo uma favorita entre os fãs do programa. Existem TikToks e montagens dos retornos mais ferozes de Beth, canecas e camisetas estampadas com slogans como “Não me faça ser Beth Dutton com você” e “Você é o parque de trailers, e eu sou o tornado”.

Reilly não é Beth Dutton. Ela é inglesa de nascimento e ruiva. Pessoalmente, ela é mais suave, mais reflexiva, profundamente empática de uma maneira que Beth acharia embaraçosa. Quando a encontrei naquele hotel boutique, em uma tarde de meados de setembro, Reilly usava roupas de seda soltas, não um terno de negócios pronto para o ataque, e pediu chá para nós (lamentavelmente) em vez do bourbon preferido de Beth.

Ela às vezes era maravilhosamente franca, como Beth. E, quando eu inesperadamente comecei a chorar na frente dela (Beth Dutton tem esse efeito nas pessoas, mas isso não foi culpa de Reilly), ela exibiu as lealdades ferozes e a ocasional profanidade de sua personagem.

No entanto, essa franqueza só vai até certo ponto. Quando perguntada sobre o final de “Yellowstone”, ela foi cautelosa. “É um final”, disse ela. “Estamos absolutamente encerrando este show.”

O mundo de “Yellowstone” é exagerado, e Beth é tão grande, tão inflexível, quanto qualquer uma de suas montanhas. Ela é Medeia, Antígona, Lady Macbeth usando sutiã push-up e um chapéu Stetson. E Reilly a ama, em toda a sua dor e raiva.

Reilly cresceu em um subúrbio de Londres. Seu pai era policial e sua mãe trabalhava meio período. Uma carreira como atriz era coisa de fantasia. Quando criança, ela dizia às pessoas que era isso que queria ser, mas não acreditava.

Ainda assim, ela chorou quando viu sua primeira peça. Quando adolescente, ela viajava para Londres com frequência, assistindo a todas as peças que podia. “Era minha droga escolhida”, disse ela. Ela não achava que poderia pagar uma escola de teatro, mas queria tentar. Em uma audição, aos 16 anos, ela chamou a atenção de um diretor de elenco que a contratou para “Prime Suspect”, ao lado de Helen Mirren.

Mais papéis se seguiram. Reilly pulou a escola de teatro em favor de trabalhos pagos. Ela não tinha técnica, nem treinamento, apenas instinto e um acesso notável às suas emoções. “Eu tinha que sentir isso todas as noites”, disse ela. “Eu tinha que dar tudo de mim. E acho que isso é porque eu não sabia de mais nada.”

Por volta dos 20 anos, no palco, Reilly já era uma protagonista. Sua especialidade, ao que parecia, era a dor, mulheres em situações extremas. O diretor James Macdonald trabalhou com ela no início de sua carreira, em 2001, em “Blasted”, de Sarah Kane, uma peça incomumente difícil. Macdonald ficou impressionado com a capacidade de Reilly de dar todo o seu ser a uma personagem. “Ela foi implacável em ir o mais longe que podia com isso”, disse ele.

Michael Grandage a conheceu alguns anos depois em “After Miss Julie”, uma adaptação de Patrick Marber da peça de Strindberg. “Foi bastante devastador o que ela fez”, ele lembrou. “Não havia técnica como tal, mas porque não havia técnica, não havia esconderijo. Era tudo em cada apresentação.”

Grandage trabalhou com ela novamente, quatro anos depois, em uma remontagem de “Otelo”, na qual Reilly interpretou a condenada Desdêmona. Ela tinha 30 anos na época e estava esgotada com heroínas trágicas. Ela nunca soube como se separar de suas personagens, e morrer no palco todas as noites começou a parecer insalubre. Então, ela se aproximou de trabalhos mais leves na tela, aparecendo nos filmes de Sherlock Holmes de Robert Downey Jr. como a esposa do Dr. Watson.

Ela fez seu primeiro trabalho nos Estados Unidos por volta dessa época, aparecendo no filme “O Voo“, de Robert Zemeckis, em 2011, e na segunda temporada de “True Detective”. Em “O Voo”, Reilly aparece ao lado de Denzel Washington como uma viciada em recuperação.

Zemeckis, que também escalou Reilly para o filme “Aqui”, que estreou em lançamento limitado na sexta-feira, admirava sua presença na tela e sua aparente facilidade. “Havia muitas cenas em ‘Flight’ que estavam incrivelmente cheias de emoção”, disse Zemeckis. “Kelly estava simplesmente lá. Era completamente simples.”

“O Voo” talvez tenha sido seu papel mais conhecido antes de “Yellowstone”. Reilly, que ainda não era um grande nome, teve que fazer teste para interpretar Beth. E, mesmo tendo desistido de heroínas trágicas, ela queria muito interpretar Beth. Ela ficou deslumbrada com seu poder, sua irreverência, suas feridas. Ela sabia que o papel seria um desafio. “A minha delicadeza não funcionava necessariamente para Beth”, disse ela. Então, ela conjurou alguém mais forte.

Bancária de profissão, Beth é ferozmente protetora de seu pai (Costner) e capaz de violência surpreendente quando sua família é ameaçada. Outra atriz poderia ter se inclinado para a dureza, mas Reilly permite uma maior complexidade. Reilly se identifica com as falas que Beth cita na 4ª temporada, tiradas de um livro de ensaios da naturalista Gretel Ehrlich: “Ser duro é ser frágil, ser terno é ser verdadeiramente feroz”.

Reilly interpreta o papel com uma feminilidade desinibida. Como Beth, sua voz é baixa e suave, seu apelo sexual pronunciado. “Sua feminilidade deve ser celebrada”, disse Reilly. “Ela pode intimidar e pode seduzir e pode aterrorizar.” E se ela não se esquiva da raiva de Beth, ela entende essa raiva como nascida da perda.

