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Zelenski cobra aliados por força de paz na Ucrânia – 15/03/2025 – Mundo

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Zelenski cobra aliados por força de paz na Ucrânia - 15/03/2025 - Mundo

Igor Gielow

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, cobrou nesta sábado (15) seus aliados ocidentais a dar uma “posição clara” a acerca das garantias de segurança que estão dispostos a dar, na forma de uma força de paz, caso seja alcançado um cessar-fogo com a Rússia.

Ele fez a cobrança em uma entrevista coletiva após reunião de líderes de 25 países comandada pelo premiê britânico, Keir Starmer, em que foi discutido o cenário do conflito iniciado por Vladimir Putin há três anos.

O ucraniano aparentemente percebeu o tom de filme antigo: falas pomposas sobre as responsabilidades europeias, mas ao fim tudo será resolvido pela vontade ou não dos Estados Unidos. Zelenski participou da videoconferência.

“A paz será mais confiável com contingentes europeus no solo e o lado americano como um seguro”, disse o presidente, repetindo de forma mais incisiva o tom das discussões das últimas semanas.

Nelas, ele sofreu duro “bullying” diplomático do presidente americano, Donald Trump, que alinhou-se à visão de Putin sobre as origens da guerra e ao discurso da inevitabilidade de perdas de Kiev para ter a paz. Na entrevista, admitiu que não sabe “o que os russos e os americanos conversam”.

Zelenski, sem condições militares de sustentar sua resistência sozinho, aquiesceu e submeteu-se à vontade de Trump. Disso saiu um encontro entre delegações americana e ucraniana em Jeddah (Arábia Saudita), onde Kiev aceitou um cessar-fogo de 30 dias.

Os EUA então passaram, nas palavras de Trump, a bola para Putin, que a devolveu na quinta (13), quando disse que aceita a trégua se ela não for temporária e se já estiverem alinhavados os temas a serem discutidos para uma negociação definitiva.

Em resumo, ele quer a paz em seus termos, que incluem a desmilitarização ucraniana, a neutralidade de Kiev e a aquisição definitiva dos 20% que controla do país, 7% deles desde 2014, quando anexou a Crimeia.

Por óbvio, é uma tática de negociação, maximizando as demandas. Mas o Kremlin deixou claro diversas vezes que não aceita a ideia de uma força de paz europeia no vizinho, dado que isso colocaria tropas da Otan, a aliança militar liderada pelos EUA, na Ucrânia.

O motivo principal alegado por Putin para invadir o vizinho era a intenção de Kiev de aderir à Otan, o que lhe colocaria sob o guarda-chuva da proteção do artigo 5 da aliança: que todos os membros têm de defender um que for atacado. Como há armas nucleares em jogo, isso demoveria Putin de agressões.

Deu no que deu, e o Kremlin não parece disposto a abrir mão disso. Trump apoiou a ideia de uma força de paz, já que quer ver a Europa se virando sozinha em questões de segurança, mas não foi enfático. Agora, Zelenski lembra que os aliados fora dos EUA precisam se posicionar.

Starmer disse que a “coalizão dos dispostos” a ajudar Kiev está sendo formada para assegurar a paz na Ucrânia “em terra, mar e ar”, em caso de cessar-fogo. Ele mesmo, ao lado do francês Emmanuel Macron, já disse apoiar uma força. Mas não foi claro como isso seria feito, convocando mais uma reunião para a semana que vem.

Por ora, tudo fica como está. Putin sugeriu que Zelenski quer os 30 dias só para dar um respiro a suas forças, e o ucraniano disse que o russo só está enrolando Trump para seguir os combates. O ceticismo em Moscou com a iniciativa de Trump também segue em alta.

Ainda neste sábado, Zelenski tentou pintar uma visão menos dramática da situação de pressão militar que mesmo integrantes de suas forças admitem. No X, disse que seus soldados não estão cercados no que restou sob seu controle em Kursk, no sul da Rússia, apesar das evidências anedóticas e de imagens de satélite.

Disse que eles “cumpriram sua missão” e que a ação continua, mas de fato as forças se retiraram. Trump chegou a escrever na sexta (14) que o cerco era completa e instou Putin a poupar a vida dos ucranianos. O russo cortou a bola levantada, dizendo que seria magnânimo com o que chamou de terroristas se eles se entregassem.

O fato é que Kursk é agora passado para Zelenski. Os defensores da operação surpreendente, iniciada em agosto passado, apontam que a Rússia teve uma frente nova para se preocupar e o impacto positivo na moral de Kiev.

Seus críticos lembram que Zelenski sai sem nada para barganhar na mesa de negociações e que perdeu pessoal e equipamento de ponta em grande quantidade para tal fim. Mesmo o desvio de recursos russos só ocorreu de fato neste ano, com o avanço em outras frentes seguindo.

Na madrugada deste sábado, os rivais trocaram uma intensa saraivada de drones. Foram ao menos 130 lançados pelos russos e 126, pelos ucranianos, com danos diversos relatados.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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