Isso não é fácil de interpretar. Reilly se prepara por meses para uma cena culminante. “Eu não quero que seja caótico”, disse ela. “Eu não quero que esteja fora de controle.” Se canalizar a violência de Beth se tornou menos trabalhoso ao longo dos anos, ainda não é confortável.

Muitas das cenas mais extremas de Reilly são com Wes Bentley, que interpreta o irmão adotivo de Beth, Jamie, como em uma discussão da 4ª temporada em que ela joga uma ratoeira nele e o ameaça de morte. “É uma verdadeira luta”, disse ele sobre essas cenas. “E eu estou destruído.”

Atuar ao lado de Reilly deixa marcas. “É tanto que eu sinto isso por dias e semanas”, disse ele. “Eu posso sentir isso por anos.”

Reilly também sente. Ela frequentemente dorme por dias após cenas como essa. Se Beth às vezes a exaure, o papel também deu a Reilly confiança, um senso de seu próprio poder. “Beth me deu uma coluna vertebral”, disse ela. “Há uma força em interpretá-la todos esses anos que eu definitivamente encontrei um pouco.”

Mas apenas um pouco. Ela se preocupa que as pessoas fiquem desapontadas quando a conhecem, porque esperam Beth. Mas quando a vi no hotel, eu estava no meio de uma pequena crise pessoal e não estava mascarando isso particularmente bem. Reilly respondeu com uma empatia feroz. “Sinta isso!” ela me disse enfaticamente, com um palavrão adicional. “Você tem que sentir isso.”

E eu estava grata naquele momento por ser Reilly ali comigo, e não Beth. Por outro lado, Beth teria me comprado um uísque duplo e se oferecido para socar alguém, e isso também teria sido bom.

Beth não estava totalmente ausente naquela tarde. Reilly havia terminado de filmar “Yellowstone” apenas duas semanas antes, e ela nunca foi adepta de deixar personagens para trás. “Há um pouco de esquizofrenia acontecendo, mas não dura tanto quanto costumava”, disse ela.

Há rumores de uma nova temporada ou um spin-off. E, embora Reilly não os tenha abordado diretamente, ela não se importaria. “Se houver um novo começo, é um novo começo”, disse ela. Ela poderia gostar de mostrar uma Beth mais madura. “Estou tipo, tudo bem, vamos nos levantar e colocar nossas calças de menina grande”, disse ela.

Por enquanto, após sete anos, ela está pronta para deixar Beth partir. “É uma grande energia”, disse ela. “Isso não é algo no meu corpo que eu preciso. Eu a amo, mas estou muito feliz em deixá-la desaparecer.”



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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Gestão da Ufac realiza visita ao laboratório Charles Mérieux — Universidade Federal do Acre

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2026.09.24 Visita ao laboratório Charles Mérieux (2).jpg

A Ufac realizou uma visita institucional ao Centro de Infectologia Charles Mérieux (CICM). A agenda reuniu a gestão superior da universidade, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e representantes do centro para alinhar propostas de cooperação que permitam o desenvolvimento de pesquisas avançadas e projetos de inovação em saúde pública nas instalações do laboratório. O encontro ocorreu nessa quinta-feira, 24.

O coordenador de Gestão e Infraestrutura do CICM, George Dobré, apresentou as propostas operacionais para viabilizar o uso da infraestrutura laboratorial por equipes de pesquisadores e estudantes da Ufac. A iniciativa visa unificar o potencial de pesquisa acadêmica da universidade com a capacidade tecnológica e de vigilância do centro.

A reunião contou com a presença do reitor Josimar Ferreira; do pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; do diretor de Pesquisa da Ufac, Thiago Augusto da Cunha; do diretor-geral da Fiocruz-RO, Jansen Medeiros; e dos pesquisadores da Fiocruz, Gabriel Melim e Deusilene Vieira, que também atua como coordenadora de Pesquisa, Vigilância e Educação do CICM.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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Membros da Academia Acreana de Letras visitam a Ufac — Universidade Federal do Acre

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2026.09.25 Visita da Academia Acreana de Letras (2).JPG

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, recebeu membros da Academia Acreana de Letras (AAL), que vieram parabenizá-lo pelo mandato e iniciar as tratativas para fortalecimento da parceria institucional, com incentivo à cultura, à literatura e à extensão acadêmica no Estado. A visita de cortesia ocorreu nesta sexta-feira, 25, na sala de reuniões da Reitoria, campus-sede.

As instituições definiram como encaminhamento a elaboração de um termo de cooperação técnica para aproximar as ações da AAL dos cursos de graduação e das pró-reitorias, com destaque para a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura. A parceria busca integrar a universidade aos projetos culturais da academia, além de apoiar a realização de um grande evento comemorativo ao aniversário da AAL, previsto para este ano, entre 29 de outubro e 17 de novembro.

“Recebo a Academia Acreana de Letras com muita gratidão. Vamos aproximá-la dos nossos processos formativos e das nossas ações de extensão”, disse o reitor Josimar Ferreira. “A universidade já planeja lançar um edital na área de cultura por meio da Agência de Inovação e a academia terá um papel central nesse contexto.”

O presidente da AAL, José Dourado de Souza, ressaltou a relevância da aproximação com a Ufac. “Ficamos muito felizes em prestar essa homenagem ao reitor Josimar, uma pessoa de muita experiência e aberta ao diálogo. A academia busca esse apoio institucional e de materiais para continuar promovendo eventos culturais e ações nas escolas.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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